alea jacta est

por Ary em segunda-feira, 22 de março de 2010

Albert Schweitzer foi um teólogo, músico, filósofo e médico nascido em 1875, na Alemanha.


Quando lhe damos todos estes atributos não o fazemos de ânimo levo. Schweitzer formou-se em teologia e filosofia, era ao trinta anos pastor na sua igreja e foi um dos melhores interpretes de Bach do seu tempo. Mas é nessa altura, em que começava uma carreira como docente universitário, que decide dar um novo rumo à sua vida e iniciar o curso de medicina, terminado seis anos mais tarde. Casou-se e rumou ao Gabão para aí iniciar a sua prática médica.

A falta de condições materiais, o desconhecimento da língua, a falta de meios de diagnóstico e de terapêutica não o fizeram esmorecer. Diz-se que atendia mais de quarenta doentes por dia, ao mesmo tempo que mantinha os seus ensinamentos do Evangelho como missionário.

Ainda assim, devido ao facto de ser alemão numa colónia francesa, foi levado para um campo de concentração pelas autoridades gaulesas. Aproveita o tempo no cárcere para pôr a escrita em dia e no final da guerra realiza um conjunto de conferências com o objectivo de angariar as verbas necessárias à reconstrução do seu trabalho em África.

Volta a África com uma equipa de profissionais dispostos a erguer um hospital que mantém em funcionamento com as receitas da sua escrita, muito popular na altura.

Como músico foi uma das referências na interpretação de Bach, como teólogo teve alguma produção original, foi docente, missionário e evangelizador, como filósofo pretendia encontrar uma ética universal aplicável em todos os tempos e espaços a todos os povos e circunstâncias, como médico foi um lutador incansável pelo bem-estar das populações da África Equatorial.

Recebe o prémio Nobel da Paz em 1952 e morre aos 90 anos em 1965, no Gabão.

Nota: Foi várias vezes criticado pela sua postura paternalista face aos povos africanos.