um grito

por henrique maio em quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

4.oo AM

Já tinha publicado no meu blogue, mas nunca fez tanto sentido como no momento em que vou postar agora; quando se sente algo com tanto ardor, tendemos ou a escrever algo de novo ou a recordar algo que escrevemos... a ironia, é que escrevi isto hoje (ontem, pra quem leia), e umas (algumas) horas depois, fez tanto sentido, como se tivesse a tatuar o corpo com as mesmas palavras... É triste perceber isso agora, mas, é engraçado, algo que escrevemos antes ter muito sentido depois.... Todavia, tal graça tem somente o defeito de não a querer ter tido, neste momento em que escrevo estou tão agitado, estou com a alma tão trémula, estou triste por palavras mais simples... Ai... se ao menos compreendesse, não o resto, não o outrem, mas a mim mesmo, pelo menos isso! Nunca consegui que a minha alma brotasse fragmentos líquidos, mas a velocidade com que escrevo (tal como se palavreasse) é talvez a única parte de mim que consegue dar a entender o porque de me sentir tão, mas tão (e porra como me sinto) consumido! Não vão entender, a palavra não tem esse dom! Apenas me posso rir, pela não-compreensão, e apenas posso estar triste por me dar ao trabalho quer de EU compreender ou tentar que compreendam...

Não é suspiro, é um grito!


"Quando o sangue se agita
Algo inquieta
Algo provoca desejo ardente
Ou mero receio

Há tempos ouvia:
"Há algo na distância que glorifica a existência"
Oh, como é verdade
Oh, como tendemos a dar valor à ausência
A não valorizar a presença
Tendemos pra falta de algo
Não para o Ter algo

Mas, somos imbecis
Cultivamos esta estulta sociedade
E rimo-nos com certezas feitas de areia
Somos tão, mas tão...


Um comentário

Todas as palavras parecem ser mágicas quando combinadas da maneira certa. Esta é uma delas.

by Ary on 22 de janeiro de 2009 às 18:55. #