Um dia, por mero acaso, vocês vão a uma feira do livro local. Por acaso, encontram um livro cuja capa vos chama a atenção, por acaso sente-se tentados pelos cinquenta cêntimos que custa o livro e, por acaso, esse livro revela-se mais tarde ser um dos melhores que vocês alguma vez leram.
Demasiados acasos? Não. Na Índia de Pearl S. Buck nada acontece por acaso. "Mándálá" foi publicado em 1970 e tem uma história bastante simples, até. Um marajá vê-se desapossado do seu poder intemporal, as suas terras expropriadas e a sua dignidade abalada, pois já não lhe cabe a direcção dos destinos do seu povo. Para sobreviver transforma um dos seus antigos palácios em hotel de luxo, e é ao longo da construção do mesmo que a história decorre. Preso a um casamento arranjado e demasiado insípido, Jagat vê o filho partir para a guerra com a China, onde este acaba por perecer numa batalha. As dificuldades e o desalento, o acaso ou o destino, levam Jagat a conhecer Brooke, americana em viagem pela Índia, ela própria também à procura do seu destino. E é nesse país tradicionalista que se desenvolve o mais inconvencional dos amores.
Acaso ou destino? É difícil entender. Mas as "simpatias" que prendem Jagat e Brooke, Moti (mulher de Jagat) e o padre seu mentor, Bert Osgood (o construtor do hotel) e a filha de Jagat , Veera, são as mesmas empatias que muitas vezes sentimos por alguém totalmente desconhecido e quando menos esperamos.
Mas se estão à espera de finais felizes para sempre, esqueçam. Não são os finais felizes que normalmente idealizamos - casados e juntos para sempre - mas são os finais que os deixaram mais felizes, ou pelo menos mais harmonizados com as suas consciências. Destino? Talvez...
Entrevistámos a Palmilha Dentada (companhia de teatro de cá do porto), em Abril deste ano para o nº 26 do Tribuna. Na altura, foi-nos anunciado (pelo encenador Ricardo Alves e actores Rodrigo Santos e Ivo Bastos) o fim da Palmilha Dentada por falta de apoios estatais, situação que assim punha um ponto final numa companhia que habituou o seu público a espectáculos inteligentes e muitíssimo divertidos.
Ao que parece, porém, a Palmilha Dentada não acabou! E agora que penso melhor, sei o porquê: na altura, um mês depois da entrevista, o João Duarte Sousadias (ex-director do Tribuna) havia encontrado os três num café e estes estavam naquela mesma noite a celebrar a vitória num concurso público de financiamento de espéctaculos.
E aí estão eles, volvidos seis meses, com "O Guardião do Rio", com estreia marcada para dia 12 de Outubro no Hard Club.
O Guardião do Rio, em estreia no dia 12, versa sobre o aborrecimento - «mas não é aborrecido». Trata-se de uma comédia leve, assente na cenografia, no trabalho de actor e na presença de bonecos, máscaras e marionetas - que «são realmente fabulosos». A música teima ficar ouvido com as suas melodias ritmadas e o texto, «não sendo Shakespeare, serve a função». Sem ponta de pretensiosismo e mais do que alertar ou acordar as pessoas do marasmo, esta nova temporada em apresentação no Hard Club ambiciona, com muita graça e uma vez mais, divertir.
Para além do regresso da figura do ensaiador, a cargo de Nuno Preto, a restante ficha técnica permanece: texto e encenação de Ricardo Alves, sonoplastia e música original de Rodrigo Santos, direcção plástica de Sandra Neves com Joana Caetano e direcção de produção de Adelaide Osório.
(fonte: http://cafecom-letras.blogspot.com/2010/10/teatro-da-palmilha-dentada-guardiao-do.html)

Aqui está finalmente o cartaz tão esperado!
As sessões voltarão a ser às terças, quinzenalmente, às 18h15. Excepcionalmente, depois da primeira sessão de dia 12, voltará logo a haver nova sessão na semana seguinte, dia 19. E outra dia... 26! Ou seja, serão três semanas seguidinhas de bom cinema!
Aparecam e tragam um, dois, muitos amigos! A entrada é livre para toda a gente.
Até quarta!
NOTA: Provavelmente, a tradicional sala 101 (a que figura no cartaz) não estará disponível. Nessa eventualidade, informaremos em tempo oportuno, quer aqui no blog, quer na faculdade, a sala onde passaremos o filme.
... Bootsy Collins e George Clinton?
Além das letras de amor melosíssimas, ambos fizeram parte - Collins como baixista, Clinton como vocalista - dos míticos Parliament e Funkadelic, duas* das maiores bandas de funk do mundo (e que são praticamente irmãs gémeas - não havia uma grande distinção entre o grupo de amigos que tocava nos Parliament ou nos Funkadelic) nos anos 70 e cujo legado se repercute por tudo o que é bom funk feito nos dias de hoje.
Depois da separação, ambos seguiram carreiras a solo bem sucedidas, e é dessas carreiras que trago dois exemplares, um de cada um, ligados pelo mesmo tema: Amor.
Ambos de sonoridade muito refinada e melodiosa e com letras dulcíssimas. Deliciem-se:
George Clinton - "Pot sharing tots" (álbum Computer Games, 1982)
Bootsy Collins - "What's a telephone bill?" (álbum Ahh...The Name Is Bootsy, Baby!, 1977)
*E os Sly and the Family Stone, claro.
Centenário da República Portuguesa: O melhor presente à Nação!
por Anónimo em terça-feira, 5 de outubro de 2010
Hoje a República Portuguesa faz 100 anos.
Neste dia um dos maiores presentes dados ao desenvolvimento científico do nosso país foi oferecido por António Champalimaud.
O Centro Champalimaud para o Desconhecido pretende ser um marco mundial na investigação de ponta na área do cancro e das neurociências.
