Hoje descobri uma coisa interessante!!!
Na segunda guerra mundial na praia de Omaha, onde o desembarque foi mais complexo, nao morreram à volta de 2000 pessoas como os numeros oficiais da altura referiam. Não!!
Só nas primeiras 3 horas foram 4500 a 5000 americanos, sendo que a praia foi ganha por acaso, quando um grupo de rangers, não aparecendo onde deviam(point du HOc), devido a nao terem recebido o sinal, foram para omaha e entraram por um caminho, e devastaram todas as defesas alemâs....
CASO CLARO DE SORTE!! Mas ainda bem que ganharam....
Fonte canal de história
Rodeado de amigos escrevo no bar.
Ouço cantares, risos; vejo afecto e Paixão.
"Vou ter equivalência a Reais.", ouvi. "Vais vais...", pensei. Mas não disse...
Ao longe o senhor gesticula ri e sorri, e a fila aumenta e aumenta.
A torrada do meio é saboreada lentamente. O palato apurado regozija com tão exquisite panóplia de sabores e colesterol.
Paixão deambula pelo bar. É sexta-feira, o bar está calmo, as pessoas estão felizes. Estão felizes mas muitos julgam que o seriam ainda mais lá fora. Com outro alguém. Mas nada dizem.
"Fui a Paredes de Coura em 2003", ouço. "Que fixe que és", pensei, mas não disse.
Os minutos passam. O óleo entranha-se nas roupas. Paixão partiu.
E nós ficamos, remando contra a corrente, almejando um passado que já não volta.
Vale especialmente pelas sublimes (ou não) referências ao nosso amigo Nuno Paixão, e ao Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald.
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Assustador, é no mínimo a descrição mais branda para este capitulo na obra “ Stalin and The Court of the Red Tsar
“ , de Simon Sebag Montefiore. Este pode ser descrito como o momento mais crítico da carreira do mais sanguinário ditador da segunda grande guerra. Aprendi que por dois dias ele abandonou o poder, refugiando-se no seu escritório, esperando por alguém que o tentasse substituir. Por medo, ou por incapacidade nunca houve um audaz. Stalin era inteligente e não caiu no seu momento de maior fraqueza pois todos os seus opositores estavam mortos. Foi também o ano em que ele fez tentativas desesperadas por encontrar a paz com a Alemanha Nazi através da embaixada Húngara, enquanto a BlitzKrieg atingia Moscovo com a sua máxima força. Foram tempos difíceis para os Russos, onde a coragem era induzida pelo medo, não de perder a sua pátria, mas a sua vida. Stalin governava com punho de ferro o Exercito Vermelho, através de um sistema duplo, de militares e comissários políticos. Recuar era traição. Render-se ao inimigo era sentença de morte para toda a família que ficava.
Desta época recorda-se sempre Hitler como o pior, o que matou 6 milhões de judeus. Pois Hitler é um menino comparado a Estaline, que só em 2 anos condenou 15milhoes de Ucranianos a morrerem à fome. Fora os deportados para os Gulags, as vitimas das purgas, todos aqueles que por incompetência dos Oligarcas que se julgavam generais, morreram nas frentes de batalha, e os civis exterminados. Os povos deportados para regiões tão remotas como a Mongólia.
Um colega de faculdade uma vez disse-me. “ Os grandes génios mi
litares da segunda guerra foram, Rohmel Patton e Montgomery, os russos não tinham nada, apenas numero “. A ideia feita por uma sociedade que cresceu a ver os filmes de Hollywood, e a jogar Call of Duty, esquece-se que a Normandia e a intervenção Americana na Europa, foram uma gota comparada a toda a barbárie assistida na frente Oriental. ¾ de toda a Wermatch, estavam a lutar numa frente que se estendeu desde Leningrado até as margens do Mar Negro no Cáucaso. Se falarmos em génios militares à cabeça terá de estar Zhukov o herói da defesa de Moscovo. Como um dia foi dito “ a quantidade é uma qualidade por si só “. Um exército de 12milhoes, não é um “ nada “. A esse meu colega que julga a Normandia o conflito mais sangrento da segunda guerra, eu posso responder que foi apenas o quinto. A mais mortal batalha foi a tomada de Minsk pelos Nazis.
Isto tudo leva-me a crer que mais perigoso que uma ideologia de ódio como a Nazi, é o apropriamento do Marxismo para legitimação de um dos mais pérfidos governantes que a terra já viu. O Stalin é uma personagem Histórica fascinante, mas felizmente hoje está a distância de um livro.
- 8 comentários • Category: A Leste Nada de Novo
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DO POBRE B.B.
1.
Eu, Bertold Brecht, sou das negras florestas
Minha mãe resolveu pelas cidades andar
Comigo no ventre. E o frio das florestas
Até à morte me há-de acompanhar.
2.
A minha casa é a cidade do asfalto. Desde o início
Apetrechado com os sacramentos da morte:
Com jornais. E tabaco. E aguardente.
Desconfiado, sorna, e no fim com sorte.
3.
Sou amável com as pessoas. Até ponho
Chapéu de coco, como elas gostam de usar.
Digo: Têm um cheiro especial estes bichos
E digo: não faz mal, o meu não é melhor.
4.
Nas minhas cadeiras de baloiço, de manhã,
Às vezes um bando de mulheres faço sentar
E olho para elas descuidado e digo:
Com este aqui não podem vocês contar.
5.
À noitinha reúno homens à minha volta
Por "gentlemen" nos vamos tratando.
Eles põem os pés nas minhas mesas
E dizem: Vamos melhorar. E eu nem pergunto: Quando?
6.
Cedinho ainda, no pardo amanhecer, os abetos mijam
E a passarada, os seus parasitas, começa a gritar.
A essa hora bebo um último copo na cidade e deito
Fora a beata e, inquieto, vou-me deitar.
7.
Fomos vivendo, nós, leviana geração,
Em casas tidas por indestrutíveis.
(Assim construímos os altos caixotes da Ilha de Manhattan
E, para divertir o Atlântico, as antenas flexíveis.)
8.
Destas cidades ficará o que as atravessou: o vento?
A casa alegra quem come...e a esvazia.
Sabemos que somos meros transeuntes
O que depois virá é de pouca valia.
9.
Nos terramotos que aí vêm, espero
Não vou deixar apagar o meu virgínia, amargurado
Eu, Bertold Brecht, vindo das florestas negras pr'as cidades de asfalto
E em tempos no ventre de minha mãe pr'aí lançado.
Bertold Brecht, tradução João Barrento
apud livro leitura (?) "Tambores da Noite"
Eles são totós, toda a gente sabe.
E fazem música choninhas.
Correspondem a 70% da população islandesa.
Actualmente, o PIB deste país depende deles.
Os fãs desta banda são esquisitos, têm a mania e geralmente são banda sonora das miúdas de Artes.
E percebe-se: os membros são rapazotes sem barba e camisolas às riscas a dar uma de sensíveis.
Os videoclips são bizarros e metem gente bizarra sempre e depois muito verde lá das terras geladas.
A voz é realmente terrível, já para não falar da língua que ninguém entende, mas todos acreditam que as letras são realmente poéticas.
Têm sempre instrumentos que ninguém conhece, para dar uma de alternativo ou assim.
E os concertos estão naquela nova moda do minimal.
Mas pronto. Eu gosto.
Durante anos, o Lavabo dos Homens tinha regras consuetudinárias que eram respeitadas pelas pessoas de bem, que eram as únicas que iam aos lavabos.
Acontece que a massificação da cultura do banheiro público, bem como a cada vez maior necessidade de fazer cocó enquanto se está numa fila de repartição das finanças, tornaram o Lavabo Masculino num sítio anárquico, onde há muito Deus e os bons costumes abandonaram a cena.
Dantes, o Lavabo era a pequena mansão do Homem. Ele fazia lá o chichi, e não permanecia nela mais que 15 minutos. A contar com o lavar das mãos.
Hoje, o Lavabo dos Homens serve para o rapazote se pentear, escrever enormidades na porta do quarto de banho, dar umas beijocas no namorado, lavar as mãos com gel (que mariquice, meu Deus! o que aconteceu ao velho sabonete...)
A Nova Lei dos WC masculinos deverá instituir a obrigatoriedade de urinar com um urinol de intervalo do urinador mais próximo. Só assim teremos um Estado de Direito que previrá as situações mais catastróficas algumas vezes ocorridas nesses locais.
Só assim os homens pararão de falar durante a mijinha, mantendo uma austera mas simpática distância. Acabar-se-á a tentação de olhar para a pilinha do Homem do lado!
Acabarão as alturas em que temos de nos dirigir à retrete para fazer algo que não exige uma retrete!
Será por fim livre o Homem, e livre o espaço do Lavabo.
Para uns é absolutamente uma futilidade, para outros uma verdadeira obsessão, no espaço que lhes é intermédio surge aquilo que acredito ser uma forma muito intima de expressão.
A maneira como nos vestimos pode dizer muito de nós e sobretudo pode ser uma viagem muito divertida para aqueles que gostam de quebrar barreiras, fugindo ao status quo, misturando, absorvendo e criando tendências que fazem a moda, das passerelles para as ruas.
Como flâneur, adepta dos prazeres da observação, refugiada no anonimato que só a cidade permite, descubro um mundo novo, onde a regra é ousar, mas sempre procurando definir um estilo próprio, a individualidade dentro de um universo global.
Como ser único nesta selva de franchising!
A procura pode não ser fácil, mas a descoberta é muito gratificante.
Pelas ruas desta cidade que já é minha, e com grande perseverança, vou encontrando esta individualidade nas obras de novos criadores de moda, que com um cunho muito pessoal, vão criando as suas colecções, aliando o bom gosto à loucura, para mim de uma forma genial.
Da Rua do Almada a Miguel Bombarda, as lojas de autor multiplicam-se. Vendem-se peças vintage, roupas usadas, acessórios com legado. A música também se alia. Os discos de vinil voltaram a rodar, desenhando, por vezes, uma aura glamourosa e requintada ao som de Juliette Greco, ou deslizando ao underground misturando batidas num electro intimista.
A sensação de liberdade nesta procura é enorme. A criatividade parece infinita. Para estes criadores nada é exagero, tudo é permitido, sempre com muito estilo!
Para os cépticos e para os outros que ainda acham que a moda não é uma forma de arte, ofereço uma viagem até Paris, para muitos o epicentro de todo esta corrente fashionable. Em vez de monumentos ou colecções de arte, descubram os homens e mulheres que percorrem as ruas desta cidade, transpirando toda a sua essência.
A viagem frenética começa em www.garancedore.fr, o meu predilecto. Nenhum outro capta com tanta expressão o estilo dos parisienses. Mas a viagem pode continuar até à citadela materialista de Milão, ou à sofisticada mas informal Nova Iorque e ainda à dandy Berlim em thesartorialist.blogspot.com.
Enjoy the Trip!
Ana Cláudia
"A verdadeira bondade do homem só pode manifestar-se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma.O verdadeiro teste moral da humanidade (o teste mais radical,aquele que por se situar a um nível tão profundo nos escapa ao olhar) são as suas relações com quem se encoontra à sua mercê:isto é,com os animais.E foi aí que se deu o maior fracasso do homem, o desaire fundamental que está na origem de todos os outros"- Milan Kundera,em "A Insustentável leveza do ser "(livro que ainda não tive oportunidade de lêr mas se se cumprir aquela máxima de que os livros são sempre melhores que os filmes a que dão origem,deve ser de leitura obrigatória)
E porque é k que eu gosto sempre das citações introdutórias dos livros?
PS:Para quem tiver oportunidade convido-os, em nome da nossa Sandrinha a compareçerem ao lançamento do novo livro dela "Trovas de Cetim" hoje,dia 18 de Abril, ás 21h30 no Majestic .
Um bom fim de semana para todos.
