domingo, 15 de Novembro de 2009

Clubbing

Para quem ficou na cidade foi mais ou menos assim

Trio Bestança com Inês Dedilhado

"Já fui a Pinhel, Cinfães e Pocinho
fui-te conhecendo, bem devagarinho
Ah!, fui um bom amante
sou sempre um Errante..."

Protagonistas do Errâncias

- Belas paisagens
- Chuva :D
- Job
- Subida a penhascos
- Uma meia preta
- Uma carrinha vermelha
- Olhares fulminantes de senhoras da terra
- Poesia e rimas
- Um café Convívio
- Bestança
- Lareira
- Chapéus que não lembram a ninguém
- Telepatia
- Uma aldeia adormecida
- Muita música


E o Minis!


"Separam-nos facas
separam-nos fatwas
pai-nossos e datas
e excomunhões
acondicionando paixões"

sábado, 14 de Novembro de 2009

CONFERÊNCIA "JORNALISMO NA UNIVERSIDADE: ENTRE O AMADORISMO E O PROFISSIONAL" DIA 19 NOVEMBRO, SALÃO NOBRE FDUP 14h30

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

A Bela Italia de Franco Battiato


Para quem gosta de musica Italiana, aqui está Franco Battiato, uma pessoa que acompanho já há alguns anos, mas que só recentemente conheci os videoclips. Todos eles obras fantásticas, cheias de cor, esperança, imaginação e sonho



Não vou deixar aqui todos eles, mas deixo estes dois que expressam bem a sua arte.



Até Quarta.

Marcelo D2

Como todos sabemos o Dr Marcelo vem a cidade. No blog dele vi este vídeo e não resisti a partilhar convosco.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

#35 às terças

JUSTIÇA
.
Roubei-me ao mundo um dia,
roubou-me o mundo a noite.
.
originariamente, aqui

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

REUNIÃO

ESTA QUARTA-FEIRA, 13H, NO LOCAL HABITUAL. :)

saudades do Muro

«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.» in Avante

diz isto a um polaco. ou a um lituano.
às pessoas que viviam na Ucrânia e no Camboja.

aos próprios alemães.

Têm todos cá umas saudadinhas daquele muro...
quase tantas como as saudades que têm do Pol Pot.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Coberta e Descoberta

Desprovida de preconceitos, pré-juízos
Desprovida de teorias, gostos, requintes!
Coberta de Sarcasmo, Ironia e Vastidão
Me dispo, Sozinha, nesta solidão!

Esta Cobertura que me faz Não sorrir
Não lutar, Não Amar, Não querer
Não desejar, Não ambicionar, Não poder
Esta cobertura de linho « fino e chique»
De solidão e amargura
que me fazem Não viver, Não pedir
Não colher, Não correr e não Partir

Tudo isto me faz Não descobrir
Mas Sim Chorar, Deprimir, Reclamar
Isto escrever, Isto teclar, Isto mostrar
A minha alma, Hoje, chora
Chora coberta de Morte
e Descoberta de Amor
Pelo Cravo que partiu, Num Adeus,
Numa simbiose de amor-ódio
Que me faz Sim Chorar, Não Sorrir,
Sim Sorrir, Não Chorar,

Aqui, sozinha, em pleno
Descoberta e com frio
Me cubro com a angústia
deixo cair meu longo cabelo
Cobrindo meu corpo Nu
Minha alma Vazia
Coberta e Descoberta
Sem Amor e Sem destino

Claudisabel

Paz&Espada


Uma Vida

A literatura do século XIX sempre foi uma das minhas preferidas, não só pelo conhecimento da sociedade de então, mas também porque nos permite ver, por um lado, de que forma o pensamento humano evoluiu, e por outro lado, como os dilemas de hoje são essencialmente os mesmos de há mais de cem anos atrás.
Há dias acabei de ler "Uma Vida", de Guy de Maupassant, que é o exemplo vivo do último caso. Além da espantosamente realista descrição dos pensamentos mais íntimos das personagens, é muito fácil imaginar esta história enquadrada nos nossos tempos. Os temas abordados - sonhos irrealizados, adultério, filhos que abandonam os pais, a morte dos entes mais queridos, solidão e dificuldades económicas - e a patética vida de Jeanne não são muito diferentes daquilo que conhecemos hoje em dia. Tal como no famoso livro "Madame Bovary", de Flaubert, o autor não procura encontrar um final feliz para as suas personagens, mas sim o final que acredita que se daria se a sua personagem existisse efectivamente. Maupassant e Flaubert, tal como muitos outros autores realistas (como o nosso Eça de Queirós), acabam por nos fazer acreditar que finais verdadeiramente felizes, na realidade, são muito raros.
Recomendado :D

Carne (Lobos)

Cada minuto que vivi

(e já me esqueço dos que nunca vivi)

é reflexo do lobo solitário que em mim habita,
Labirinto, ilustre labirinto, que me prende o corpo e me constrange ao longo da Natureza,
Meu corpo dissipa-se por entre meu sangue disperso em meu redor

(Lembro-me, um lobo tem que caçar)

O mundo é uma fábula, uma peça sem fim,
Ao qual o mais galvanizado dos homens geme pelo fim da tirania em seu próprio corpo.
A caça, luar a nossos olhos, é o que nos coage a assaltar outro coração,
Voracidade em nossas garras ao caçar e só nos fartamos quando, com nossos dentes, comemos as vísceras de outrem.

Degolamos, porque o desejo da caça é superior à humanidade que em nós reside.

(Lembro-me: um Lobo tem que caçar,
E a família reúne-se para meditar sobre os frutos da caça.
É dia de festa, todos os corpos se movimentam vagarosamente)

Remorso na esperança que nos leva à traiçoeira caça,
Fé nos olhos (verdes) que escarnecem o cadáver de outrem jazido a nosso lado,
Amamentamos deuses por entre ossos, carne putrificada e reminiscências.
Evocamos os nossos entes queridos e suas almas.
Após a caça, somos repetidamente humanos.

(Lembro-me, até um Lobo tem família)

As massas movem-se consoante as leis que as regem,
Cegas elas procuram o Bem-Comum,
Pura fantasia que as norteia. (O caos reina..)

(Lembro-me até um Lobo pode Amar)
Mas, amor de verdade?
Ou fantasia de amor?
Não vale a pena esculpir uma verdade,
Aqui me prostro, porque o amor de lobo tem tanto valor como o amor de cordeiro.

Somos Lobos? Todos?
(Cala-te, enfastias-me com tua prece!)

Abismo, até os Lobos têm um abismo (neles, não o coração, apenas e apenas só a Fome).

nota: originalmente aqui

"Contos Cardeais"_ Se tens jeito para escrever, Participa!

"Quem conta um conto acrescenta um ponto, lá diz o sábio ditado. Então, porque não seguir a voz do povo e acrescentar mesmo mais uns pontos à ficção nacional? Não deixe que os seus contos fiquem sem a voz da luz, calados no fundo da sua imaginação…

CONTOS CARDEAIS é uma manta à espera dos seus pontos… melhor, dos contos que há-de / deve escrever, para que as nossas letras sejam maiores e a sua verve criativa perdure, como manta que passa de geração em geração.



De Norte a Sul, do interior ao litoral, há muito quem conte, há muito quem possa contar aquele tal conto sem o qual haveria menos um ponto na cultura da nação. Atreva-se, pois, a dar o seu ponto… conto!



REGULAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO NA OBRA “CONTOS CARDEAIS”
A Mosaico de Palavras Editora vai organizar a publicação de uma antologia de contos, intitulada CONTOS CARDEAIS, a apresentar em Janeiro de 2010, aberto à participação de todos os contistas e prosadores, que se regerá pelas seguintes cláusulas.

1. O prazo de entrega dos textos será até 10 de Dezembro de 2009.
2. Os textos devem vir em suporte informático – Word, extensão .doc ou .rtf – e remetidos para geral@mosaicodepalavras.com; quando for realizada a inscrição, convém que o autor envie também um mail a informar que o fez.

3. Cada autor pode publicar um conto, que deverá ocupar entre uma página até um máximo de cinco, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços).
4. A Mosaico de Palavras Editora reserva-se o direito de não incluir textos em função de critérios de qualidade definidos pela Editora.
5. A ordem de publicação obedecerá a um critério alfabético, sendo o primeiro nome a referência a seguir.
6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora devam identificar-se e o seu nome constar na breve biografia a incluir no livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, no mesmo livro (máximo 400 caracteres, incluindo espaços ou 350 caracteres sem espaços).
8. O tema é livre.

9. O valor da inscrição é de 10 €, dando direito à publicação de uma página. Se o inscrito desejar publicar mais páginas, até ao referido máximo de cinco, deverá pagar mais 7 € por cada nova página.


Todos os participantes receberão, GRATUITAMENTE, um exemplar da obra. No caso de não ser possível a um autor estar presente na sessão de apresentação da obra, receberá o exemplar do livro em casa, via ctt, sem quaisquer custos de portes adicionais (desde que residam em Portugal continental).



O pagamento pode ser feito através de cheque (endossado à Mosaico de Palavras Editora, Ldª) para a morada:

Mosaico de Palavras Editora, Ldª

- Rua Comendador António Augusto Silva, 127, r/c – 4431-191 RIO TINTO

ou através de transferência bancária (pelo NIB 0035 0695 0069 963243042).

10. O preço de capa será definido em função do número de páginas que constituírem a obra.

11. Cada autor poderá comprar vários exemplares da obra com o desconto de 40% sobre o preço de capa. Contudo, sendo o autor associado do site Escritartes ou autor já publicado pela Mosaico de Palavras Editora ou pela extinta ArtEscrita Editora beneficiará de um desconto de 50%.

12. A obra estará disponível em vários pontos de venda, nomeadamente em pontos da rede FNAC de Lisboa e Porto.


13. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.

14. A publicação apenas terá o formato de livro se houver pelo menos 30 participantes e a obra tiver pelo menos 96 páginas.


INSCRIÇÃO COMO AUTOR NA OBRA “CONTOS CARDEAIS”


Nome:

Pseudónimo:


Residente em:

Contactos:
Email:

Nº de Contribuinte (para posterior envio de factura):

Desejo inscrever-me como autor na obra CONTOS CARDEAIS, organizada e a ser publicada pela Editora Mosaico de Palavras.
com o seguinte número de páginas (colocar X)

10 € (1 pág)
17 € (2 págs)
24 € (3 págs)
31 € (4 págs)
38 € (5 págs)
--

mosaico de palavras - Editora, Ldª"

Mudam-se os tempos ou a prova de que a idade pode, raras vezes, tornar alguém mais libertino.

Sempre achei o meu Dicionário da Porto Editora bastante completo e, muitas vezes, consigo lá encontrar palavras que em mais nenhum outro consigo. É um enorme de capa vermelha e letras douradas, bem roto, numa de retro/deixa-andar/chique.
Ora, hoje, andava eu a folheá-lo, deparei-me com a seguinte definição:

Lesbianismo, s. m. aberração do instinto sexual na mulher que pratica actos sexuais com outra mulher (...).

Actualmente, o Dicionário da Porto Editora tem a seguinte definição:

Lesbianismo, s. m. homossexualismo feminino; prática de actos sexuais entre mulheres (...).

A edição do meu dicionário é de 1979. Este envelheceu sem se tornar num Velho do Restelo :)

Contextual determinants of juveniles’ willingness to report crimes

2ºartigo

Heike Goudriaan


Abstract: A growing body of literature on the willingness of victims to report crimes focuses on the context in which crimes occur. Recently, a socio-ecological model has been developed from which hypotheses on the effects of social context on reporting can be derived. This study tests these hypotheses using a vignette experiment, in which 499 juveniles read a description of a violent incident and answered questions on their willingness to report to the police or to an employee of the organization they belong to (here, their school). The effects of three factors were studied: the location of the crime, the extent to which victim and offender knew each other, and whether or not the offender was part of the same organization as the victim. Results show that the willingness to contact the police is lower when the incident takes place within the organization (cf. in the public domain) and when the offender is well known (cf. vaguely known), and that there is an additional negative effect when the incident takes place within the organization and the offender also belongs to the organization. The willingness to contact an employee is higher when the offender belongs to the organization and when the incident takes place within the organization. Implications of these findings and the advantages and limitations of the vignette approach are discussed.
 
o artigo em:

O que se produz em Criminologia?

Numa altura em que surge a necessidade de desmistificar a Criminologia, o Criminólogo apresento aqui dois artigos que são fruto da investigação desenvolvida na área e como tal podem verificar que AQUI NÃO HÁ LUGAR AO CSI!!!!

"Journal of experimental Criminology", jornal que contém os mais recentes artigos científicos em Criminologia e as mais recentes descobertas!

em: http://www.springer.com/social+sciences/criminology/journal/11292

1ºartigo!

Newspaper juries

A field experiment concerning the effect of information on attitudes towards the criminal justice system


Henk Elffers1, 2, Jan W. de Keijser1 , Peter J. van Koppen1, 3, 4 and Laurien van Haeringen5


Abstract: This article reports on a field experiment on the effect of media information on people’s attitudes towards the justice system. For the duration of a year a Dutch local newspaper took small groups of readers, called ‘newspaper jurors’, to court sessions of criminal cases and subsequently reported on their experiences and perceptions. Using a quasi-experimental design, we examined whether an attitude change in the general reader population of this particular local newspaper occurred as a result of the jury’s newspaper reports. Findings show that, after the treatment interval of 1 year, no attitude change in the general reader population could be identified that was absent in the control group.

o artigo em:

sábado, 7 de Novembro de 2009

Navegando pela internet

Existe sempre alguma coisa fascinante e inesperada que se descobre. Neste caso, a surpresa veio do site da CIA, sim, da Central Intelligence Agency, que faz o delírio e aguça o apetite de cada pequeno espião que existe dentro de nós nos filmes, entre tramas, bombas, códigos e descobertas que salvam o mundo. Enquanto navegava pelo site oficial descobri que existe uma página dedicada às crianças onde podemos encontrar jogos. E devo confessar que as perguntas até são estimulantes, bem como os jogos de descobrir o que dizem os códigos.
Claro que existe uma pequena probabilidade de esta página estar criada para apanhar terroristas que não sabem o que fazer com os seus tempos livres, até porque dificilmente imagino uma criança a ir especificamente ao site da CIA para fazer uns puzzles.

CONVITE - Apresentação inaugural do Núcleo do PORTO da AI


"Escola: pendor do jornalismo cívico, fulgor de direitos humanos"


quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

E a saudade é tudo ser igual

Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou
Não rodou mais para a festa não irrompeu
Em labareda ou nuvem no coração de ninguém.
A mudança fez-se vazio repetido
E o a vir a mesma afirmação da falta.
Depois o tempo nunca mais se abeirou da promessa
Nem se cumpriu
E a espera é não acontecer — fosse abertura —
E a saudade é tudo ser igual.

Daniel Faria, in Explicação das Árvores e de Outros Animais

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Orgulho Vareiro

Ovar: Cidade do azulejo, do carnaval, do pão-de-ló e de Manuel Godinho.

1. Quantas vezes ouviram, na última semana, jornalistas referindo-se ao "empresário de Ovar"? Muitas! A operação "Face Oculta" teve reflexos visíveis na vida dos habitantes da mui nobre Cidade de Ovar: posso confessar que já fui abordado, por pessoas do Porto, pelo simples facto de termos em comum o Concelho de residência. "Conhecias o Manuel Godinho?" "Então e parece que o teu conterrâneo se preparava para fugir para o Brasil!" E isto obriga as pessoas a falar sobre Ovar! Por razões não muito boas... Mas a verdade é que falam! E estou convicto que o impacto no turismo se vai fazer sentir... Como na Praia da Luz ou na Aldeia da Figueira!

2. Alguém me explica os nomes estranhos (e quase sempre ridículos) que a PJ dá às suas operações? Operação Furacão, Operação Apito Dourado, e agora Operação Face Oculta... Oiço na televisão falar nestes nomes e não me passa pela cabeça que seja algo importante, com nomes destes que fazem lembrar brincadeiras =p

3. Falando a sério, e a propósito de corrupção, é de louvar a atitude do Presidente da Câmara Municipal do Porto que denunciou à PJ a má conduta do dirigente da Autarquia que se preparava para receber luvas. Rio não deixou passar impune a atitude do seu funcionário, e fê-lo com celeridade. Não devia ser estranho constatar a honestidade de um Autarca, mas infelizmente, o mais normal é ouvirmos falar do Presidente de Câmara corrupto. Só com pessoas sérias é que a política poderá ser, finalmente, credibilizada. E Rio deu um pequeno passo nesse sentido.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

sempre (ou ainda) ela

"- Tenho uma simpatia pela noite - declarou Owen. - As coisas do mundo deixam de ser abstractas. Todos os estratos e distinções do dia desaparecem na escuridão. A noite é contínua.
- Não importa mentirmos ou dizermos a verdade - acrescentou Kath.
- Espantoso, é exactamente isso".

Don Delillo, Os Nomes

#34 às terças

Deste banco vejo-os pela rua, lado a lado. Cada um no seu mundo, de mão dada a assinalar que entre si há coisa, muito embora sem falarem e cada um para si pensando
(dizem que mais tarde darão um beijo à passarinho e dirão até amanhã).
Vejo mais: estes outros dois, avó e neto de mão dada em protecção – o avô de jornal entre o braço e o corpo, o neto a esticar a corda quanto possa (há que dar pontapés no ar quão longe quanto possível). Deve vir o rapazinho da escola: as calças vêm já rotas num joelho, a cara vem vermelho (vá dizer-se, para o suadito), e a mochila carrega-a bem.
E estes que por cá passam, um contando com desvelo mistério de alta finança, outro ouvindo bem atento de juízo já a surgir. Cruzam-se com o avó e neto, a conversa pára – dois segundos – e logo recomeça com o ataque ao ponto alto do problema.
Seguem sempre, compenetrados, passam o casal primeiro, e ainda um segundo que agora se senta num banco avermelhado, falando entre sorrisos: ele remexendo umas folhas caídas, ele inventando tema para não ter de a largar.
Basta vê-los para saber que as palavras chegarão sempre. E que, vendo os primeiros, quererão também qualquer coisa a anunciar.
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Outros haverá: aí, pelas ruas, às manhãs, às tardes, mais nestas que naquelas, errando alegremente além do que este farol alcança. Seguindo com as suas histórias, graças, “Ana…dotas”, inquietudes, seguindo de mãos juntas ou sem dar.
Porque andarão, para onde irão, de onde hajam partido, não importa: enquanto seguirem lado a lado terão qualquer coisa mais.
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- - -
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- A humanidade? - interrompe-me a senhora, entretanto aqui sentada, a quem leio o meu esboço. Conhecia-a, primeiro, de vista; depois apalavramos. E de vez em quando, por cá, neste banco, vamos falando. Lado a lado. – É assim que o menino vai acabar o texto?
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- Algo mais – respondo. Espero uns segundos e olho a senhora, sorrindo. – Ter-nos-emos uns aos outros.
-
Nota : Há duas semanas, disse, na caixa de comentários, que ia desenvolver o tema então abordado. Por via dessa auto adstrição, acabei por não colocar nada a semana passada. Porquê? Toda a tremenda vontade de desenvolver o primeiro post tinha, entretanto, desvanecido…
Ontem, precisamente a este propósito (não me apetecia, de novo, desenvolver o dito post), alertou-me uma amiga minha – não com estas palavras, embora com esta materialidade – para não escrever o que não me apetecesse. E tem toda a razão. O mais provável era escrever qualquer coisa particularmente insípida que mais valeria não surgir.
Quando tiver tempo, desenvolverei o outro post. Por agora fica este, escrito – como o de há duas semanas, afinal – com gosto. Para a semana… não sei!