Paz&Espada

por Manuel Marques Pinto de Rezende em domingo, 19 de abril de 2009

Se há local que exige rápida intervenção por parte do poder legislativo é o Lavabo dos Homens.
Durante anos, o Lavabo dos Homens tinha regras consuetudinárias que eram respeitadas pelas pessoas de bem, que eram as únicas que iam aos lavabos.
Acontece que a massificação da cultura do banheiro público, bem como a cada vez maior necessidade de fazer cocó enquanto se está numa fila de repartição das finanças, tornaram o Lavabo Masculino num sítio anárquico, onde há muito Deus e os bons costumes abandonaram a cena.

Dantes, o Lavabo era a pequena mansão do Homem. Ele fazia lá o chichi, e não permanecia nela mais que 15 minutos. A contar com o lavar das mãos.
Hoje, o Lavabo dos Homens serve para o rapazote se pentear, escrever enormidades na porta do quarto de banho, dar umas beijocas no namorado, lavar as mãos com gel (que mariquice, meu Deus! o que aconteceu ao velho sabonete...)

A Nova Lei dos WC masculinos deverá instituir a obrigatoriedade de urinar com um urinol de intervalo do urinador mais próximo. Só assim teremos um Estado de Direito que previrá as situações mais catastróficas algumas vezes ocorridas nesses locais.
Só assim os homens pararão de falar durante a mijinha, mantendo uma austera mas simpática distância. Acabar-se-á a tentação de olhar para a pilinha do Homem do lado!
Acabarão as alturas em que temos de nos dirigir à retrete para fazer algo que não exige uma retrete!
Será por fim livre o Homem, e livre o espaço do Lavabo.