Alunos de Direito da Católica querem lista de estudantes e professores dos exames de acesso à Ordem
por Ana em segunda-feira, 28 de junho de 2010
A Associação Académica de Direito da Universidade Católica considera “intolerável” o secretismo que envolveu os exames de acesso à Ordem dos Advogados e escreveu ao bastonário a pedir a lista dos alunos e dos professores que os corrigiram.
A associação alega que "os licenciados submetidos a exame estão a ser instrumentalizados" pelo bastonário (Rui Gaudêncio)
Num comunicado a que a agência Lusa teve hoje acesso, os estudantes referem que ficou demonstrado que “os licenciados submetidos a exame estão a ser instrumentalizados por este bastonário e mais não são do que ‘carne para canhão’, numa batalha eleitoral”.
Assim, solicitam que “numa lógica de transparência” lhes seja facultada “uma lista dos alunos, e respectivas faculdades de origem, que no dia 30 de Março de 2010 realizaram o Exame de Acesso ao Estágio da Ordem dos Advogados, bem como a identificação das pessoas que corrigiram esse exame”.
A associação alega que “em qualquer universidade as pautas são públicas e é um direito fundamental de cada aluno saber quem corrigiu o seu exame”.
“Como grande feito do mandato do bastonário é aclamado o crescente entrave à entrada de novos licenciados para a Ordem, sendo este resultado das profundas alterações introduzidas no sistema de acesso ao direito e o combate à massificação da advocacia, nomeadamente a criação de um exame nacional de acesso ao estágio”, escrevem os alunos, numa referência a uma declaração do bastonário Marinho Pinto.
Na carta, a associação indica que a Ordem está sujeita ao dever de informação dos interessados, previsto na Constituição e no Código de Procedimento Administrativo.
in Publico , 25.06.2010
http://www.publico.pt/Educação/alunos-de-direito-da-catolica-querem-lista-de-estudantes-e-professores-dos-exames-de-acesso-a-ordem_1443655
ONG K9 Creixell -» Salvar Vidas, O cão é o melhor Amigo do Homem
por Anónimo em quinta-feira, 3 de junho de 2010
Penso que um vídeo poderá falar muito mais do que eu....
Mais em... http://ongk9creixelldelportugal.weebly.com/videos.html
http://www.portaldafenix.com/index.php?topic=20567.0

O mundo ficou mais pobre. Hoje deu-se a trágica morte de uma das figuras máximas do cinema, e da cultura do século XX. Dennis Hopper, actor, realizador, produtor … um verdadeiro ícone da famosa contracultura dos anos 60. Ainda este ano o cineclube teve a oportunidade de exibir o “ Cool Hand Luke “ no qual ele entra como actor. O ano que passou, foi também no cineclube que a faculdade teve a honra de comemorar os 30 anos do filme “ Easy Ryder “ apresentado então pela professora Rute Pedro, este será talvez o seu mais famoso trabalho, no qual faz de tudo um pouco, realiza produz e contracena como protagonista. Não se prendendo no entanto aos 60’s, foi sempre apresentando trabalhos na vanguarda cultural das sucessivas décadas, negando-se sempre ao estrelato de um qualquer blockbuster de fácil venda. Sem duvida a perda deste ícone é como um soco na barriga de qualquer amante da sétima arte.
Filmes no cineclube:
Obras Iconicas:
Entre tantas outras obras ….
Há pouco os nossos amigos britânicos foram a eleições. Há muita coisa que estes processos de legitimação do poder têm de bom. Não, não é ver as taxas de abstenção, partidos como o PNR a vociferarem disparates a alta voz (apesar do medo ser uma boa estratégia ou, pelo menos, eficaz, diga-se.) Há lições bonitas que saem das urnas. Neste caso, foi preciso alguma coisa entrar numa literalmente. (e perdoe-se o humor negro.)Falo do Sr Cameron, claro está. O novo primeiro ministro inglês veio afirmar publicamente que, com ele, o serviço nacional de saúde não desaparecerá. Imagino neste momento todos os neo-liberais, uns por vocação (há desgostos para tudo), outros por complexo de casta a espumarem toda a sua raiva. E não apenas os neo-liberais ingleses mas os seus companheiros de luta, num mundo globalizado. E porque terá dito o Sr. Cameron uma coisa destas? Para os que não sabem o primeiro ministro inglês tinha um filho doente que morreu recentemente. O seu longo período de tratamento coube a esse tão detestado serviço nacional de saúde que nós decalcamos para cá.
E o Sr. Cameron teceu grandes elogios à grande competência e carinho que todos os profissionais haviam tido para com o filho.
Não é que fique feliz com a desgraça alheia. Simplesmente esta história torna óbvio aquilo que todos sabemos ou devíamos intimamente saber antes de tecermos qualquer tipo de consideração a respeito do que quer que seja. Que, em boa verdade, só percebemos a real importância das coisas quando precisamos delas. Fico feliz que os ingleses não tenham de perder o deu direito à assistência na saúde. E digo-o de forma insuspeita. A esquerda não é o lugar de onde vejo o mundo. Mas acredito num mundo em que a esquerda e a direta consigam ver nas pessoas a mesma fragilidade, a mesma exposição ao infortúnio, a mesma humanidade.
É sabido que me repugna qualquer forma de neo-liberalismo. Como qualquer forma de paternalismo bacoco. O Estado, na medida em que deva existir (e como obeso que está, recomenda-se ida urgente ao nutricionista do SNS) existe para servir as pessoas e não para as pessoas se servirem dele. Deve parar nesse ponto: difícil e que exige uma luta diária.
Mas, também sei, que não pela corrupção de uma ideia (pelas filas de espera, pela fraude, pela incompetência) que uma ideia deve desaparecer. Deve-se, antes de tudo, purificar essa ideia e a decantação passa forçosamente por se não desistir dela.
O mesmo se diga quanto ao subsídio de desemprego: apertem-se os requisitos e a fiscalização. Mas não se olhe para o mundo com uma de duas formas: como se tudo o que é nosso fosse lindo e bom (até porque se é comum deve ser mantido por todos e não apenas por uns para os outros, só porque sim) ou, então, como se ser-se humano fosse ser-se irremediavelmente oportunista, infantil, fraco ou chupista. Que o SNS não goza de boa saúde, é bem verdade. Mas também é verdade que estaria a saúde de todos nós muito pior se ele não existisse.
Conheço casos dos dois tipos; sim, como se fossem síndromes: tenho amigos que afirmam que o PREC foi uma coisa linda (apesar de parecer despropositado, a achega teve de ser dada) e outros que acham que o ministério da cultura devia ir com a nossa senhora; que o subsídio de desemprego é uma mama eterna e afins que atestam bem que há algo de muito inóspito naquelas cabecinhas lindas. A uns gostava de os ver sem a fechadura na portinha da casa; aos outros gostava de dizer que a cultura, embora possa ser de massas, não é só a massa. ponto. (embora pareça ser só essa a que têm.) Também eles deviam ir mais vezes com a nossa senhora, mas a religião a sério é uma "maSSada".
Costumo confiar nos resultados que o tempo opera (e, sim, todos nós estamos em lista de espera para aprender). Histórias como estas do Sr. Cameron mostram o que penso quando vejo o mundo: que não podemos nunca deixar de ver as pessoas: com tudo o que elas têm direito. E intimamente continuo a confiar que um dia aqueles que conheço que votam no Bloco mas não acreditam que vá haver nacionalizações (até porque a UE nos impõe o mercado (e a democracia, já agora.) cresçam. E que aqueles que conheço que querem mandar para uma urna o coitado do SNS, o subsídio de desemprego e a ministra da cultura (coitada, e logo agora que ela pelo menos é simpática) caiam do pedastal e curem a miopia social. É tudo uma questão de tempo: e vai ser interessante vê-los a desesperar por uma TAC que custa uma fortuna; a desesperar pela assistência e os meios vasculares e cardíacos que apenas os hospitais públicos podem dispensar. É tudo uma questão de tempo. Alguns, depois de lerem isto, vão ficar de tal forma que o melhor é parar por aqui. É que à crise do país, juntar-se-iam as crises deste meio mundo de gente que tem mais em comum do que pensa. E isso, sim , seria uma "massada."
Uma maçada, digo. Para o SNS e, sobretudo, para mim.
"O sexo é universal, em todas as artes de todos os tempos, de todas as culturas. É universal porque é tão animal como cada homem. Por isso não há tema que tenha sido tratado com tanta riqueza e mais profundamente investigado como o sexo. Isso levanta a fasquia da exigência, por outras palavras, se queremos fazer algo interessante que tenha a ver com sexo só temos duas opções:
-ou fazemos algo que, mesmo que não seja original, actualize algumas coisas já antes feitas;
-encontramos algum recanto obscuro no sexo, normalmente ligado a outros mundos igualmente fascinantes, da mente humana; (...)"
Acrescentaria uma terceira opção. Qualquer coisa como isto:
-fazemos algo que, mesmo que não seja original, trate o tema com outra sensibilidade, outro tacto - no fundo, com outra arte -, e que nesse sentido constitua uma abordagem simultaneamente bela e (mais ou menos) supreendente.
*no devido contexto (pág. 36 Jornal Tribuna nº 26), entenda-se.
Peço desde já desculpa pelos lapsos na edição de vídeo mas não é muito a minha praia.
Espero que gostem e que a entrevista ajude a divulgar o Tribuna. Que sirva de exemplo, mais não seja de como não fazer, para futuras entrevistas.

