Num momento tão triste para toda a comunidade académica da Faculdade de Direito da UP, manifesto, em nome de toda a redacção do Jornal Tribuna, o enorme pesar pelo acidente que vitimou a nossa colega Ana Rita Lucas. O Jornal Tribuna envia as suas condolências a toda a família e amigos da Ana Rita.
Que descanse em paz.
Em nome do Jornal Tribuna,
Francisco Noronha.
A todos os meus colegas com quem tive o prazer de trabalhar neste jornal, deixo um abraço grande e sentido, especialmente àqueles que me acompanharam desde os meus primeiros tempos como Director, alguns deles, aliás, os mesmos com quem iniciei o meu percurso académico, que agora termina. Foi bom, muito bom!
À Inês Pinto e à Rita Carvalho, desejo as maiores felicidades na condução deste jornal. Este Tribuna ainda agora saíu e eu já estou ansioso por ver o "vosso"!
Ah!, e não se esqueçam de convidar os "cotas" para os Errâncias... (até porque foram os mesmos "cotas" que o criaram!:))
Até à próxima!
Francisco.
(retirado do Editorial do Jornal Tribuna/Maio 211, papel impresso)
POST SCRIPTUM
Como o meu último número enquanto Director do Jornal Tribuna, gostaria de deixar uma palavra. Tal como os meus colegas antecessores, fui apanhado de surpresa quando, ainda no meu primeiro ano, me endereçaram um honroso convite para ser Director deste pequeno grande jornal.
Grande, porque feito de um entusiasmo genuíno dos estudantes, que em poucos sítios se vê desta forma. Grande, também, pelo rigor e profundidade de quem aqui escreve e colabora. Felizmente, pude ainda conviver com jornalistas (com todas as letras) que, ingenuamente, como eu, ainda valorizam mais a palavra do que a imagem, o “ruído” e a confusão. Pessoas que ainda acreditam – que sonham, como eu – que há quem queira ler uma página inteira de texto com jornalismo sério e informado. Estes são os jovens que, como eu, ainda dão valor à reflexão e conseguem ter a disponibilidade intelectual para se prenderem às palavras e aos pensamentos. Coisa rara, nos dias que correm. Num tempo em que o imediatismo e a "falta de paciência" para ler mais do que 5 linhas de texto são a regra (por isso ouvimos hoje dizer que se lêem mais jornais – pois lêem, mas são os “Metro” e os “Destak”), foi para mim um privilégio trabalhar com pessoas assim (nem todas, é certo) - pensantes.
Pequeno, porque o Tribuna vive e viverá (não direi sempre) num terrível dilema. Como jornal semestral que é (sai duas vezes por ano, no final das contas), de tiragem reduzida (1500 exemplares), vive permanentemente num impasse: ficar como está, que é num nível muito bom mas relativamente “doméstico”; ou profissionalizar-se, passando a fazer mais do que uma edição por semestre, criar uma página Web a sério, organizar conferências, colaborar com outros jornais (universitários e não só), etc. Mas tudo isto implica, pelo menos, três coisas: pessoas, tempo e meios técnicos (e este último implica… já adivinharam). Mais gente para trabalhar e mais tempo para que essa gente se possa dedicar em exclusivo a produzir bom jornalismo. Mas como fazê-lo quando somos estudantes e temos um curso para tirar? Como fazê-lo quando não temos qualquer retorno financeiro por isto?
No primeiro ano como Director, ainda conjecturei, em segredo, duas ou três ideias para avançar para essa maior profissionalização do jornal. Formalmente, não o consegui, não fui suficientemente corajoso e não tive a disponibilidade (mental e temporal) para isso. Profissionalizei-o, no entanto, e modéstia à parte, noutros sentidos: democratizando praticamente todos os processos de decisão internos (o que acarretou custos de “morosidade” inevitáveis, mas suportáveis!); batalhando por um grafismo moderno; procurando pessoas nas áreas da Fotografia e do Design para o jornal; organizando e tentando organizar conferências; procurando fazer do blog um espaço crítico e actualizado, através da manutenção de um painel de colunistas semanal; chamando personalidades importantes da sociedade civil para escrever no jornal (na coluna que hoje é conhecida como “Visto de Fora”); tentando amealhar patrocínios importantes (tarefa hercúlea, quando não vâ); ou incentivando a criação do “Em Amena Cavaqueira”, onde tanta gente reconhecida tem ocupado as páginas do jornal. Não o fiz sozinho, mas com a colaboração e energia dos meus colegas de redacção, a quem agradeço o alento, por vezes fundamental para quem arca com todas as responsabilidades.
Mas se contribui para a profissionalização do jornal, também nunca o deixei de… infantilizar, no melhor sentido possível. E por isso insisti e insisto (às vezes sou chato, bem sei!) com os meus colegas para que nos juntemos todos numa serra qualquer no “Errâncias”, ou para que façamos um “jantar de natal” e uma “troca de prendas”. E isto porque penso, como já escrevi num email lamechas qualquer que lhes enviei a todos há uns tempos, que qualquer organização só funciona com alegria e dedicação (e isso é diferente de funcionar “bem”) quando as pessoas comunicam entre si para além do “Há reunião na quarta” e “Tens que entregar o teu artigo até dia 20”. Porque, e este é um apelo que deixo às gerações futuras, o Tribuna só funcionará com a coesão que tem tido nos últimos anos enquanto houver amizade, cumplicidades, momentos bons de convívio. Sem isso, não há profissionalização que nos valha! E a sermos profissionais cinzentos e desconectados, então deixemo-nos ficar pela Terra do Nunca, esse pequeno gabinete no interior da AEFDUP.
Para esta última, vai o meu obrigado pelo apoio e confiança. Houve horas menos boas, é certo - mas quando é que não as há quando as pessoas são francas e dedicadas às suas respectivas causas?
Não saio, pois, com a consciência de “missão cumprida”, porque sinto que houve passos, os tais da profissionalização, que ficaram por dar. Se calhar porque não soube ou não fui capaz de mais, se calhar porque simplesmente é impossível atendendo ao meio em que o Tribuna se insere e ao período sempre curto de cada direcção.
Levo muita experiência, muitas relações, humanas e até profissionais, do meu período enquanto Director deste nobre jornal, e é nisso que a minha memória se fixa. À Inês Pinto e ao próximo(a) Director(a), desejo as maiores felicidades (e sorte, que também é precisa!) e deixo o desafio para que tomem os passos que eu não fui capaz de tomar.
“E agora eu vou-me embora
e embora a dor
não queira ir já embora
agora eu vou-me embora
e parto sem dor
E parto dentro de momentos
apesar de haver momentos
em que dentro a dor
não parte sem dor”
(Sérgio Godinho)
Queria corrigir o "se dúvidas haviam" que consta do artigo da minha autoria presente no "Em Amena Cavaqueira", pág. 39. Deve-se então ler, correctamente, "se dúvidas havia".
É um gralha "daquelas", bem sei.:) Fica a correcção!
No meio disto tudo, eis que surge uma boa notícia. Grata por não ter estourado as minhas poupanças para ir ver estes garotos geniais a Madrid. Parece que há alguém a ouvir as minhas preces ou gente com muito bom gosto na organização.
Simpsons censurados devido a piadas sobre energia nuclear
por Ana em quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estações televisivas da Alemanha, Áustria e Suíça decidiram restringir e retirar alguns episódios da série The Simpsons, devido ao descuido e às piadas das personagens em relação ao trabalho na central nuclear da série. De acordo com o Hollywood Reporter, os canais de televisão dos três países vão proceder a uma triagem dos episódios da série. A triagem será baseada na busca de piadas ou abordagens que possam ferir susceptibilidades devido à recente crise nuclear que afecta o Japão. O canal francês Pro7 foi o primeiro a tomar medidas, ao afirmar publicamente que iria proceder à triagem para prevenir a transmissão de episódios que desrespeitem crises nucleares. Em consonância com a Pro7, também a suíça RF anunciou o início do processo de triagem na popular série animada norte-americana. A última a tomar medidas foi a estação austríaca ORF, que implementou um acto de censura mais severo ao banir um total de oito episódios dos Simpsons até Abril, altura em que será realizada uma revisão dos procedimentos. A energia nuclear é um tema recorrente desde a criação da série em 1989. A cena inicial retrata Homer Simpson a sair da central nuclear de Springfield com uma vareta nuclear presa na sua t-shirt, que posteriormente atira pela janela do seu carro. A personagem principal - que trabalha como inspector de segurança na central nuclear -, é inúmeras vezes retratada a adormecer no trabalho ou a desrespeitar as regras de segurança (já por si irresponsáveis). A central nuclear da série já explodiu pelo menos por uma vez e assistiu-se várias vezes à fusão dos seus reactores. SOL http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=15342
sim, é certo, mas o pessoal do hip hop bate muito mais
por Francisco em quarta-feira, 30 de março de 2011
CLAASSSSSIC
Neste jornal, além do pessoal do hip hop, também há o pessoal do indie
por D. em terça-feira, 29 de março de 2011
Mas têm melhor aspecto que os rapazes do vídeo.
As aventuras de uma jovem utente da CP no apeadeiro da Travagem
por D. em quarta-feira, 23 de março de 2011
Basicamente, enquanto a CP não pagar horas extra, os funcionários não as fazem. E parece que eram delas que dependia a circulação de todos os comboios que circulam segundo os horários. Ou seja, neste momento, ir apanhar o comboio é uma actividade tão emocionante como uma escalada, porque nunca sabemos quando podemos esperar duas horas, ter de apanhar o autocarro ou simplesmente voltar para casa, ou chegar atrasado uma hora ao destino. O que se passa é que para quem espera numa estação, até deve ser mais tolerável, para quem espera num apeadeiro é só decadente. Isto porque não existe informação alguma sobre os comboios que foram ou não suprimidos ou sobre os que circulam com atraso. E esperar num apeadeiro que consiste em meia dúzia de vidros partidos e bancos urinados, é ainda melhor. Principalmente porque eu tenho a certeza que qualquer dia vou ser roubada pelas crianças da escola básica da Travagem que faltam às aulas para estar no apeadeiro a fumar. E o autocarro que parte da Travagem está sempre cheio de gunas, os quais nunca usam o comboio (aqui está um interessante estudo sociológico), além de demorar o dobro do tempo que demora o comboio a chegar ao centro do Porto. E os velhotes tentam inevitavelmente convencer-me de que no tempo do Salazar é que era. Ora, não me parece que haja uma mudança de planos de pagamento tão cedo, pelo que cada vez mais fico tentada a empreender uma ida para o Porto a pé pela linha do comboio. De certeza que não existem funcionários suficientes para aplicar as coimas.
- 2 comentários • Category: os episódios
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