O Belicista (Recomendando o filme Inimigo às Portas)

por Duarte Canotilho em sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Sendo a primeira vez que vou escrever nesta coluna à sexta feira, e sabendo que no fim de semana há muita gente que gosta de alugar um filme para ver em casa, ou até ir ao cinema(ainda que 90% dos filmes que AGORA estao no circuito comercial, na minha opinião sejam uma treta) Eu venho por este meio recomendar um filme. Este filme é Enemy at the gates,(ou Inimigo às portas em português) é um filme do Realizador Jean-Jaques Arnauld de 2001, e conta com Jude-Law no papel principal.

Inimigo às portas é um filme que retrata a batalha de Estalingrado em 1942, aquando da invasão alemâ da União sovietica. Especificamente o filme conta-nos a historia de um heroi real, um Sniper Vassily Zaitsev. Este que começa como soldado Raso acaba por demonstrar grande sangue frio e coragem ao abater mais de 40 oficiais alemaes, mortes estas que o vao elevar a um estatuto de heroi.
A defesa da cidade acaba por ficar a cabo de Kruschev (que é interpretado por Bob Hoskins) que se vai aproveitar do heroismo de Zaitsev para tentar encorajar os seus soldados cansados e desmoralizados.
Por causa disto, e incapazes de deterem tal "fenomeno", os Alemães enviam a estalingrado o seu melhor Sniper Major Konig (interpretado por Ed harris).
A Partir daqui se trava uma batalha de gato e do rato, um atras do outro, sendo que ao longo do filme várias criticas são tecidas ao modelo sovietico, e ao modus Operandi das forças do exercito vermelho.

É como no filme se diz uma metafora da luta de classes " O barão caçador de veados da bavaria(major konig) contra o pastor caçador de lobos da sibéria. (Vassily)"

O filme é muito bom e eu recomendo vivamente

12 comentários

Canotilho o Filme não é bom, é um ESPECTACULO!!! Já vi várias vezes e é o retrato mais fiel do Mítico Herói Soviético que ainda hoje tem exposto no Museu da 2º Guerra Mundial em Moscovo a sua Sniper Rifle.

Não teve o sucesso de grandes filmes nem foi muito conhecido porque a Homenagem mais do que justa a um Herói Russo não merece a atenção dos Media de Hollywood...

P.S.: Canotilho não é estalingrado, mas sim Estalingrado (actual Moscovo).

by The Blue One on 3 de outubro de 2008 às 21:53. #

já vi o filme Canotilho.
uma das raas oportunidades de ver a máquina de propaganda soviética retratada por hollywood. a divinização do atirador furtivo era quase tão intensa como aos planos quinquenais de iosef stalin.
e é um bom filme, por causa disso mesmo.

e vê se começas a escrever com mais cuidado rapaz

by manuel on 3 de outubro de 2008 às 22:10. #

Manel,

Agradecia que evitasses "recomendações" como essas.

Um abraço,
Francisco

by Francisco on 3 de outubro de 2008 às 22:17. #

Exacto Manuel... Bolinha baixa porque quando cá chegaste já havia quem cá escrevesse...

Esta da máquina de propaganda soviética foi dos piores comentários que já vi... O filme nem teve o sucesso que outros tantos da mesma temática que envolvessem heróis Americanos.

Já diz o outro: respeita para seres respeitado.

by The Blue One on 4 de outubro de 2008 às 02:27. #

Francisco:
não sei a que te recomendações falas. se é por eu ter dito ao canotilho para escrever com mais atenção às pontuações, não se tratou de uma "recomendação", mas mesmo de Uma Recomendação.

Azul:
já vi comentários muito piores. para não criar atritos, que nunca foi minha intenção, principalmente daqueles que levam a reacções de baixamentos de bola, explico o meu comentário:
mais do que a história de um herói de guerra russo, O Belicista retrata a sociedade soviética em guerra, e a necessitada busca por um herói por parte do regime estalinista (que era o vigente na altura). muitos dos heróis de guerra das potências ocidentais só são reconhecidos após a guerra. o caso deste russo e do seu homólogo alemão são diferentes, foram alvos da máquina de propaganda dos seus regimes e funcionaram como modelos para os militares e civis. agora, se isso se pode criticar ou não, é com cada um.
outro caso de reconhecimento durante a guerra é o do barão vermelho, mas isso foi na Iº Grande Guerra, e ele era aviador, não um atirador furtivo.
portanto Azul, com todo o respeito pela tua antiquidade no blogue do jornal, exerço aqui o meu direito de resposta, de alguém que foi mal-interpretado.

by manuel on 4 de outubro de 2008 às 10:44. #

Manel,

Sim, referia-me precisamente a essa "recomendação". E, repito, agradecia que as evitasses.
Obrigado.

Um abraço,
Francisco

by Francisco on 4 de outubro de 2008 às 11:59. #

está béim, eu bou parár com as currecções do portugês.

by manuel on 4 de outubro de 2008 às 12:42. #

Manuel o bolinha baixa era para não criticares o Canotilho com algo tão banal como as pontuações... Já chegou de chatices neste espaço.

Quanto ao resto, naturalmente que não se tem a intenção de se criar atritos, só que as palavras são como as pedras, uma vez atiradas é difícil voltar atrás...

Só mais um coisa, quando dizes:

"...muitos dos heróis de guerra das potências ocidentais só são reconhecidos após a guerra."

Todas as Potencias que são invadidas e ocupadas por outras tem uma tendência natural para "endeusar" quem faz frente ao inimigo e existem imensos casos na História, por exemplo a Resistência Francesa, a RAF (aviação Britânica), muitos mais... Por isto acho mal que critiques a máquina de propaganda Soviética que fez tudo aquilo que uma potencia como o USA teria feito e ainda faz... Lê um Jornal e assiste á maquina do País das Estrelinhas a funcionar e estes nunca foram invadidos por ninguém, imagina como será se algum dia forem...

Cumprimentos

by The Blue One on 4 de outubro de 2008 às 15:02. #

The blue one. Desculpa corrigir-te mas Estalingrado é a actual Volgogrado. Isto porque passa la o rio Volga moscovo nunca mudou de nome em 1000 anos de historia.

De resto obrigado pelos comentarios de apoio. A minha coluna vai chamar-se mesmo o belicista.

Manel obrigado tambem por teres indicado os eros de portugues. infelizmente tive 10 minutos apenas para redigir o texto, enquanto fazia mais 3 coisas, logo imaginava que nao estivesse bem pontuado. E nao nao levo a mal!

by Duarte Canotilho on 4 de outubro de 2008 às 15:09. #

Já agora uma coisa interessante: se Moscovo não mudou de nome o mesmo não aconteceu com Volgogrado, conhecida entre 1598 e 1925 como Tsarítsin e, entre 1925 e 1961, como Estalingrado. Ainda bem que por estas bandas não há muito a mania de mudar o nome às cidades.

by Pedro Ary Ferreira da Cunha on 5 de outubro de 2008 às 21:30. #

mas há a mania de mudar os nomes hás ruas...

by manuel on 5 de outubro de 2008 às 23:49. #

É diferente Manuel. As cidades não foram, geralmente, fundadas com nomes politicamente significativos. Imagina o que era termos uma Ponte Salazar, ou pior, uma Avenida da Inquisição. Também não gosto de revisionismo histórico e tenho muito pouca simpatia por estas purgas toponímicas, mas não o fazer seria ... esquesito, não?

by Pedro Ary Ferreira da Cunha on 6 de outubro de 2008 às 19:09. #