Fora de horas 4

por Guilherme Silva em quarta-feira, 29 de abril de 2009

- Would you please sign this CD for me?
- Sure. What’s your name?
- Guilherme.
- Sorry, what?
- Manuel.
- Oh, Manuel... My father’s name was Manuel.
- Oh, really?...
- Yes… Did you enjoy the concert?
- Yes, it was fine…

(e ficamos por aqui, e para sempre me sentirei mal por lhe ter dito que o concerto havia sido apenas “fine”)

Às vezes não sei escrever

por Inês

O que um verso demora!
A esta mesma hora,
Quantos poetas, como eu, à espera!...
Passou o inverno, veio a primavera,
Deitou-se a noite, ergueu-se a madrugada
E a voz
De todos nós
Cativa na garganta estrangulada.

Nenhum sinal no céu de próximo milagre;
Os adivinhos mal nos adivinham;
E os restantes humanos,
Há infinitos anos
Que apenas tecem
A teia da rotina,
Como o instinto os ensina.

E resta-nos a força
Que empurra os cegos contra a claridade.
Ter confiança é deslaçar metade
Do nó do tempo que o destino aperta.
Suprema descoberta
Doutros que no passado não desesperaram,
E foram premiados e cantaram.

Mas pesa como um luto
Este silêncio hostil.
E fere como a raiva dum cilício
A certeza da morte
Colada ao corpo.
Que desgraça
Desconhecida,
Se a mudez ultrapassa
A nossa vida!

Miserere Nobis, de Miguel Torga
in Antologia Poética
(4a Edição Aumentada), Diário XIII

as pedras no caminho

por Francisco

Apareceu de rompante
falou de pedras e ruas
e sorriu estranhamente,
Cambaleante.

Pediu um cigarro,
disse que era para o caminho.
respondi que não tinha
embora tivesse o meu amigo.

Não nos queria
assustar
dei-lhe simpatia e à-vontade
e o receio consegui espantar.

E ele lá foi, trabalhar.

(momentos vividos algures entre o real e o sonho na Rua D. João IV à porta da gráfica)

alea jacta est

por Ary em segunda-feira, 27 de abril de 2009

The accepted wisdom tells us that the age at which a person can legally consent to sex in the US
is eighteen. Before this line of demarcation, a person is "jailbait" or "chicken." On their
eighteenth birthday, they become "legal." But in the majority of states, this isn't the case.
It's up to each state to determine its own age of consent. Only fifteen states have put theirs at
eighteen, with the rest going lower. Eight have set the magic point at the seventeenth birthday.
The most popular age is sixteen, with 27 states and Washington DC setting the ability to sexually
consent there. (Hawaii's age of consent had been fourteen until mid-2001, when it was bumped
to sixteen.)
Of course, as with anything regarding the law, there are considerable shades of gray. For one
thing, these laws don't apply if the lovers are married. The age of consent for marriage,
especially with parental permission, is usually lower than the age of sexual consent.
The Constitution of the State of South Carolina says that females aged fourteen and up can
consent to sex, but state law appears to set the age at sixteen.
In a lot of states, the age of the older partner is a consideration. For example, Tennessee doesn't
consider sex with someone aged thirteen to seventeen to be statutory rape if the elder partner in
less than four years older. So a nineteen-year-old could get it on with a sixteen-year-old without
breaking the law. The most extreme example of this rule is in Delaware. If you're 30 or older,
boffing a sixteen- or seventeen-year-old is a felony. But if you're 29 or younger, it's perfectly
legal.
And let's not even get into Georgia's Public Law 16-6-18, which outlaws sex between anyone
who isn't married, no matter what their ages or genders.
Then, of course, we have the laws regarding same-sex relations, which are completely illegal in
fifteen or so states. In almost all of the others states, the age of consent for gay sex is the same as
that for het-sex. Two exceptions are Nevada and New Hampshire, which both allow sixteenyear-
olds to consent to a member of the opposite sex, but set the limit at eighteen for those who
go the other way. Somewhat startlingly, even though New Mexico's age of consent for straights
is seventeen, it's thirteen for gays and lesbians.
The situation around the world varies even more than within the US. The age of consent in the
UK is sixteen, except in Northern Ireland, where it's a year older. Various territories in Australia
set the age at sixteen or seventeen, and in Canada it's universally fourteen. The lowest age — in a
few countries, such as Chile and Mexico — is twelve. Only one country is known to have set the
age above eighteen — Tunisia, which feels that twenty is the acceptable age.

AVISO

por Francisco

Por motivos a que ainda somos alheios, não temos acesso neste momento ao email do Tribuna.
A todos que enviem artigos, pedimos que o façam não para o email habitual (tribuna.fdup@iol.pt] mas para o meu.


Francisco

Onde encontrar:

por Sara Morgado em domingo, 26 de abril de 2009

Campeões mundiais da Sueca;
Atletas olímpicos de salto em comprimento;
Atletas olímpicos de pedra para o rio;
Os melhores Polícias e Ladrões da histórias do crime;
Os piqueniqueiros mais à maneira da história dos piqueniques;
Luas de todas as formas e feitios;
As mais incríveis personalidades da fotografia;
Pessoas que conseguem dizer a expressão “Que bonito” incansavelmente, sempre de sorriso de orelha a orelha?

Nas dinâmicas de grupo, claro :)

E, já agora, descubram as diferenças:





(Segunda fotografia deste post)

Paz&Espada

por Manuel Marques Pinto de Rezende

Já não escrevia cá há algum tempo, e ainda assim vim escrever atrasado. Peço imensa desculpa.

Impulsionado pelas palavras da Daniela, e por um texto que me pareceu peculiarmente imaginativo, um exercício hipotético que eu raras vezes, ao longo de uma vida de exercícios hipotéticos, vi em prática, resolvi copiar-lhe a ideia e expor uma síntese fictícia do que seria o País caso não se tivesse dado o 25 de Abril e se tivesse mantido o regime ditatorial (o que, ao fim de mais de 30 anos, seria muito pouco provável de acontecer).
Ou seja, resumindo, vou inventar à fartazana.

Aí vai:

1- Se o País nunca tivesse saído da Ditadura, manter-se-ia a corrupção, alastrando-se por mais sectores da Administração e órgãos de fiscalização do Estado.

2- Haveria ainda mais favorecimentos por parte de Estado aos magnates da indústria, e substituir-se-ia o proteccionismo das pequenas indústrias somente pelo proteccionismo às grandes indústrias.

3- Mantinha-se a repressão administrativa, engenhando-se maneiras de aumentar as custas judiciais e favorecendo-se uma política de apelo à decisão dos Tribunais, perpetrada pelos Ministérios, sempre que estes se arvorassem em defensores dos particulares e exigissem da parte do Governo indemnizações a todos a quem passam por cima dos respectivos direitos.

3- Proibir-se-ia o ódio racial, mas incentivava-se o ódio de classe, visto que o conservadorismo do Estado Novo quer que todos sejamos humildes por igual, excepto a classe económica politizada.

4- Mantém-se o amor a certas manifestações colectivas, procurando-se o ardor das massas. Assim, nos dias 25 de Abril, o regime do Estado Novo obrigaria as estações de media públicos a cantar ininterruptamente canções exaustivamente alentejanas, sendo que a principal seria a Grândola Vila Morena, e deveriam fazê-lo de joelhos, de rabo virado para Meca.

5- O terrorismo de Estado continuava, mas mitigado. Em vez de lápis azuis, o Presidentes de Conselho usariam do seu poder para pressionar as estações televisivas públicas e privadas para passarem certos conteúdos mediáticos. Continuar-se-ia a iludir as pessoas com futebol e Fátima.
Em vez do lápis azul, os Governos usavam de meios judiciais à sua disposição para processar os jornalistas, contando com o vasto aparelho da comunicação social partidarizado para lhes dar cobertura e fracturar a opinião pública.

6- Far-se-ia uma Constituição sem a referendar, ainda que a mesma fosse feita sob pressão das Forças Armadas, sectores reaccionários da revolução.

7- Exigir-se-ia dos Jovens a entrada na vida política como forma de ajudar ao progresso económico/profissional. Seriam criadas várias Juventudes Partidárias, porque a Mocidade Portuguesa já não cumpria o objectivo de criar pessoas que aos 18 já tivessem mentalidades político/ideológicas fixas, com sucesso. Ocupar-se-ia as camadas jovens mais acéfalas e afectadas pela propaganda regimental de manter "a luta na rua", numa forma de protesto infinito por liberdades tão abstractas como incompreensíveis, para dar a impressão que as liberdades democráticas estão a ser exercidas. Esses jovens, resultado de experiências envolvendo cruzamentos entre primos, apelidar-se-iam Bloco de Esquerda.

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De facto, não fosse o golpe, e este país estariam em valentes maus lençóis.

pergunta abrilesca

por D. em sábado, 25 de abril de 2009

Ora, e aqui pergunto a todos os tribuneiros e caros leitores, como seria o Tribuna sem a revolução de Abril? Seriam as mesmas pessoas a escrever, seria um jornal clandestino, os temas que ocupam as páginas seriam os mesmos? E as cores das letras? E os cabeçalhos? Será que os professores iriam colaborar? Seria o espírito naquela pequena sala o mesmo?

Black (legendado)

por Angelina

Sim adoro a música;
E sim,acho piada a coisas muito parvas;
E não,não acho que tira todo o encanto da música.
No entanto há partes que já não consigo ouvir sem me rir sozinha no metro - o meu sitio por excelencia de entrega aos encantos músicais do meu mp3(espero que em breve meu Ipod nano verde alface )-.
Tem partes muito toscas mas outras são de rir (bem pelo menos eu rio-me mas não sou exemplo sou de riso fácil =P).Enjoy :)



Bom fim de semana =) mesmo para os cortes que não vão ao Errancias (embora não mereçam =P)

"Lá vou eeeeu" xD

"Mankind Is No Island" by Jason van Genderen

por Ricardo Mesquita