Em véspera de eleições e depois de pela última vez os telejornais terem lançado um olhar pelas campanhas, não pude deixar de notar que Paulo Portas anda perdido pelos caminhos da ideologia. Cedo se percebe que o CDS é um partido que luta pela credibilidade que perde com um líder também ele pouco credível nas palavras. Mas como se isso não bastasse, Portas, o líder, aproveitou a campanha para dizer mal de um partido do qual tem apenas 0.000001% de probabilidades de vir a conquistar votos: o Bloco de esquerda. O mais estranho é que o fez criticando a esquerda por criar um bicho papão da direita, quando ele e os seus se limitaram a criar um bicho papão do Bloco de esquerda, pronto a matar crianças, disseminar a homossexualidade, nacionalizar até os sapatos das gentes, deixar todos os criminosos impunes e trazer mais e mais imigrantes que além de nos causarem a nós o desemprego ainda vêm dedicar-se à criminalidade violenta, porque isso é coisa que português não faz.
Claro que o auge de toda essa campanha anti BE foi atingida com Portas afirmando que ele gosta muito de estar entre as peixeiras, enquanto que Louçã não o faz. Acrescentou ainda no seu tom de ironia confiante, que apesar de ele muito visitar as peixeiras, é a ele que Louçã chama racista. Ora, tendo bastante a noção de que o CDS não estava a disputar nada com o BE, porque os dois partidos têm públicos muito diferentes, confesso que não encontro uma razão lógica para Portas e o os seus amigos terem gasto o seu tempo a atacar o outro extremo. Ainda por cima, ao invés de atacarem Louçã e o Bloco com argumentos viáveis, preferiram apenas ir lançando ideias soltas e erradas sobre o programa eleitoral do BE exagerando vários aspectos, falando de coisas que lá não estão escritas e trazendo ainda para cima da mesa a Albânia comunista, enquanto modelo de país governado por um partido como o BE. Claro que nada bate Portas a chamar Salazar a Louçã perante uma plateia de idosos (e talvez aqui ele tenha conseguido que o BE ganhasse mais uns votos, pois há muito idoso que não resiste a um Salazar).
Da soma de todas estas ideias sem dúvida que se pode concluir que o problema de Portas com o BE é um problema de irmãos mais velhos. Pena que quem dirige a campanha não tinha dito ao Paulinho que passou estes meses a apontar para o alvo errado.
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As tuas mãos tocando-me ligeiramente as pernas. Os passos dos teus dedos e o arrepio aceso do desejo. Com os olhos despi-te o mundo e o espaço. Meti no bolso o tempo. E desenhei com a intensidade do olhar a vontade na areia fina da tua pele.
Boiava no ondular sereno do teu corpo e escutava o sono da noite embalado pela doçura dos teus gestos. Seguraste-me a mão debaixo da mesa. Os teus dedos assim presos na carne dos meus. Sempre gostaste das minhas mãos.
As velas soprando luz no carmim suave dos teus lábios. A música suave como um hino à tua beleza despretensiosa. Uma gargalhada acendia-te o rosto e o génio.
No meio das vozes que apenas ouvia sem lhes reparar nos rostos, procuravas o meu olhar. O amor assim trocado era o mais cómodo dos lugares. E lembrava-me das noites em que te amei. A mesma luz vinda do teu sorriso e a música suave da entrega. Os nossos dedos enlaçando-nos os corpos ao que as almas se haviam prometido. Ficavas depois horas com o teu rosto pousado nos meus braços. Os teus olhos fixos nos meus com o silêncio a flutuar no ar suave da respiração cansada. O teu corpo nu com a cidade e as ruas lá em baixo.
Sibilavas palavras quentes e doces no meu ouvido e ficavas lá a derreter-me a pele e a acender a vontade de semear o desejo no serpentear do teu corpo.
Perdia-me com o teu riso infantil e luminoso. Com a forma como o mundo parecia importar pouco no sentido que punhas nas coisas. Como nada parecia importar no estreitar sentido dos teus braços.
E nessa noite, como em todas as outras, tinhas na moldura do teu rosto a talha acesa do meu amor por ti.
Ao passares os teus dedos, de novo, na minha perna a voz escondida sob a pele da noite iluminou o fundo dos meus olhos para ti.
Como as estrelas no céu de uma noite qualquer.
O belicista já la vai... Agora a minha nova coluna de opinião as sextas é a "Aquele cuja coluna foi nacionalizada".
Este post era pa ja estar no meu blog à mais tempo, mas eu julguei que aqui para começar a nova rubrica poderia também ser giro. O post é sobre os cartazes da Elisa Ferreira que estão espalhados pelo Porto.
A doutora Elisa ferreira é a candidata do PS às autarquicas no Porto, (ainda que já tivesse feito saber que se perdesse voltava para Bruxelas...) daí que a cidade esteja cheia de cartazes dela. A parte mais engraçada nem é o facto de os primeiros cartazes terem sido feitos de fotos de há 5 anos atrás, a parte mais engraçada são os slogans utilizados nos cartazes.
Vejamos: 
A partir deste cartaz o que é que se conclui??? Que a doutora Elisa Ferreira acha que os idosos do porto não são cidadãos, e só o serão se ela for eleita. Se não for continuarão a ser idosos (que é aquele meio termo entre o lixo e o cidadão!!!!) Portanto para além dos cidadãos e cidadãs do Porto, temos os idosos esse bicho estranho :)
Eu passo todos os dias por 3 cartazes iguais e sempre me fizeram lembrar este sketch antigo do Gato fedorento que IMO é dos mais giros:
"papa papa, até o gervasio já sabe distinguir os velhinhos do RESTO do lixo"
"e o que acontece aos velhos pai?
O que é que interessa filho? já não estorvam!"
Hoje tinha pensado em falar sobre a pequena encenação realizada por elementos do grupo de teatro no café Progresso.
Juro que já tinha idealizado começar este ano sem um texto egocêntrico ou, como disse um dia o Noronha - cheio de razão-, melodramático. No entanto, infelizmente, ontem magoei-me num pé e, consequentemente, hoje não consigo andar (o que fez com que não fosse assistir, com muita pena minha, à pequena apresentação).
A forma como me consegui magoar foi, simplesmente, surreal.
Entrei no treino de karaté atrasada. Comecei o aquecimento e, enquanto corria para fugir aos pensamentos, dei por mim estatelada no chão. (estatelada é mesmo a palavra certa!). Tentei que o sangue parasse, no entanto, a ferida foi um pouco mais profunda do que eu pensava. Hospital, urgências. Trouxe o que falta ao meu Porto: 4 pontos!
Hoje hoje apercebi-me da quantidade de limitações que alguém que não consegue andar tem e digo-vos... este país não é para todos!
Caro leitor:
Hoje aconteceu-me algo muito estranho: recebi uma SMS da Direcção-Geral da Saúde. Quer adivinhar o tema? A gripe, claro está! Recomendam-me que caso tenha sintomas, fique em casa (nunca me tinha passado tal coisa pela cabeça!), reforce as medidas de higiene e evite contagiar outros.
Eu acredito que a DGS esteja muito preocupada com a minha saúde, e me queira relembrar de algo tão básico como não sair à rua para contagiar os colegas de trabalho caso esteja com sintomas de gripe... Mas eu não gosto muito que me chateiem! E ler esta SMS foi das coisas menos úteis que fiz nas últimas 24 horas... Principalmente porque meio ano depois de anunciada a pandemia da gripe A, estamos todos já cansados de ouvir falar do assunto.
A propósito do alarmismo exacerbado, e completamente desproporcionado que tem sido feito sobre a Gripe A (e do que há seis anos se previa que ia ser a pandemia da gripe das aves), sugiro a visualização deste vídeo:
E remeto os meus melhores cumprimentos à Dra. Ana Jorge e ao Sr. Director-Geral. Tenho a certeza que têm feito um óptimo trabalho. Mas tenhamos calma...
Saudações,
FSL
Esta música vai tornar-se o novo hit do Hip Hop nacional. Sem duvida uma grande musica, verdadeiramente À Patrão …
“ Hoje vou beber V.I.P. … “
“ Quando entraste na festa viste quem são/ Pensavas que rockavas mas aqui não … “
“I hate to advocate drugs, alcohol, violence, or insanity to anyone, but they've always worked for me”
Para quem conhece o Jornalista Hunter S Thompson, este é mais um filme sobre a sua vida a recomendar, foi alias o primeiro a ser realizado sobre este homem, ajudando a que a sua popularidade já bem grande, atinge-se o nível de ícone, mais que o homem, aqui surgiu o mito de Hunter S. E de 1980, com Bill Murray a interpretar o escritor, numa actuação brilhante. De rir do inicio ao fim
Não o conheces? Então tudo isto será novo para ti ….
“Buy the ticket, take the ride … “
as memórias do TRIBUNA, encontro no nº 2, de Dezembro de 1997 (!), a seguinte citação (na rubrica Pensamentos):
"A idade não nos protege do amor.
Mas, até certo ponto, o amor protege-nos da idade".
Jeanne Moreau
Discordo da primeira afirmação (embora suspeite de que possa estar a interpretar o "protege" de forma diferente da da autora). Mas alinho na segunda (e aqui esse mesmo termo já deixa de ser dúbio).
Estão desde hoje em exposição as capas dos 24 números nos 14 anos de história do TRIBUNA. Nos corredores do 1º e 2º andar da FDUP, junto às salas 102, 128, 202 e 227.
Todos convidados! :)
Jornal Tribuna
