No meio disto tudo, eis que surge uma boa notícia. Grata por não ter estourado as minhas poupanças para ir ver estes garotos geniais a Madrid. Parece que há alguém a ouvir as minhas preces ou gente com muito bom gosto na organização.
Simpsons censurados devido a piadas sobre energia nuclear
por Ana em quinta-feira, 7 de abril de 2011

Estações televisivas da Alemanha, Áustria e Suíça decidiram restringir e retirar alguns episódios da série The Simpsons, devido ao descuido e às piadas das personagens em relação ao trabalho na central nuclear da série. De acordo com o Hollywood Reporter, os canais de televisão dos três países vão proceder a uma triagem dos episódios da série. A triagem será baseada na busca de piadas ou abordagens que possam ferir susceptibilidades devido à recente crise nuclear que afecta o Japão. O canal francês Pro7 foi o primeiro a tomar medidas, ao afirmar publicamente que iria proceder à triagem para prevenir a transmissão de episódios que desrespeitem crises nucleares. Em consonância com a Pro7, também a suíça RF anunciou o início do processo de triagem na popular série animada norte-americana. A última a tomar medidas foi a estação austríaca ORF, que implementou um acto de censura mais severo ao banir um total de oito episódios dos Simpsons até Abril, altura em que será realizada uma revisão dos procedimentos. A energia nuclear é um tema recorrente desde a criação da série em 1989. A cena inicial retrata Homer Simpson a sair da central nuclear de Springfield com uma vareta nuclear presa na sua t-shirt, que posteriormente atira pela janela do seu carro. A personagem principal - que trabalha como inspector de segurança na central nuclear -, é inúmeras vezes retratada a adormecer no trabalho ou a desrespeitar as regras de segurança (já por si irresponsáveis). A central nuclear da série já explodiu pelo menos por uma vez e assistiu-se várias vezes à fusão dos seus reactores. SOL http://sol.sapo.pt/inicio/Vida/Interior.aspx?content_id=15342
sim, é certo, mas o pessoal do hip hop bate muito mais
por Francisco em quarta-feira, 30 de março de 2011
CLAASSSSSIC
Neste jornal, além do pessoal do hip hop, também há o pessoal do indie
por D. em terça-feira, 29 de março de 2011
Mas têm melhor aspecto que os rapazes do vídeo.
As aventuras de uma jovem utente da CP no apeadeiro da Travagem
por D. em quarta-feira, 23 de março de 2011
Basicamente, enquanto a CP não pagar horas extra, os funcionários não as fazem. E parece que eram delas que dependia a circulação de todos os comboios que circulam segundo os horários. Ou seja, neste momento, ir apanhar o comboio é uma actividade tão emocionante como uma escalada, porque nunca sabemos quando podemos esperar duas horas, ter de apanhar o autocarro ou simplesmente voltar para casa, ou chegar atrasado uma hora ao destino. O que se passa é que para quem espera numa estação, até deve ser mais tolerável, para quem espera num apeadeiro é só decadente. Isto porque não existe informação alguma sobre os comboios que foram ou não suprimidos ou sobre os que circulam com atraso. E esperar num apeadeiro que consiste em meia dúzia de vidros partidos e bancos urinados, é ainda melhor. Principalmente porque eu tenho a certeza que qualquer dia vou ser roubada pelas crianças da escola básica da Travagem que faltam às aulas para estar no apeadeiro a fumar. E o autocarro que parte da Travagem está sempre cheio de gunas, os quais nunca usam o comboio (aqui está um interessante estudo sociológico), além de demorar o dobro do tempo que demora o comboio a chegar ao centro do Porto. E os velhotes tentam inevitavelmente convencer-me de que no tempo do Salazar é que era. Ora, não me parece que haja uma mudança de planos de pagamento tão cedo, pelo que cada vez mais fico tentada a empreender uma ida para o Porto a pé pela linha do comboio. De certeza que não existem funcionários suficientes para aplicar as coimas.
- 2 comentários • Category: os episódios
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E nem a propósito, chegaram novas canções:
O álbum, assim como quem apenas ainda ouviu umas cinco vezes, é diferente dos outros. Como uma viagem ao início dos anos 80 e ao rock que se fazia nessa altura. O resto, fica para vocês decidirem.
“Anna Karenina”, o livro de Leon Tolstoi, foi publicado entre 1873 e 1877.
Apesar de ser considerada uma das obras-primas do autor e de, tal como o seu outro livro de renome “Guerra e Paz”, ter um impressionante número de páginas, parte de uma premissa relativamente simples. Ana Arkadievna, aristocrata russa, boa esposa, boa mãe, preocupada com os seus familiares, uma das grandes figuras da sociedade czarista, trai o marido com um homem mais novo, mais simpático, mais ardente. Nada de novo. Contudo a história complica-se mais tarde – e a condenação da traição da parte do seu círculo social, o abandono do filho, a impossibilidade do divórcio, desmentem todas as ideias açucaradas dos românticos da época, para os quais o adultério era quase um dever para alcançar a verdadeira felicidade.
Se Ana tinha tudo – beleza, elegância, dinheiro, a consideração dos amigos, relações nas mais altas esferas, um marido com uma carreira brilhante, um filho que amava acima de tudo – porquê deixar tudo por Vronski, consideravelmente inferior a tudo o que ela conhecera até então? Vronski sentia-se atraído pelo brilho de Ana, mas esta nada vê nele para além da sua juventude e entusiasmo pela vida. Talvez estivesse cansada de representar o papel da mulher perfeita, talvez precisasse de drama na sua própria vida. N’ ”A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós, um dos comensais de Jacinto em Paris afirma que os homens, depois de estes terem levado a civilização às suas máximas proporções, nada mais podiam construir – e agora apenas lhes restava o divino prazer de destruir tudo o que tinham feito até então. Talvez Ana, depois de construir a vida perfeita, tivesse agora como única consolação o prazer de a destruir, mergulhando numa espiral de sofrimento que acabaria por a destruir a ela própria.
Não deixa de ser interessante a estrutura cíclica da história – o autor começa e acaba a história de Ana no mesmo local – e não deixa de ser irónico que Ana conheça o seu futuro amante após chegar a Moscovo precisamente para reconciliar o seu irmão com a sua cunhada, depois de esta ter descoberto o caso extraconjugal do marido. Ana, a par de Emma Bovary, tornou-se uma das mais famosas adúlteras da literatura mundial – e a mais perfeita expressão de como o casamento pode ser aborrecido.
A par da história de Ana e Vronski desenvolvem-se outras tramas menores, que constituem a perfeita crítica da alta sociedade russa. Tolstoi, afirmando-se como uma das grandes vozes do realismo russo do século XIX, traça o retrato de uma sociedade hipócrita e materialista, denunciando subtilmente a injustiça com que as classes trabalhadoras são tratadas. Destaca-se a história de Constantino Levine, um dos grandes amigos do irmão de Ana, Stepane Arkadievich, que representa a voz da sensatez na futilidade reinante e – acredito - acaba por ser um alter-ego do autor.
Mais que recomendável :D
O Jornal Tribuna de Dezembro de 2010 (publicação nº 27) em formato .pdf está agora disponível on-line.
É só descarregar aqui: http://www.mediafire.com/file/36t94mnd3uj7os9/tribuna.pdf
Boas leituras!

Aqui está o tão esperado cartaz com a programação do Cineclube até Maio!
As sessões regulares continuarão a realizar-se às terças-feiras, de 15 em 15 dias, na sala 0.01 (piso do bar), pelas 18h15.
A entrada é gratuita para todos: estudantes e não estudantes, sócios e não sócios, amigos e amigos de amigos.
Uma grande novidade é que passaremos a sortear, no início de cada sessão, um convite válido para uma entrada em qualquer sala de cinema UCI, caso, por exemplo, das salas de cinema do Arrábida Shopping. O convite é válido para todos os dias da semana.
Para além das sessões regulares que constam do cartaz, anunciaremos também em breve uma surpresa especial que está ainda numa fase embrionária. Fiquem atentos!
A primeira sessão é já esta terça-feira, dia 15 de Março, com o filme Animal House (1987), de John Landis, comédia americana que viria a marcar o género durante toda a década de 80.
Voltamos a lembrar que se desejarem manter-se informados da programação e outras iniciativas dos Cineclube, deverão enviar um email para cineclubefdup@gmail.com com a frase “mailing list”.
Até terça!
PROGRAMAÇÃO ATÉ MAIO:
15 MARÇO
Animal House (John Landis, 1978)
29 MARÇO
À l'origine (Xavier Giannoli, 2009)
12 ABRIL
Faces (John Cassavetes, 1968)
26 ABRIL
Cléo de 5 à 7 (Agnes Varda, 1962)
10 MAIO
Buffalo '66 (Vincent Gallo, 1998)