por Sara Morgado em sexta-feira, 22 de outubro de 2010


Este mês descobri a Time Out Porto. Certamente tarde, mas a boas horas, e escrevo isto sabendo que se calhar muitos de vocês também já a conhecem. Mas se calhar alguns não.
A Time Out Porto não é só uma revista que nos diz o que se passa, nesse mês, numa cidade.
A Time Out Porto vai desde os habituais museus, cinemas, salas de espectáculos e concertos, aos mais recônditos bares, galerias, experiências bizarras. Dos livros mais comerciais aos livreiros mais caricatos da cidade, às peças do teatro mais amador que se tem feito. Muitos restaurantes, cursos variados, fotografia. A Time Out Porto apareceu precisamente no momento em que era precisa: aproveitou o boom da noite do Porto, da moda de viver nas casas reabilitadas da baixa e do gay pride. E depois tem aquele pretenciosismo que se quer.
A deste mês já é a nº7 e traz uma colheita das melhores tascas da cidade, o que, para nós, vem mesmo a calhar.

Fórum Ciência e Educação: "O Direito num Mundo em Constante Mutação"

por Ana Teixeira em quarta-feira, 20 de outubro de 2010


Gomes Canotilho será o próximo convidado do Fórum Ciência e Educação, ciclo de conferências organizado pelo Pelouro do Conhecimento e da Coesão Social da Câmara Municipal do Porto, através da Fundação Ciência e Desenvolvimento, com o apoio da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

O ilustre convidado dissertará sobre o tema O Direito num Mundo em Constante Mutação ´já no próximo dia 26 de Outubro, às 18h30, no Teatro do Campo Alegre.



A entrada é livre =)

Control

por D. em segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Do realizador Anton Corbijn, inspirado no livro escrito pela viúva de Ian Curtis, Deborah Curtis, Control (2007), é a biografia de uma das personagens mais importantes do rock, mais precisamente do pós-punk: Curtis, vocalista dos Joy Division, banda formada em 1976, em Salford, nos subúrbios de Manchester. E provavelmente não mereceria destaque, o que acontece aliás com a maioria dos filmes biográficos, contudo, Sam Riley faz com que o filme salte um bocado fora da ideia de biografia, encarnando a personagem na perfeição, como se fosse uma mera personagem de um qualquer filme. Aliás, de muitos filmes biográfico que já vi, nunca tinha visto nenhum em que as semelhanças fossem tantas. E para tal basta ver os vídeos que espalhados pela internet e compará-los com os excertos do filme (aliás, alguns dos vídeos têm correspondência no filme e muitos estão identificados enquanto da banda, quando na realidade são excertos do filme).

O que ajuda o filme a ganhar uma dimensão perturbadora, especialmente quando Curtis não encaixa no estereótipo de músico morto precocemente devido ao consumo de drogas e álcool. Pelo contrário: à personagem melancólica, apagada, cinzenta, poeticamente torturada e deprimida que torna os Joy Division num daqueles casos raros de música desaconselhada para quem está triste (embora também não aconselhável a alguém que está bem disposto e que pretende ouvir um cd inteiro), junta-se a interpretação perfeita de Riley, encarnando o medo que Curtis desenvolve da epilepsia, quando num dia vê à sua frente uma mulher a ter um ataque, descobrindo mais tarde que ele próprio é epiléptico. O que o começa a consumir cada vez mais, especialmente porque os ataques passam a ser constantes em palco devido às luzes e à pressão dos concertos, fazendo com que a sua dança se torne bastante famosa (o que não deixa de ser mórbido) e com que tenha cada vez mais dificuldade em lidar com a fama em ascensão. Depois de tentar frustradamente o suicídio por overdose de comprimidos para a epilepsia, e antes do início da tournée americana, Curtis enforca-se na cozinha de Deborah ao som de The Idiot de Iggy Pop, quando tinha apenas 23 anos, deixando para trás um dos mais importantes legados da música actual (não é com dificuldade que se encontra um punhado de bandas recentes que tentam imitar o semblante de Curtis) e o nascimento dos New Order (que foram pioneiros na mistura entre a electrónica e o rock, a qual já estava presente nos Joy division).



Conferência "REPÚBLICA(S) E NEOREPUBLICANISMO(S)

por Tribuna em sábado, 16 de outubro de 2010


O JORNAL TRIBUNA intervirá hoje, da parte da tarde (a partir das 17h50), na Conferência "República(s) e Neorepublicanismo(s)", nas pessoas dos seus directores Francisco Noronha e Inês Pinto.

A todos os leitores do Tribuna fica o convite para marcarem presença na Quinta da Caverneira, na Maia. A entrada é gratuita.

Passamos pelas coisas sem as ver

por Ana em sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.


Eugénio de Andrade

Ciclo Stanley Kubrick - Invicta Filmes - BMAG

por Inês P.



Lá estaremos.

Zen and the Art of Motorcycle Maintenance

por Sara Choupina em quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Em 1974 Robert M.Pirsig parte numa viagem de mota pelos Estados Unidos com o seu filho adolescente Chris e dois amigos. Ao longo da silenciosa redescoberta do seu país Robert reflecte sobre a vida e sobre o "Bem", entre outros temas mais ou menos filosóficos.
Desta jornada nasce o bestseller (4 milhões de cópias) que mais vezes foi rejeitado pelas editoras (121 vezes).
Na origem de toda esta rejeição, está talvez o nome da, mais tarde considerada obra prima, "Zen and the Art of Motorcycle Maintenance" (Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas).
Recentemente o autor retirou os direitos que possuía sobre a obra, pelo que esta pode ser lida online na versão inglesa em http://www.design.caltech.edu/Misc/pirsig.html.

"Mándálá", Pearl S. Buck

por Inês P. em terça-feira, 12 de outubro de 2010

Um dia, por mero acaso, vocês vão a uma feira do livro local. Por acaso, encontram um livro cuja capa vos chama a atenção, por acaso sente-se tentados pelos cinquenta cêntimos que custa o livro e, por acaso, esse livro revela-se mais tarde ser um dos melhores que vocês alguma vez leram.
Demasiados acasos? Não. Na Índia de Pearl S. Buck nada acontece por acaso. "Mándálá" foi publicado em 1970 e tem uma história bastante simples, até. Um marajá vê-se desapossado do seu poder intemporal, as suas terras expropriadas e a sua dignidade abalada, pois já não lhe cabe a direcção dos destinos do seu povo. Para sobreviver transforma um dos seus antigos palácios em hotel de luxo, e é ao longo da construção do mesmo que a história decorre. Preso a um casamento arranjado e demasiado insípido, Jagat vê o filho partir para a guerra com a China, onde este acaba por perecer numa batalha. As dificuldades e o desalento, o acaso ou o destino, levam Jagat a conhecer Brooke, americana em viagem pela Índia, ela própria também à procura do seu destino. E é nesse país tradicionalista que se desenvolve o mais inconvencional dos amores.
Acaso ou destino? É difícil entender. Mas as "simpatias" que prendem Jagat e Brooke, Moti (mulher de Jagat) e o padre seu mentor, Bert Osgood (o construtor do hotel) e a filha de Jagat , Veera, são as mesmas empatias que muitas vezes sentimos por alguém totalmente desconhecido e quando menos esperamos.
Mas se estão à espera de finais felizes para sempre, esqueçam. Não são os finais felizes que normalmente idealizamos - casados e juntos para sempre - mas são os finais que os deixaram mais felizes, ou pelo menos mais harmonizados com as suas consciências. Destino? Talvez...

a dentada da palmilha

por Francisco em sábado, 9 de outubro de 2010

Entrevistámos a Palmilha Dentada (companhia de teatro de cá do porto), em Abril deste ano para o nº 26 do Tribuna. Na altura, foi-nos anunciado (pelo encenador Ricardo Alves e actores Rodrigo Santos e Ivo Bastos) o fim da Palmilha Dentada por falta de apoios estatais, situação que assim punha um ponto final numa companhia que habituou o seu público a espectáculos inteligentes e muitíssimo divertidos.

Ao que parece, porém, a Palmilha Dentada não acabou! E agora que penso melhor, sei o porquê: na altura, um mês depois da entrevista, o João Duarte Sousadias (ex-director do Tribuna) havia encontrado os três num café e estes estavam naquela mesma noite a celebrar a vitória num concurso público de financiamento de espéctaculos.

E aí estão eles, volvidos seis meses, com "O Guardião do Rio", com estreia marcada para dia 12 de Outubro no Hard Club.


O Guardião do Rio, em estreia no dia 12, versa sobre o aborrecimento - «mas não é aborrecido». Trata-se de uma comédia leve, assente na cenografia, no trabalho de actor e na presença de bonecos, máscaras e marionetas - que «são realmente fabulosos». A música teima ficar ouvido com as suas melodias ritmadas e o texto, «não sendo Shakespeare, serve a função». Sem ponta de pretensiosismo e mais do que alertar ou acordar as pessoas do marasmo, esta nova temporada em apresentação no Hard Club ambiciona, com muita graça e uma vez mais, divertir.

Para além do regresso da figura do ensaiador, a cargo de Nuno Preto, a restante ficha técnica permanece: texto e encenação de Ricardo Alves, sonoplastia e música original de Rodrigo Santos, direcção plástica de Sandra Neves com Joana Caetano e direcção de produção de Adelaide Osório.

(fonte: http://cafecom-letras.blogspot.com/2010/10/teatro-da-palmilha-dentada-guardiao-do.html)

CINECLUBE FDUP CARTAZ 1º SEMESTRE 2010-2011

por Francisco em quinta-feira, 7 de outubro de 2010


Aqui está finalmente o cartaz tão esperado!

As sessões voltarão a ser às terças, quinzenalmente, às 18h15. Excepcionalmente, depois da primeira sessão de dia 12, voltará logo a haver nova sessão na semana seguinte, dia 19. E outra dia... 26! Ou seja, serão três semanas seguidinhas de bom cinema!

Aparecam e tragam um, dois, muitos amigos! A entrada é livre para toda a gente.
Até quarta!

NOTA: Provavelmente, a tradicional sala 101 (a que figura no cartaz) não estará disponível. Nessa eventualidade, informaremos em tempo oportuno, quer aqui no blog, quer na faculdade, a sala onde passaremos o filme.