- Would you please sign this CD for me?
- Sure. What’s your name?
- Guilherme.
- Sorry, what?
- Manuel.
- Oh, Manuel... My father’s name was Manuel.
- Oh, really?...
- Yes… Did you enjoy the concert?
- Yes, it was fine…
(e ficamos por aqui, e para sempre me sentirei mal por lhe ter dito que o concerto havia sido apenas “fine”)
O que um verso demora!
A esta mesma hora,
Quantos poetas, como eu, à espera!...
Passou o inverno, veio a primavera,
Deitou-se a noite, ergueu-se a madrugada
E a voz
De todos nós
Cativa na garganta estrangulada.
Nenhum sinal no céu de próximo milagre;
Os adivinhos mal nos adivinham;
E os restantes humanos,
Há infinitos anos
Que apenas tecem
A teia da rotina,
Como o instinto os ensina.
E resta-nos a força
Que empurra os cegos contra a claridade.
Ter confiança é deslaçar metade
Do nó do tempo que o destino aperta.
Suprema descoberta
Doutros que no passado não desesperaram,
E foram premiados e cantaram.
Mas pesa como um luto
Este silêncio hostil.
E fere como a raiva dum cilício
A certeza da morte
Colada ao corpo.
Que desgraça
Desconhecida,
Se a mudez ultrapassa
A nossa vida!
in Antologia Poética (4a Edição Aumentada), Diário XIII
Apareceu de rompante
falou de pedras e ruas
e sorriu estranhamente,
Cambaleante.
Pediu um cigarro,
disse que era para o caminho.
respondi que não tinha
embora tivesse o meu amigo.
Não nos queria
assustar
dei-lhe simpatia e à-vontade
e o receio consegui espantar.
E ele lá foi, trabalhar.
(momentos vividos algures entre o real e o sonho na Rua D. João IV à porta da gráfica)
Campeões mundiais da Sueca;
Atletas olímpicos de salto em comprimento;
Atletas olímpicos de pedra para o rio;
Os melhores Polícias e Ladrões da histórias do crime;
Os piqueniqueiros mais à maneira da história dos piqueniques;
Luas de todas as formas e feitios;
As mais incríveis personalidades da fotografia;
Pessoas que conseguem dizer a expressão “Que bonito” incansavelmente, sempre de sorriso de orelha a orelha?
Nas dinâmicas de grupo, claro :)
E, já agora, descubram as diferenças:
(Segunda fotografia deste post)
Já não escrevia cá há algum tempo, e ainda assim vim escrever atrasado. Peço imensa desculpa.
Impulsionado pelas palavras da Daniela, e por um texto que me pareceu peculiarmente imaginativo, um exercício hipotético que eu raras vezes, ao longo de uma vida de exercícios hipotéticos, vi em prática, resolvi copiar-lhe a ideia e expor uma síntese fictícia do que seria o País caso não se tivesse dado o 25 de Abril e se tivesse mantido o regime ditatorial (o que, ao fim de mais de 30 anos, seria muito pouco provável de acontecer).
Ou seja, resumindo, vou inventar à fartazana.
Aí vai:
1- Se o País nunca tivesse saído da Ditadura, manter-se-ia a corrupção, alastrando-se por mais sectores da Administração e órgãos de fiscalização do Estado.
2- Haveria ainda mais favorecimentos por parte de Estado aos magnates da indústria, e substituir-se-ia o proteccionismo das pequenas indústrias somente pelo proteccionismo às grandes indústrias.
3- Mantinha-se a repressão administrativa, engenhando-se maneiras de aumentar as custas judiciais e favorecendo-se uma política de apelo à decisão dos Tribunais, perpetrada pelos Ministérios, sempre que estes se arvorassem em defensores dos particulares e exigissem da parte do Governo indemnizações a todos a quem passam por cima dos respectivos direitos.
3- Proibir-se-ia o ódio racial, mas incentivava-se o ódio de classe, visto que o conservadorismo do Estado Novo quer que todos sejamos humildes por igual, excepto a classe económica politizada.
4- Mantém-se o amor a certas manifestações colectivas, procurando-se o ardor das massas. Assim, nos dias 25 de Abril, o regime do Estado Novo obrigaria as estações de media públicos a cantar ininterruptamente canções exaustivamente alentejanas, sendo que a principal seria a Grândola Vila Morena, e deveriam fazê-lo de joelhos, de rabo virado para Meca.
5- O terrorismo de Estado continuava, mas mitigado. Em vez de lápis azuis, o Presidentes de Conselho usariam do seu poder para pressionar as estações televisivas públicas e privadas para passarem certos conteúdos mediáticos. Continuar-se-ia a iludir as pessoas com futebol e Fátima.
Em vez do lápis azul, os Governos usavam de meios judiciais à sua disposição para processar os jornalistas, contando com o vasto aparelho da comunicação social partidarizado para lhes dar cobertura e fracturar a opinião pública.
6- Far-se-ia uma Constituição sem a referendar, ainda que a mesma fosse feita sob pressão das Forças Armadas, sectores reaccionários da revolução.
7- Exigir-se-ia dos Jovens a entrada na vida política como forma de ajudar ao progresso económico/profissional. Seriam criadas várias Juventudes Partidárias, porque a Mocidade Portuguesa já não cumpria o objectivo de criar pessoas que aos 18 já tivessem mentalidades político/ideológicas fixas, com sucesso. Ocupar-se-ia as camadas jovens mais acéfalas e afectadas pela propaganda regimental de manter "a luta na rua", numa forma de protesto infinito por liberdades tão abstractas como incompreensíveis, para dar a impressão que as liberdades democráticas estão a ser exercidas. Esses jovens, resultado de experiências envolvendo cruzamentos entre primos, apelidar-se-iam Bloco de Esquerda.
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De facto, não fosse o golpe, e este país estariam em valentes maus lençóis.
- 5 comentários • Category: a paz e a espada
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Ora, e aqui pergunto a todos os tribuneiros e caros leitores, como seria o Tribuna sem a revolução de Abril? Seriam as mesmas pessoas a escrever, seria um jornal clandestino, os temas que ocupam as páginas seriam os mesmos? E as cores das letras? E os cabeçalhos? Será que os professores iriam colaborar? Seria o espírito naquela pequena sala o mesmo?
- 7 comentários • Category: o espaço inominável
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Sim adoro a música;
E sim,acho piada a coisas muito parvas;
E não,não acho que tira todo o encanto da música.
No entanto há partes que já não consigo ouvir sem me rir sozinha no metro - o meu sitio por excelencia de entrega aos encantos músicais do meu mp3(espero que em breve meu Ipod nano verde alface )-.
Tem partes muito toscas mas outras são de rir (bem pelo menos eu rio-me mas não sou exemplo sou de riso fácil =P).Enjoy :)
Bom fim de semana =) mesmo para os cortes que não vão ao Errancias (embora não mereçam =P)
"Lá vou eeeeu" xD