Pedro e Sara

por Zenhas Mesquita em quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hoje escrevo sobre essa coisa tão bela e misteriosa que é a relação amorosa entre dois apaixonados. Falo-vos de Sara e Pedro. A história deles é trágica, mas épica, daquilo que o amor pode dar mas também tirar. Sara afirmou que a causa da morte da sua relação foi a “cobardia; existência de um casamento prévio “. Enquanto durou o romance de 4 anos Sara amou incondicionalmente Pedro, oferecendo e moldando o seu espaço para o agradar, ambos tinham outras relações ( será aquilo que alguns chama de poliamor ?), mas para ambos só existia um e outro e “amavam-se como se fossem os únicos presentes nas histórias mutuas “. Alias “Pedro foi mais amado nestes anos, do que possivelmente em toda a sua história de vida. “ Como a vida pode ser tão bela quando partilhada a dois. Os sentimentos recíprocos não terminam por aqui, “Pedro também amou Sara; Sara era a sua nova juventude, a mulher que o acompanhava nas suas loucuras, a mulher que o desejava todos os dias a todas as horas, disponível para o amar e para se deixar amar”.
Conheceram-se de uma forma pouco comum, “online e durante algumas semanas partilharam gostos; história militar, clássica, gostos gourmet, músical. Encontraram-se casualmente de passagem em Lisboa para um café, voltaram a encontrar-se para dois dedos de conversa e evoluiram para uma relação intensa e muito vivida “. Historia militar ? Quem me dera a mim, conhecer a minha alma gémea. Mas como todas as historias da vida real, também este conto de fadas terminou mal, pois segundo a própria “ O que nunca sentirei falta é de ser bruscamente acordada para a existência de uma pessoa que desconhecia A forma como ele se revelou no dia em que a mulher soube da verdade, não tendo qualquer tipo de coragem de me enfrentar e dizer-me a verdade, terminando uma história destas por um sms, diz-me que a pessoa com quem partilhei a minha vida durante todo aquele tempo é uma pessoa que nunca existiu: inventou-se para aquele espaço/tempo, mas não era real...
Sei que nunca mais o verei, mas sei que nunca conseguirei ultrapassar esta história pois estou a fazer o luto de uma morte de uma pessoa viva... Acabar por SMS é duro, mas não se ficaram por aqui, o pior foi mesmo que “a mulher me importunasse no meu local de trabalho “
Como sempre há a versão que Pedro me conta, muito diferente , “Nao foste ou serás nunca melhor que eu. Já estavas moribunda há muito. Hoje, agradeço o fim de uma "relaçao" peçonhenta. Esquece definitivamente que existi ou existo. Nao me recordes, nem em blogues ridiculos, tu e as amiguinhas. Finalmente tenho a paz e a felicidade que sempre assombraste. chega, já morreste há muito. Adeus.”
Garotas do Mundo, os homens não prestam, sei bem porque sou um. A historia deste casal é triste como tantas outras, como a nossa, eu conto com o http://relationshipobit.com/obituary, pois saberei sempre que posso contar com ombros amigos quando a dor me bater a porta.
A Historia de sara e Pedro está aqui: http://relationshipobit.com/obituary/show/1099

3 comentários

Só não sei muito de história militar, de resto é tal e qual :D

by Sara Morgado on 30 de outubro de 2009 às 19:47. #

desculpa se publiquei coisas sem o teu permisso

by Zenhas Mesquita on 2 de novembro de 2009 às 00:29. #

Por me ver retratado na sua pagina com algumas falhas abismais, impõe-se um esclarecimento.
Tanto quanto me recordo nunca tive qualquer comentário com o digníssimo bloguer sobre este ou outro qualquer assunto. Assim, a publicar, que seja com verdade.
Nunca amei semelhante pessoa, da mesma forma que sempre soube que sou homem casado e que NUNCA deixaria a minha mulher. Da minha parte foi uma relação baseada em sexo nunca em sentimentos de qualquer espécie e com FIM marcado para qualquer instante. O instante durou tempo demais. Não se questionam porque razão durou tanto tempo, tendo por base única e exclusivamente sexo? Que o digam os meus pais que se viram confrontados com semelhante criatura, catapultados com chamadas telefónicas, depois de, a MEU pedido lhe ser devolvido o espolio que me foi oferecido (o que não foi destruído).
Com ela aprendi a mentira, a mesquinhez e a cobardia, sem ela, respiro, finalmente.

Se passados que são quase 2 anos ainda é tema de conversa em blogues, isso per si, é revelador do desequilíbrio psíquico existente. Se questionam porque durou tanto tempo, a resposta está dada.
Ao invés de publicitarem um amor inexistente, que lhe seja recomendado um psicólogo e prestarão um melhor serviço cívico.

O Homem é assim mesmo, não presta. Como tal assumo os meus erros confirmando que,tudo foi um erro.

Cumprimentos
Pedro

by Praefectus on 13 de novembro de 2009 às 13:03. #