Entrevistámos a Palmilha Dentada (companhia de teatro de cá do porto), em Abril deste ano para o nº 26 do Tribuna. Na altura, foi-nos anunciado (pelo encenador Ricardo Alves e actores Rodrigo Santos e Ivo Bastos) o fim da Palmilha Dentada por falta de apoios estatais, situação que assim punha um ponto final numa companhia que habituou o seu público a espectáculos inteligentes e muitíssimo divertidos.
Ao que parece, porém, a Palmilha Dentada não acabou! E agora que penso melhor, sei o porquê: na altura, um mês depois da entrevista, o João Duarte Sousadias (ex-director do Tribuna) havia encontrado os três num café e estes estavam naquela mesma noite a celebrar a vitória num concurso público de financiamento de espéctaculos.
E aí estão eles, volvidos seis meses, com "O Guardião do Rio", com estreia marcada para dia 12 de Outubro no Hard Club.
O Guardião do Rio, em estreia no dia 12, versa sobre o aborrecimento - «mas não é aborrecido». Trata-se de uma comédia leve, assente na cenografia, no trabalho de actor e na presença de bonecos, máscaras e marionetas - que «são realmente fabulosos». A música teima ficar ouvido com as suas melodias ritmadas e o texto, «não sendo Shakespeare, serve a função». Sem ponta de pretensiosismo e mais do que alertar ou acordar as pessoas do marasmo, esta nova temporada em apresentação no Hard Club ambiciona, com muita graça e uma vez mais, divertir.
Para além do regresso da figura do ensaiador, a cargo de Nuno Preto, a restante ficha técnica permanece: texto e encenação de Ricardo Alves, sonoplastia e música original de Rodrigo Santos, direcção plástica de Sandra Neves com Joana Caetano e direcção de produção de Adelaide Osório.
(fonte: http://cafecom-letras.blogspot.com/2010/10/teatro-da-palmilha-dentada-guardiao-do.html)

Aqui está finalmente o cartaz tão esperado!
As sessões voltarão a ser às terças, quinzenalmente, às 18h15. Excepcionalmente, depois da primeira sessão de dia 12, voltará logo a haver nova sessão na semana seguinte, dia 19. E outra dia... 26! Ou seja, serão três semanas seguidinhas de bom cinema!
Aparecam e tragam um, dois, muitos amigos! A entrada é livre para toda a gente.
Até quarta!
NOTA: Provavelmente, a tradicional sala 101 (a que figura no cartaz) não estará disponível. Nessa eventualidade, informaremos em tempo oportuno, quer aqui no blog, quer na faculdade, a sala onde passaremos o filme.
... Bootsy Collins e George Clinton?
Além das letras de amor melosíssimas, ambos fizeram parte - Collins como baixista, Clinton como vocalista - dos míticos Parliament e Funkadelic, duas* das maiores bandas de funk do mundo (e que são praticamente irmãs gémeas - não havia uma grande distinção entre o grupo de amigos que tocava nos Parliament ou nos Funkadelic) nos anos 70 e cujo legado se repercute por tudo o que é bom funk feito nos dias de hoje.
Depois da separação, ambos seguiram carreiras a solo bem sucedidas, e é dessas carreiras que trago dois exemplares, um de cada um, ligados pelo mesmo tema: Amor.
Ambos de sonoridade muito refinada e melodiosa e com letras dulcíssimas. Deliciem-se:
George Clinton - "Pot sharing tots" (álbum Computer Games, 1982)
Bootsy Collins - "What's a telephone bill?" (álbum Ahh...The Name Is Bootsy, Baby!, 1977)
*E os Sly and the Family Stone, claro.
Centenário da República Portuguesa: O melhor presente à Nação!
por Anónimo em terça-feira, 5 de outubro de 2010
Hoje a República Portuguesa faz 100 anos.
Neste dia um dos maiores presentes dados ao desenvolvimento científico do nosso país foi oferecido por António Champalimaud.
O Centro Champalimaud para o Desconhecido pretende ser um marco mundial na investigação de ponta na área do cancro e das neurociências.
Annie Hall é um das obras mais conhecidas (senão a mais conhecida) de Woody Allen. Produzido em 1977, veio revolucionar a mentalidade dos anos 70, exercendo grande influencia na mentalidade da época. É incrível como a personagem de Annie Hall introduz uma nova luz no paradigma do Homem moderno, preso no caos de uma cidade como Nova Iorque.
Crítica social, sátira, Paranóia, Loucura, um toque do elemento ridículo e uma enorme necessidade de diferir de todos os outros. É esta a combinação que marca o espírito do filme, o que nos leva a concluir que a alienação social não é algo que deva ser combatido mas antes algo que deve ser aproveitado, que encaixar num molde é algo que não faz sentido porque a creta altura deixa de haver molde. Apesar de este sentimento de apologia do absurdo estar presente um pouco por muitos dos filmes de Allen podemos afirmar, na minha opinião, que este é único no seu género e que o facto de ser um dos filmes mais conhecidos de sempre nunca será motivo para que seja identificado como convencional ou mesmo comercial, mas essa questão está ao critério de cada um...
Enfim, para os que gostem e para os que tolerem, aqui vai um extracto (próx post)
