IV

por henriquemaio em sábado, 25 de outubro de 2008

"Na minha demanda recente, a palavra não tem lugar; ela é incapaz de exprimir o quer que seja, sente-se incompleta e recortada; ela auto-transfigurou-se num mero títere (à boa moda de Sartre) e caminha pela vulgaridade presente. Vulgaridade tal, capaz de domesticar o mais forte ímpeto e o mais sagaz e arrojado laivo de desejo.


Mesmo vivendo desta forma, fragmentando o que outrora me unia, penso que tudo é fácil quando mesmo pedindo à metafísica que me segure por cordas, outros (e não são poucos, porventura serão todos os outros) auto-destruíram a única característica própria que nos separa do puramente irracional, que nos mantem distante do instinto.

Desafortunados!"