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1- Não há superioridade ou inferiodade daqueles que abdicam de viver para observar objectivamente algo. Não há qualquer hierarquia!
2- Fala-se deste não viver com uma leviandade tal que não se apercebem dos sacrifícios que a comum das pessoas faz ao aceitar tal caminho. Aliás, duvido que seja algo que se aceite ou se rejeite, é apenas um apelo que se sente, uma crença talvez, mas uma crença sem pós de fé, sem dogmas fícticos e ídolos.
3- Aquele que abdica de viver, não precisa de mais nada a não ser a sua própria pessoa! Corrijo! Pessoa, ela mesma analisada de modo objectivo, trata-se da apetência da alma para analisar o corpo separado deste (note-se que a vida da alma depende do corpo e aqui assistimos ao culminar daquilo a que chamamos ironia)
4- Não há qualquer estatuto em caminhar desta forma, aliás aquele que caminha desejando a glória e o sucesso, riquezas profundas, está a infringir o código genético do "não-viver" - a rejeição material, a rejeição da posse e o aceitar somente o seu corpo para viver (faz confusão não faz? Dizer que se Vive não-vivendo!)
Os filósofos morreram por volta do século XIX, e duvido que tenha havido algum sincero filósofo no séc. XX (...) O nosso século, XXI, é o século do lamento sobre a morte da filosofia em que arrogantes pretendem, acham-se e agem como filosófos, estando cada vez mais próximos de um simples sofista (ou dono da sabedoria e de estruturas racionais absolutamente correctas). Jovens pavoneiam-se com grandes "autores", quando se esquecem que filosofar é uma tarefa carregada intensamente de solidão; adultos, pobres adultos recuso-me até a fazer qualquer alusão, apenas se sublinhe um suspiro; os enfraquecidos pela idade, pelo óbvio desejo de quererem viver, rejeitam sequer essa possibilidade do "viver não-vivendo"!
Neste nosso tempo, esquecemos, a ser sincero, aquilo que sempre fez de um filósofo Filosofo. Assistimos confortavelmente no recanto do nosso querido sofá, o olvidar do sacrifício. Pretensiosos, arrogantes, iludidos! Somos nós!
Tudo o que resta é o lamento de uma queda há muito anunciada...
2- Fala-se deste não viver com uma leviandade tal que não se apercebem dos sacrifícios que a comum das pessoas faz ao aceitar tal caminho. Aliás, duvido que seja algo que se aceite ou se rejeite, é apenas um apelo que se sente, uma crença talvez, mas uma crença sem pós de fé, sem dogmas fícticos e ídolos.
3- Aquele que abdica de viver, não precisa de mais nada a não ser a sua própria pessoa! Corrijo! Pessoa, ela mesma analisada de modo objectivo, trata-se da apetência da alma para analisar o corpo separado deste (note-se que a vida da alma depende do corpo e aqui assistimos ao culminar daquilo a que chamamos ironia)
4- Não há qualquer estatuto em caminhar desta forma, aliás aquele que caminha desejando a glória e o sucesso, riquezas profundas, está a infringir o código genético do "não-viver" - a rejeição material, a rejeição da posse e o aceitar somente o seu corpo para viver (faz confusão não faz? Dizer que se Vive não-vivendo!)
Os filósofos morreram por volta do século XIX, e duvido que tenha havido algum sincero filósofo no séc. XX (...) O nosso século, XXI, é o século do lamento sobre a morte da filosofia em que arrogantes pretendem, acham-se e agem como filosófos, estando cada vez mais próximos de um simples sofista (ou dono da sabedoria e de estruturas racionais absolutamente correctas). Jovens pavoneiam-se com grandes "autores", quando se esquecem que filosofar é uma tarefa carregada intensamente de solidão; adultos, pobres adultos recuso-me até a fazer qualquer alusão, apenas se sublinhe um suspiro; os enfraquecidos pela idade, pelo óbvio desejo de quererem viver, rejeitam sequer essa possibilidade do "viver não-vivendo"!
Neste nosso tempo, esquecemos, a ser sincero, aquilo que sempre fez de um filósofo Filosofo. Assistimos confortavelmente no recanto do nosso querido sofá, o olvidar do sacrifício. Pretensiosos, arrogantes, iludidos! Somos nós!
Tudo o que resta é o lamento de uma queda há muito anunciada...
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