What if you miss the last train?

por Inês em quinta-feira, 11 de março de 2010

Esta coisa da internet + The Pleasure of finding things out

por Guilherme Silva em quarta-feira, 10 de março de 2010

Tinha realizado um texto bastante bonito e inspirado sobre a vida e obra, aventuras e desventuras, do professor Richard Feynman, Nobel da Física em 1965, amante da pintura e percussão musical, excelso na arte de abrir fechaduras e cofres, e conhecido pelo seu bom humor.
Um erro do browser Firefox, complicações com o Html, a minha pouca paciência e a minha parca inteligência levaram-me a apaga-lo, na promessa que o voltaria a escrever mais tarde.

Fica a nota: era um texto bem conseguido e bonito em algumas passagens.

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E, como que por magia, consegui recuperar o meu texto original.
De novo, muito obrigado.

Professor Richard Feynman,
Nobel da Fisica em 1965
Wikipedia
Nobelprize.org


The pleasure of finding things out
(entrevista de 1981)
Parte 1 | Parte 2 | Parte 3 | Parte 4 | Parte5

Professor Richard Feynman is an outstanding scientist, Nobel physics laureate and legendary teacher.

É assim que o professor Richard Feynman é descrito no início desta entrevista .

Tomei conhecimento desta eminência do mundo cientifico através de um estranho projecto (bem conseguido, a meu ver, e de que mais tarde também aqui tratarei) que funde musica e ciência (video), e desde então tenho-me visto fascinado por grande parte dos seus preciosismos.

Sei que escrever um artigo enaltecendo os feitos dum cientista do século passado será apontado por muitos (e julgo que até por mim seria, não fosse eu o autor) como entediante e nerd, mas é um facto que este individuo não se limitava a uma figura cinzenta, culturalmente obsoleta e cansativa. Longe disso. E esta entrevista bem o demonstra.

Além de um eminente físico, um homem que retirava imenso prazer e alegria do estudo dos segredos da vida, Feynman era também um amante de um sem-numero de outras fascinantes, e bastante dispersas, actividades. Praticava malabarismo, pintava sob o pseudónimo "Ofey", tinha vastos conhecimentos na arte de abrir fechaduras e cofres, e tocava tambor, bongos e outros instrumentos de percussão. É-lhe reconhecido um sublime sentido de humor, estando as suas autobiografias e outras obras recheadas de verdadeiras pérolas humorísticas.

Além disse, não fazia por esconder as suas falhas enquanto ser humano. Parte importante no processo de criação da bomba atómica, reconhece que festejou e se embebedou no dia em que Hiroshima foi bombardeada, mas admite que fora incauto e imaturo na altura. Mais tarde tornou-se um eminente oponente do programa nuclear dos EUA e da proliferação nuclear durante a guerra fria.
Não escondia que não sabia tudo, e que mesmo que quisesse nunca o conseguiria saber.

Não quero alongar-me e tornar uma personagem tão interessante e inspiradora num cansativo exercício de escrita. Richard Feynman, nesta entrevista, vale bem os 50 minutos que me levou.

1º Lançamento Oficial_ 13 de Março de 2010

por Anónimo em terça-feira, 9 de março de 2010























PS: A pessoa que irá apresentar o livro será efectivamente a Dr.ªMaria José Guimarães




ps: Haverá também um lançamento no Porto com local e data ainda a designar :) para todos os que estiveram possivelmente interessados :)
Cumprimentos a TODOS
da amiga e poetisa
Cláudia Isabel

#43 às terças

por TR

(Filosofia do Direito - parte 2)
Se somos acima de tudo reconhecimento, então não seremos reduto, onde apenas o mundo interno tem lugar, nem osmose com o externo. A chave está no verbo: reconhecer.
Reconhece-se o que já há, e o que já há só o é na medida em que se consciencializa. O reconhecimento não anula o sujeito: é um "posterius" em relação a um "prius" ou, mais certeiramente, é síntese entre o que havia e o que vem a haver. A busca de um novo equilíbrio. Estrutural na razão clássica, ganha agora diferente coloração, diferente harmonização entre a unidade e a totalidade, entre o eu e os outros - compreendendo que a unidade só se percepciona por referência ao todo (onde a parte conhece o todo de que toma parte), que a unidade é a pessoa humana.
E, se os clássicos nos legaram a forma, a palavra e as formas das palavras (todo o pensamento é forma, forma de um significado), o sentido do reconhecimento será revelado a seu modo. Um novo ponto de Arquimedes? Talvez. Sugere-se:
"Dai-nos um ponto de apoio e o mundo levantar-nos-á."

alea jacta est

por Ary em segunda-feira, 8 de março de 2010

Cavaco Silva é o primeiro chefe de Estado a fazer uma visita oficial a Andorra desde a sua independência em 1278, segundo declarações do Presidente do Parlamento de Andorra.

Dia Internacional da Mulher- Reflexões de uma Disco

por Anónimo em domingo, 7 de março de 2010

Olhando criticamente a nossa geração e as gerações anteriores, sinto laivos de angústia e sentimentos de "paraíso perdido"... Vejo uma juventude ou formatada e acrítica, ou fútil e desenformada, ou inculta e mal informada, vejo uma sociedade que perde o seu rumo, uma sociedade que só dá mais e mais do mesmo! Muitas vezes me ponho a pensar em que conseguimos ser nós bons afinal? Já não lutámos por nada, só sabemos seguir o sabor podre de uma sociedade em Ruína...



Daqui a algumas horas Será o Dia Internacional da Mulher e sinceramente gostaria de poder dar os Parabéns a todas Nós Mulheres... Mas não consigo... A minha mente imatura e limitada, talvez conservadora ou de "mau feitio", não o deixa fazer de consciência tranquila e de alma aberta, pois sinceramente, não acho que a mulher esteja de Parabéns contemporaneamente!



Tantos Vivas dados à emancipação da Mulher mas nela só consigo ver a sua escravização e perda de dignidade e até de respeito, um respeito que ela perdeu por si própria... Porque estarão as famílias desestruturadas? Porque durarão tão pouco tempo os casamentos? Será somente porque a mulher ficou mais independente, será somente porque "não atura mais machismos", será somente "uma educação cada vez mais errada" ou haverá algo mais, talvez algo de mais sexual e animal, que radica nisto… Será que a mulher garante toda a sua Dignidade?



Será que A Mulher adquiriu o seu estatuto de Mulher na Sociedade ou será que a Mulher se Tornou Homem e se Torna a cada momento mais parecida com ele....



Estas frases podem parecer muito ligeiras mas envolvem uma crítica voraz a coisas que já hoje são perceptíveis e valorizáveis, não pretendo que se adivinha o que eu penso, pretendo que se reflicta mais e se pense mais porque Afinal, Todos nós chegámos lá Sozinhos!



Não dou os Parabéns à Mulher, peço só a cada Mulher e a Mim Mesma, que pensemos mais cuidadosamente naquilo que somos desde a promiscuidade de uma Disco, À violência Doméstica, à acumulação de Trabalho Doméstico e Fora de Casa, desde Quebra dos Casamentos e à Desestruturação Familiar, Desde AO Valor que Atribuímos ao Nosso Corpo e que deixámos que Atribuam...



Porque a culpa não tem de ser só do homem e porque não temos só de lhe apontar o dedo, talvez só tenhamos de ver se a evolução foi correcta e se vale apena o mesmo sentido!!



Dia Internacional Da Mulher.... 8 de Março

A esmeralda e o quartzo

por Inês P.

"A Filha do Capitão", de José Rodrigues dos Santos, e "Um Amor em Tempos de Guerra", de Júlio Magalhães.
Estão separados por cinco anos, mas são dois romances com algumas semelhanças curiosas. Foram escritos por dois jornalistas e pivots televisivos, sensivelmente com a mesma idade e conhecidos do público português. Ambos têm uma estreita ligação pessoal a África e começaram a escrever romances depois de uma sólida carreira no jornalismo.
As duas histórias contêm os mesmos ingredientes. São duas guerras do século XX (I Grande Guerra e Guerra Colonial), nas quais participam os protagonistas, Afonso e António. Deixam uma família pobre, numa aldeia perdida no Portugal rural, para lutar pela Pátria, por ideais que não compreendem inteiramente, à mercê das decisões do poder político. Deixam amores antigos à sua espera na terra onde cresceram, mas encontram um novo amor na terra onde lutam pelas suas vidas. Cada um deles tem um filho dessa segunda mulher das suas vidas (Mariana e António), mas as mães morrem enquanto os protagonistas regressam a Portugal. Elas chamavam-se Agnès e Dulce, trabalhavam como enfermeiras nos hospitais da guerra, e morreram de doença durante a ausência dos seus portugueses. No final estes acabaram casados com as namoradas de antigamente, ainda traumatizados pela guerra, mas vivendo um final feliz, dentro do possível, revisitando os camaradas e tentando refazer as suas vidas em Portugal.
Para escrever estas obras, os autores levaram a cabo uma pesquisa histórica aprofundada, recuperando histórias antigas, personagens já esquecidas, títulos de jornais da época e até mesmo o calão da época. Afonso e António fazem diversos amigos, cada um com um feitio especial, porque a guerra não acaba com as coisas belas da vida. No fundo, são duas histórias de sobrevivência num mundo que parecia estar de pernas para o ar.

Se as obras têm assim tantas semelhanças, como se explica que sejam, na sua essência, tão diferentes?

I'm feeling rough, I'm feeling raw, I'm in the prime of my life.

por Ana em sábado, 6 de março de 2010



"Em poucas palavras se conta e aqui a vamos deixar para ilustração das novas gerações que a desconhecem com a esperança de que não trocem dela por ingénua e sentimental (...)
Era uma vez, no antigo país das fábulas, uma família em que havia um pai, uma mãe, um avô que era o pai do pai e aquela já mencionada criança de oito anos, um rapazinho. Ora sucedia que o avô ja tinha muita idade, por isso tremiam-lhe as mãos e deixava cair a comida da boca quando estavam à mesa, o que causava grande irritação ao filho e à nora, sempre a dizerem-lhe que tivesse cuidado com o que fazia, mas o pobre velho, por mais que quisesse, não conseguia conter as tremuras, pior ainda se lhe ralhavam, e o resultado era estar sempre a sujar a toalha ou a deixar cair comida ao chão, para já não falar do guardanapo que lhe atavam ao pescoço e que era preciso mudar-lhe três vezes ao dia, ao almoço, ao jantar e à ceia. Estavam as coisas neste pé e sem nenhuma expectativa de melhora quando o filho resolveu acabar com a desagradável situação. Apareceu em casa com uma tigela de madeira e disse ao pai, A partir de hoje passará a comer daqui, senta-se na soleira da porta porque é mais fácil de limpar e assim já a sua nora nao terá de preocupar-se com tantas toalhas e tantos guardanapos sujos. E assim foi. Almoço, jantar e ceia, o velho sentado sozinho na soleira da porta, levando a comida à boca conforme lhe era possível, metade perdia-se no caminho, uma parte da outra metade escorria-lhe pelo queixo abaixo, não era muito o que lhe descia finalmente pelo que o vulgo chama o canal da sopa. Ao neto parecia nao lhe importar o feio tratamento que estavam a dar ao avô, olhava-o, depois olhava o pai e a mãe, e continuava a comer como se não tivesse nada que ver com o caso. Até que uma tarde, ao regressar do trabalho, o pai viu o filho a trabalhar com uma navalha num pedaço de madeira e julgou que, como era normal e corrente nessas épocas remotas, estivesse a construir um brinquedo por suas próprias mãos. No dia seguinte, porém deu-se conta de que não se tratava de um carrinho pelo menos nao se via sítio onde se lhe pudesse encaixar umas rodas e então perguntou, Que estás a fazer. O rapaz fingiu que não tinha ouvido e continuou a escavar na madeira com a ponta da navalha, isto passou-se no tempo em que os pais eram menos assustadiços e não corriam a tirar das mãos dos filhos um instrumento de tanta utilidade para a fabricação de brinquedos. Não ouviste, que estás a fazer com esse pau, tornou o pai a perguntar, e o filho, sem levantar a vista da operação, respondeu, Estou a fazer uma tigela para quando o pai for velho e lhe tremerem as mãos, para quando o mandarem comer na soleira da porta, como fizeram ao avô. Foram palavras santas. Caíram as escamas dos olhos do pai, viu a verdade e a sua luz, e no mesmo instante foi pedir perdão ao progenitor e quando chegou a hora da ceia por suas próprias mãos o ajudou a sentar-se na cadeira, por suas próprias mãos lhe levou a colher à boca, por suas próprias mãos lhe limpou suavemente o queixo, porque ainda o podia fazer e o seu querido pai já não. Do que veio a passar-se depois não há sinal na história, mas de ciência mui certa sabemos que se é verdade que o trabalho do rapazinho ficou em meio, também é verdade que o pedaço de madeira continua a andar por ali. Ninguém o quis queimar ou deitar fora quer fosse para que a lição do exemplo não viesse a cair no esquecimento, quer fosse para o caso de que alguém lhe ocorresse um dia a ideia de terminar a obra, eventualidade não de todo impossível de produzir-se se tivermos em conta a enorme capacidade de sobrevivência dos ditos lados escuros da natureza humana. Como já alguém disse, tudo o que possa suceder sucederá, é uma mera questão de tempo, e, se não chegámos a vê-lo enquanto por cá andávamos terá sido só porque não tínhamos vivido o suficiente. Pelos modos, e para que não nos acuse de pintarmos tudo com as tintas da parte esquerda da palete, há quem admita a hipótese de uma adaptação do amavioso conto à televisão, após tê-lo recolhido um jornal, sacudidas as teias de aranha, nas poeirentas prateleiras da memória colectiva, possa contribuir para fazer regressar às quebrantadas consciências das famílias o culto ou o cultivo dos incorpóreos valores de espiritualidade de que a sociedade se nutria no passado, quando o baixo materialismo que hoje impera ainda não se tinha assenhoreado de vontades que imaginávamos fortes e afinal era a própria e insanável imagem de uma confrangedora debilidade moral. Conservemos no entanto a esperança. No momento em que aquela criança aparecer no ecrã estejamos certos de que metade da populaçao do país correrá a buscar um lenço para enxugar as lágrimas e de que a outra metade, talvez de temperamento estóico as irá deixar correr pela cara abaixo em silêncio para que melhor possa observar-se como o remorso pelo mal feito ou consentido não é sempre uma palavra vã. Oxalá ainda estejamos a tempo de salvar os avós.”
José Saramago, in 'As Intermitências da Morte'

Contra

por D.

É também o nome dado aos rebeldes que combateram contra a Revolução Sandinista na Nicarágua e felizmente, a minha perspicácia não foi traída: efectivamente o nome do novo álbum dos Vampire Weekend pretende evocar a memória dos Contra. Tudo tem uma razão. E assim o dita a crítica feita no All music ao mesmo álbum, que confirma essa primeira impressão relativamente à escolha do nome. Dizem eles que faz o contraste com a foto da jovem loira e bem arranjada de pólo Ralph Lauren que dá cor à capa. A esta parte não tinha eu ainda chegado na análise da estética do álbum.

Os Vampire Weekend surgiram em 2007, vindos de Nova Iorque e lançando assim ao ar uma sonoridade que ia buscar tanta coisa que era estranha. Tão estranha que foi caracterizada de Upper West Side Soweto (pela própria banda), o que se torna bastante impossível e incoerente de tradução, mas que basicamente se encerra numa mistura entre indie rock, com precursões saídas de uma qualquer savana africana e que em Contra, se mistura com sonoridades electrónicas. Ou seja, basicamente percorrer um álbum do início ao fim dos Vampire Weekend é fazer uma viagem, bastante agradável por variadas coisas, todas diferentes entre si, todas frescas e sem preocupação: lamento informar, mas em grande medida as letras não fazem grande sentido.

Claro que Contra é diferente do homónimo álbum de estreia, existe aqui uma componente introduzida pela electrónica que torna as canções em possíveis banda-sonoras de jogos de plataforma, tornando-as ao mesmo tempo descomprometidas e bem-humoradas. White Sky é aliás a melhor amostra dessa conjugação entre as precursões e os sons computorizados, sendo que é vocalmente impossível atingir o tom de voz dos “uhuh” que funcionam como refrão, ou pelo menos se algum de vós conseguir gostava de assistir pessoalmente. Claro que de vez em quando haverá a tendência para simplesmente começar a saltar e fazer de conta que se está num qualquer festival poeirento.

E o fim, o fim de Contra traz a lucidez: I think you are a contra tem provavelmente a letra melhor conseguida da banda até agora, repousando ao mesmo tempo a sonoridade, acalmando as batidas frenéticas. Será provavelmente uma página aberta, ou um cd aberto, para aquilo que virá a seguir. Se há coisa prezável numa banda, é precisamente a capacidade de inovar.




Marinho pinto e ideias para marinar....

por Duarte Canotilho em sexta-feira, 5 de março de 2010

Hoje na nossa execelsa faculdade apareceu o nosso não menos excelso Bastonário a convite da IURIS FDUP JUNIOR no âmbito da semana do emprego. O debate de hoje foi aceso, interessante e bastante motivante, no entanto houve incoerencias argumentativas gigantescas (apesar de uma correctissima análise do estado do direito em Portugal) , o que faz com que a posição do bastonário da ordem dos advogados ficasse bastante fragilizada face aos grandes alunos da fdup, e à sua capacidade argumentativa/discursiva.

1o ponto que eu lhe aponto é na pedra basilar da argumentação dele, que é (premissas): Nós precisamos de reduzir o numero de advogados em portugal/ Nós precisamos de melhores advogados em portugal que estejam mais bem vocacionados para tal profissão/ um exame de admissão à ordem limitaria tais entradas e filtraria os bons dos maus e mostra quais tem vocação para advogados e os que não tem, logo para reduzir, vamos fazer um exame de admissão. Ora isto até estaria correcto, se efectivamente o exame conseguisse 1º reduzir realmente o numero de licenciados a entrar na ordem, conseguisse separar os bons dos maus advogados, mostrasse quais têm vocação para tal profissão;
Algo que efectivamente não consegue. Vejamos:
-Uma pessoa até pode saber o minimo exigivel pela ordem (porque marrou ou decorou a matéria ou até cabulou) e passa, mas isso não o torna melhor do que aquele que até sabe, mas lhe correu mal o exame...
-A vocação não se averigua por um exame escrito, (o exame escrito averigua conhecimentos) mas um exame psico-tecnico ou algum tempo de experiencia averiguariam isso.
-Será que reduzir-se-ia realmente o numero de pessoas na ordem sem numeros clausus? Não! Pois os estudantes entrariam na ordem com o mestrado(sem necessidade de exame, pois o mestrado é um facto extintivo da necessidade de exame de admissão) e possivelmente sem os conhecimentos que o exame quer avaliar,-- inclusive levando ao extremo o argumento podia acontecer que um licenciado em medicina com mestrado em direito, podia frequentar a ordem, mas um licenciado em direito não!

Logo toda a logica e fundamento da argumentação da existência do exame caem por terra.

2º Ponto a maneira como se vai fazer o exame. Será um exame que pode incidir sobre 15 diferentes disciplinas, que poderá ser apenas sobre 1a dessas, ou sobre todas um pouquinho... (e não, se estão a pensar que haverá matérias que sairão mais do que outras segundo o bastonário, o exame será feito por uma comissão que o decidirá), portanto poderá ser tipo POP QUIZ. :)

3º Acabamos por avaliar conhecimentos de direito, quando o proprio Bastonário disse que a ordem não avalia conhecimentos de direito, pois se vão vão ver quem vai entrar através do seu resultado num exame claro que vão avaliar conhecimentos de direito.

4º As universidades de direito em bolonha não modificaram significativamente os seus planos de curso, e por isso a antiga licenciatura será mais ou menos igual a nova, com a diferença de 2ou 3 cadeiras mais secundárias... Logo a ideia que com bolonha as licenciaturas são bacharlatos é pura ficção das pessoas que não estão dentro do assunto.

Para além disto, e devido ao facto que se quer acabar com os maus advogados, não se faz referencia a mecanismos da ordem para "purgar" aqueles que são maus profissionais... que são advogados fracos (e que muitas vezes acabam nas oficiosas o que não é digno de um sistema que quer dar acesso, presumivelmente bom, a justiça àqueles que não a podem pagar)

Soluções: O exame não é solução. O que eu sugiro:
-deixar as pessoas entrar na ordem durante um periodo experimental no qual se pudesse averiguar a sua vocação e os seus conhecimentos de direito.
Mecanismos de avaliação dos advogados e sociedades, podendo retirar a "licenca" de exercicio no caso de se provar que não é um bom advogado, obrigando-o a provas, para averiguara sua continuidade.

Claro que se mantivermos o sistema de exame (e esta posição não seria popular, mas dentro do objectivo do exame só assim parece aceitavel):
-Fazer um exame escrito e um oral ao estilo do CEJ de forma a correctamente avaliar os estagiários. Sendo que seria um exame sobre direito Civil, outro sobre Penal ou administrativo... mais a oral (só assim se conseguiria correctamente avaliar os conhecimentos
-Mesmo os alunos com mestrado devem ser sujeitos a exame pois não é por eles terem o mestrado que saber realmente materias de direito....