Para fazer download do Jornal Tribuna nº25/Dezembro2009 em formato pdf:
http://www.mediafire.com/?wlyjgmq3ioy
o alheamento em tempo de estudo prega partidas e faz com que o blog do Tribuna atravesse por isso um período de menor actividade.
Dizer, portanto, que até ao reiniciar do semestre académico as colunas diárias estarão suspensas, sem prejuízo dos colunistas escreverem com maior ou menos regularidade.
Jornal Tribuna
Estive durante algumas horas a tentar perceber o que leva uma pessoa a empurrar e atirar um idoso ao chão, principalmente quando ele se encontra claramente debilitado pela idade já avançada. E a verdade é que não consigo encontrar um bom motivo para alguém se comportar desse modo! Talvez fosse necessidade extrema de aparecer na televisão, ou se calhar até eram mesmo perturbações mentais. Ou quiçá, tratava-se apenas de uma má pessoa, daquelas que existem aos magotes, mas que normalmente não estão tentadas a mostra-lo na televisão para que toda a gente possa saber.
Tem que haver sempre alguma notícia capaz de marcar o natal com um polémico assunto de conversa.
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Venho na qualidade de colunista semanal (embora não muito assídua) desejar um grande Natal a toda a comunidade tribuneira e todos os nossos leitores.Deixo-vos uma pequenina pérola que descobri recentemente.
Um grande bem haja!
O TRIBUNA deseja um Bom Natal e um Feliz Ano Novo a toda a comunidade da UP (em especial a comunidade FDUP), aos seus leitores e colaboradores.
Boas Festas!
P.S.: O presente do TRIBUNA será a versão pdf do jornal online, num sapatinho perto de si.
Olá boa noite,
chamo-me Mário Dias e contacto com vexas pelo seguinte:
Tenho 16 anos e sou legitimo proprietário de uma quinta virtual que administro no facebook.
Passo grande parte do meu dia a angariar novos vizinhos, a cuidar da minha horta e dos meus produtos, sem nunca descuidar o tratamento dos porquinhos e galinhas.
O meu primo Pipas sempre teve uma quinta muito mais pequena que a minha e ele pouco cuida dela (só lá vai uma vez por dia e durante uma hora apenas), foi por isso com espanto que ontem verifiquei que a quinta dele é neste momento uma quinta de luxo quando comparada com a que eu administro.
Ele disse-me que arranjou um subsidio e que se eu queria uma quinta igual tinha de o conseguir também.
Desta forma, venho perguntar o que preciso fazer para obter um subsidio para a minha quinta, não sei se me aconselha a inscrever num programa de apoio a jovens agricultores, se existe algum subsidio comunitário dirigido a administradores de quintas virtuais, se me tenho de dirigir a algum lado...
Pedia uma mão amiga que me auxilie para que possa continuar a ter sucesso neste mundo da lavoura virtual.
Não vos faço perder mais tempo.
Despeço-me com consideração e na esperança de receber uma resposta,
Mário Dias
Exmo Senhor,
a sua actividade agrícola é virtual numa rede internacional de relacionamento social. Não possui V. Exª nenhuma exploração agrícola real. Existem ajudas comunitárias para o sector (incluindo jovens agricultores) mas apenas para explorações reais. Nada virtual. Acresce que estes apoios comunitários se regem por normas bastante rigidas tendo sempre por base a implementação, de facto, de projectos.
Por tudo isto, se esclarece que não possuimos nenhuma possibilidade de atribuição de subsídios a todo ou qualquer projecto que não seja real.
Cumprimentos
C. Guedes
Secretária da Direcção
Ministério da Agricultura.
Em tempo de Natal, este poema muito bonito de Regina Guimarães, bem evocativo do período (ou da noite).
Para fazer uma canção de Natal
É preciso açúcar e pau de canela,
Leite, aletria, pão seco e uvas passas
E misturar tudo bem à luz da vela.
Uns flocos de neve para o refrão
Um grande pinheiro a brilhar no meio
Uma galinha a pôr ovos dourados
Farofa na voz para o recheio.
Casca de limão para o nariz
E vinho do porto para a garganta
Música dos copos e dos talheres
O silêncio de uma toalha branca.
Regina Guimarães
Poema do mês na biblio. da FLUP.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.