La rupture

por henrique maio em terça-feira, 31 de março de 2009

Les jours tristes(...)

"do amar"

"Como hás-de amar se te desprendes das coisas com tanta simplicidade e indiferença? Se não ligas a quem te rodeia, à sua individualidade? Como hás de amar, se vives de uma Razão que te prende a um padrão sem nexo? Como hás tu de ser Homem se não queres amar pela simples razão de amar? Se me escreves um texto e mo explicas, que oportunidade eu terei de amar a palavra se a sua beleza foi espremida? Se me ofereces a mais bela flor do mundo, mas tu pela vontade máxima de ma explicar, de ma mostrar por completo, lhe arrancas as pétalas, como conseguirei eu admira-la e amá-la? Pega numa laranja e partilha-a com o mundo, nunca a dividas em dois, deixa-a ser algo uno, se a dividires é certo que a conheço na totalidade, mas não amo e sem amor não há beleza nas coisas! Se me amas o olhar, porque mo tentarás descrever? Oh, pobre rapariga! Um sopro cresce... Não te quero educar no amor!

"Porque me hás de educar no amor se já amei?"

"Não percebeste o que te quis dizer..."

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"do jogo"

Não é costume sair sem passar pelo meu querido Café, mas o dia de hoje seria uma excepção, uma triste excepção acrescente-se, com a qual aprendi o porquê de apenas me sentir bem quando recebido pelo Café lá do sítio. Fui a uma daquelas casas de sorte e fortuna e tornei-me num jogador, esta noite marcou os acontecimentos que se seguiram nos dias a seguir, pelo menos marcou o fim da minha vontade, do meu arbítrio, do sentimento de poder escolher. A primeira mesa onde me sentei a jogar (tratava-se de Blackjack* penso) prendeu-me a noite toda, não notei a minha tristeza na altura, talvez a minha ponderada companhia tenha criado aquela atmosfera apática a que uma pessoa não pode fugir e que torna o fingimento uma necessidade.


*o que significa o 15 no blackjack? Pura apatia; indecisão na aposta!

Um comentário

nota: queria agendar, pois amanhã não teria tempo para escrever, mas não sei como se faz =/

by henrique maio on 31 de março de 2009 às 09:21. #