A evolução dos tempos

por D. em sábado, 11 de abril de 2009

Enquanto passava os olhos pela estante dos cd’s deixei os olhos percorrem todos os títulos até às últimas filas, onde estão aqueles que se deixam de ouvir com o tempo. Haviam vários entre originais e gravados, muitos que não ouço já há anos e que nunca hoje conseguiria ouvir até ao fim e não pude deixar de pensar no quanto esses pequenos detalhes indicam que se cresceu e que a personalidade se moldou em alguns anos sem sequer darmos por isso. O mesmo acontece com os livros, com as convicções políticas, com as pessoas com quem falamos, com a religião ou falta dela, com o sexo, com a perspectiva que se tem de todas as coisas que nos rodeiam e mesmo pela escrita.

Pergunto quantos de nós terão dado pela adolescência passar, quando sempre nos disseram que é aquela fase em que somos contra tudo e em que muito dificilmente os outros connosco conseguem lidar. E quando por lá passamos achamos que somos tão diferentes de todos os outros, que não passamos pelas mesmas crises e preconceitos e manias e modas e maneiras de ser que são sempre as mais alternativas de todas face aos outros que connosco partilham a idade. E aí lembro-me como isso era o reflexo tão simples do grupo no secundário por todos olhado de lado e como isso era o reflexo também de certas escolhas em vários aspectos. E mesmo que cada um de nós na altura tenha achado que não estava nessa fase, pergunto quem não tem na mesa-de-cabeceira cadernos e cadernos de poesia atormentada por amores e desamores, por noites levianas e outras que tais, escritos que na altura eram tão sinceros e que hoje são altas gargalhadas. Quantos de nós acabamos por perder esse poeta que escrevia a todas as horas e que sempre tinha uma dor abafada no peito, nem que seja porque o mundo era simplesmente um lugar muito mau e triste para vivermos.

E existem depois os bilhetes de concertos, todos catalogados e guardados religiosamente quando dizíamos a todos os outros que aquela sim era a nossa banda favorita e que sempre íamos ouvir aquilo, quando hoje provavelmente já nem seríamos capazes de voltar a investir dinheiro para ir a Lisboa assistir a esse concerto (e eu falo olhando um bilhete de um concerto de Limp Bizkit). Hoje é simplesmente intragável à audição e rimos de termos perdido tempo e dinheiro com tais invenções musicais que na altura faziam com que pertencêssemos a um qualquer grupo aceitável de pessoas.

E também nos filmes isso volta a aparecer, ao vasculhar antigos bilhetes de cinema, ao pensar em antigas tabelas de eleição, em filmes que supostamente nos tinham marcado por completo e que hoje percebemos serem apenas lixo (e não, eu nunca gostei do Titanic). E perguntámos como é possível a mesma pessoa ter conseguido gostar de tudo aquilo e hoje simplesmente achar que aquilo seriam gostos de alguém muito diferente. E quantos provavelmente não fizemos essas escolhas apenas porque iam contra a corrente, contra a manada? Mas na altura, era simplesmente porque já estávamos demasiado avançados para gostar das mesmas coisas que os outros…

O mesmo sucede quando abrimos os armários e as gavetas e encontrámos peças de roupa que não têm assim tanto tempo, mas que nos são totalmente indiferentes e perante as quais pensamos como era possível termos andado assim. E os que nos acompanharam lembram-se de nós naqueles trapos e trocam-se sorrisos e histórias e no entanto, as memórias não nos deixam simplesmente deitar fora e deixar de fazer de conta que são nossas.

E o mesmo acontece com as nossas antigas crenças, em que tínhamos sempre a posição mais extrema em relação a tudo, sendo as nossas doutrinas sempre as certas. Quando nos dizem que são coisas passageiras que perdemos com o tempo e que dali a alguns anos vamos perder e mudar radicalmente de novo. Todas as causas nos parecem certas e a precisar do nosso apoio e do nosso lado, correm lágrimas, muita raiva e durante dias e dias precisamos de saber tudo o que está por detrás, dominar o assunto e tentar convencer os outros. Hoje, provavelmente, todos os autocolantes, panfletos, textos, opiniões, recortes e afins nos parecem passados e as causas acabaram por se perder, muitas vezes adoptamos hoje uma postura totalmente diferente (é o caso do autocolante anti-tabaco na janela de um fumador que tentou apagar a marca, mas em vão, a cola continua na janela a deixar lembranças). Nenhum de nós poderia alguma sonhar fazer parte do maldito sistema, da ordem, do lado que afinal acha que a lei é necessária e tem de ser cumprida, hoje, ainda algum de nós diria ser impossível viver sem um sistema, mesmo que não o actual?

Há dias confessava a incredulidade perante o facto de há já algum tempo me comover com coisas que antes não me faziam a mínima moça. Nunca chorar a ver filmes ou séries, por vezes com canções e outras com livros. Mas agora, várias vezes isso acontece com coisas que têm significados diferentes das outras todas: antes chorávamos a ver os filmes do 25 de Abril (e ainda se chora, mas já não apenas), do Maio de 68 e de outras coisas símbolos de causas maiores. Hoje chora-se com coisas que mostram os laços que se formam entre as pessoas, com mulheres que fazem laços de amizade serem de carne, homens que arriscam a vida para salvar aqueles a quem cortaram a amizade, pessoas que não sendo reais inventam histórias que puxam pelos novos instintos que moram dentro de nós (mas não, ainda não estou no grupo das pessoas que choram com anatomia de Grey). E tirando a desculpa de provavelmente ser a marca de pílula, a tpm, o tempo, o estudo, o cansaço, os homens, a verdade é que tudo não passa e não podem passar da evolução por que passamos de repente. Seis anos não é assim tanto tempo se pensarmos que passou mais depressa do que era suposto, é a fase mais curta por que alguma vez vamos passar ao longo dos nossos anos e onde formámos aquilo que nos há-de acompanhar durante todos os outros. E agora? A quem podemos atribuir as culpas daquilo que não gostámos? E que destino podemos dar a todas as coisas que hoje já não conseguimos ler nem ouvir (e ainda no outro dia despachei uma colecção de livros que nos meus 13 anos eram quase como bíblias sagradas)?

Será que a incapacidade de olhar para trás e notar uma certa evolução em relação a tudo indica que simplesmente não crescemos?

Paz&Espada.

por Manuel Marques Pinto de Rezende

"É preciso ser idiota para se ver um filme da vida de Che Guevara. No final, como toda a gente sabe, ele morre. E ainda por cima, descalço. Espero não ter estragado a surpresa a ninguém"

Woody Allen

Cachaços a Velhas

O Tribuna é um blogue de poetas e poetizas, líricos e liricistas (ouvi esta expressão pela primeira vez num álbum do Valete, Educação Visual, em 2003, ou 2002, e é o erro mais bestial de sempre).
As pessoas escrevem do fundo do coração, que é coisa que sempre me impressionou, comove-me a dispersão de sentimentos e o á vontade com que a pena (neste caso, o teclado) dessas pessoas escorre sobre o papel (neste caso, o monitor) a sua sensibilidade pacífica (neste caso, pacífica também).
O que me impressiona duas vezes é o facto de os Tribuneiros (ou Tribunantes, ou Tribunafareiros, ou Tribunaralhences, que os leitores não sabem mas a direcção deste jornal lança sempre novas denominações todos os anos, e às vezes, quando estão mais inspirados, todas semanas) conseguirem ser líricos na exacta mesma medida que conseguem introspectivos.
O Tribunaleiro nunca diz duas vezes a mesma expressão, não no mesmo texto (nem todos são a tal ponto originais). Ele, qual ser iluminado por musas que nunca depositaram o seu olhar em mim, transporta a sua dor ao mundo e à Lingua Portuguesa, magoando a primeira com a sua crise existencialista, e a outra com os seus erros gramaticais.
Ora vejamos:
Diz o HM (Homem Médio, e não Henrique Maio ou Hermengarda Maluca) algo como: "Está sol, apetece-me dar uma berlaitada em alguém!"
Diz o Tribunalhoco: "O Astro Gigante ilumina-me o rosto sulcado da sua energia galáctica, e lembro-me de ti e da forma como entusiasmavas-me as noites". O Tribuneiro tem sempre uma recordação. Há um que se lembra detalhadamente da sua terra Beirã, e fez um blogue à custa disso e tudo.

E pergunta-me o leitor (principalmente um que eu conheço muito bem e estou cá a ver) : "E diz lá, ó Manel, que tenho eu a ver com isso, que leio o Tribuna Blogue diariamente, mas nada sei nem quero saber sobre os Tribunalamalamaleques?"
Eu, caro leitor, não falo somente dos Tribunantes. Falo da gloriosa raça poeta que avança pela blogosfera e infecta através do clique do rato. E eu estou só e desamparado perante ela.
Eu nunca vou conseguir dizer: " E do dentro do Eu sai a expressão conturbada do meu egocentrismo, e esse Eu diz-me: a densidade pluviométrica deste lugar afasta-me do Nós, e desperta em Mim a vontade de retirar do Eu uma sensação de prazer solitária, como nos dias em que me apertavas a mão e levavas ao Mundo dos Vivos", o mais perto que eu diria, e seria uma tradução desta frase, soaria a isto: "Foda-se, está a chover e estou-me a molhar, daqui a nada vou pra casa, satisfazer-me solitariamente."

Portanto, vou tentar abrir o jogo e mostrar um pouco de sensibilidade também.
Eu tenho um amigo, que não sou eu, que em novo sonhava em fazer amor com uma velha gorda. Tenho outro amigo que dava cachaços a velhas. Mas esse é diferente. Esse todos os dias realizava os seus sonhos. Era ver os trémulos pescoços arcanos a suportar com umas valentes sapatadas e tremelicar de dor e surpresa, que maravilha, pensava o meu amigo. Mais tarde cresceu, fez-se homem, e está agora num cargo de chefia da JSD.
Mas esse meu amigo que tinha a tal tara de entrar em intimidades com uma senhora velhinha e gorda, e esse amigo não sou eu, nem o Guilherme Silva, nunca pode enfrentar o seu sonho de frente, e de lá retirar explicações, ilações, algo do Eu dele que lhe comprovasse ser um taradão de primeira água (e mais uma vez, repito, este meu amigo não sou eu, nem o Daniel Oliveira).
Inspeccionemos conjuntamente toda a complexidade fazer amor com uma senhora de idade, obesa até aos píncaros da curiosidade científica. Seria necessário atenção redobrada, e nada de canzanas nem coisa que o valha. Ela ficaria, no máximo dos máximos, por cima., em posição de explorador capitalista. Depois, muito provavelmente, não se mexeria muito, visto que toda a massa gordular, ou coisa que o valha, se encontrava concentrada nos lados da cama e no peito do pobre coitado do meu amigo, tornando a estabilidade do leito severamente comprometedora. Imaginem agora que estavam a fazer isto num colchão de água! Sim, porque o meu amigo está aqui ao meu lado e diz-me que, de facto, era assim que imaginava a noite de tórrido amor. E aproveito para repetir que esse meu amigo não sou eu, e o tipo que escreve o Café Odisseia também não. Imaginem só. Vocês também, senhoras leitoras. O que seria fazer o amor com um senhor velho e obeso. Imaginem, e preparem-se para o futuro, que nós , ao contrário de vós, não temos a obrigação de estar sempre em dieta e jeitosos (Soeiro do BE dixit).
O porquê clínico e psiquiátrico para o meu amigo ter este tipo de sonhos prende-se a questões sérias e graves, questões as quais, de momento, varreram-se-me completamente da cabeça, estando eu sem aparente forma de explicar. Mas é sério. E grave.
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Boa música para dar cachaços a velhas é esta:


No silêncio, as palavras

por Ricardo Mesquita em sexta-feira, 10 de abril de 2009

Gosto de igrejas vazias. Gosto de sentir que há espaço para mim e para aquilo que carrego debaixo do silêncio; gosto de sentir que não há ninguém a roubar-me o ar de que preciso e que me falta no peito, tantas vezes.
Tenho ido a umas igrejas, dessas escondidas da poeira do mundo e da sua voz, para ouvir o silêncio. Para ouvir as perguntas, para não ter nada com que as abafar e elas sairem assim - nítidas e pela minha voz.
Estive muitas vezes sentado num desses bancos, a desenrolar a alma e as suas curvas, sem ter de levantar muito a voz, sem ter de a ouvir sequer. Houve rostos que vi com a vida pendurada por um fio àquela nesga de esperança que era a paz emprestada por uns segundos.
Perguntava-me o que lhes iria debaixo da pele; o que seria isso da vida sair ao contrário mas continuar a ser vida.
Provavelmente não mais verei os rostos daquela gente que, fora do umbral daquelas portas, se perderá de mim, sem volta.
Fui lá para ouvir a profundidade das ausências, para ver até onde iria o avesso dos sonhos. Para ouvir o que calamos tantas vezes à superfície, por debaixo de uma vida que continua e que gostamos de acreditar que acompanhamos sempre. O Mundo não pára connosco. E o sentirmos que há nesse movimento incessante uma fibra e uma força que nos falta, faz-nos recolher a todos, sem excepção, ao silêncio que nos devolve como resposta um silêncio com a calma do peso que saiu. Um silêncio que tem como resposta um silêncio calmo como um abraço fechado, onde se choram lágrimas que são palavras feitas água.
Não fui para falar. Não fui para ouvir respostas. Fui para ouvir em mim o que sempre falou. E não tive medo de palavras que não queria ouvir, de esbarrar com a incompreensão.
Devolveram-me as paredes a calma e o silêncio, onde pude ouvir a memória do que já não tenho e, onde me pôde visitar assim banhada por uma luz tenra, a saudade infinita, que chegara. Não me senti sozinho naquele banco.
Levantei-me, olhei para trás, para aquele mesmo banco de igreja. Não sei quando voltarei. Sei apenas que ali ficou de mim o silêncio que não quebrei mas que ouviu dizer da minha boca em silêncio, o que o Mundo não pode ouvir sem palavras.
Havia saudade. E fiquei feliz - por ser a saudade a prova que dói do amor que ainda temos por alguém. Que dói o amor. Mas que, mesmo com dor, é amor. Como alguém que sai pela porta de uma igreja sem saber quando volta. Mas que voltando, tem um banco onde a luz nos recebe como os braços de alguém que nos ama.

O Belicista

por Duarte Canotilho

Dado que estamos numa onde de apocalipse.. (ver os ultimos comments do post do bear grills) mostro aqui um video sobre um futuro pós apocalipse núclear.

Enjoy...

http://www.youtube.com/watch?v=iYZpR51XgW0&feature=related

Zenhas Mesquita ou o Ultimate Survivor

por Zenhas Mesquita em quarta-feira, 8 de abril de 2009

Para mim, a chegada das ferias, significa quase sempre uma ida ao campo. A vida rural é então já uma banalidade, tanto, que as coisas que por la faço são as mais naturais. Esta noção de que tenho do mundo onde vivo, foi abalada nos últimos dias. Descobri que a visão da cidade, aos meus passatempos na aldeia, é quase que a de um espectador a ver o Bear Grylls no Discovery Channel. Afinal eu sou o verdadeiro Ultimate Surivivor

#24 às terças, quase como acaso

por TR em terça-feira, 7 de abril de 2009

Amaneirado, sê-lo-ia, sê-lo-ia. Tão amaneirado como outra coisa qualquer. Tinha maneiras, maneiras em excesso, sobrando-lhe um certo jeito de dizer umas quantas coisas.
Dizia-as flutuando, em demasia, e por isso amaneiradamente, amaneirando-se. No fim virou amaneirado, coitado, mas sempre (faça-se a vénia) como um cavalheiro...à maneira.

Fado incerto

por Anónimo


"Não parei de pensar desde a última vez que tivemos juntos. Tudo é mais difícil agora e não te sei explicar porquê. Quer dizer, o sentimento é tão claro e óbvio, mas por outro lado não vejo uma palavra que o descreva na perfeição. Talvez porque custe ser claro para os outros, talvez porque me apeteça fugir desse confronto. Não sei ao certo o que torna isto tão mas tão árduo e não sei como tirar estas cordas dos meus braços e pernas. Prometi dar-te um presente, fi-lo em forma de escolha, numa mão tinhas uma pequena marioneta (bastante catita) na outra mão tinhas a mais hedionda rosa. A tua escolha, amarga a meus olhos, nunca foi clara. Digo-te hoje o que significava cada: a marioneta, era eu, podias (e se calhar sempre o fizeste) brincar comigo, estrangular-me, desmembrar-me, odiar-me, fazer preces à Fortuna para que me magoasse; a hedionda rosa, era e será sempre a mesma peça de teatro, o mesmo palco onde tu e eu nos perdemos constantemente e nenhum de nós se levanta e assume posição. Não sei ao certo o que é que escolheste deste presente nunca desejado por ti, mas como oferta tinhas que o receber, pois odiares-me é fácil, mas fazê-lo friamente e claro é coisa que de ti nunca esperarei. De ti e de qualquer outrem que se diga pessoa, não é assim? A vida tem destas coisas, ser-se inocente ao ponto de se acreditar no Homem.

Quero-te falar do ódio e como sinto que é perda de tempo. Li em tempos que nunca deviamos perder tempo a explicar ódio e desgosto por alguém quando podiamos aproveitar tais momentos para demonstrar amor por aqueles que gostamos. Sábias palavras e se isto foi algo que sempre senti até hoje, depois de lidas (aquelas palavras) tornou-se fé, fanatismo, religião. Amar em vez de odiar, é assim tão difícil? E aqueles momentos em que somos sinceros, mas que para terceiros somos tão frios que magoamos os outros? Paradoxo? Provavelmente quando somos frios e magoamos só queremos o melhor para essas pessoas e quiçá depois de tanta frieza elas crescem no agir e tornam-se mais afáveis, alegres e amorosas.
Penso no que te digo e sinto-me estúpido, falo-te de amor. Coisa estúpida essa, não é? Para que falar de amor se podemos perder o nosso dia a falar de todas as outras coisas que nos afastam dele? Se podemos discutir tudo o que é importante para manter os teatros, essas hediondas rosas. Digo-te, em qualquer ocupação tua, vais encontrar amor. Olha, o caso daqueles mesquinhos advogados e senhores do direito, eles a serem tal, amam a justiça, não é assim? Seja lá o que ela for, afinal de contas é so mais um anelo subjectivo de cada um, certo? Podes não acreditar no que te digo, não é censurável.
Gosto de perder horas a descrever o amor com amor na fala e se tal acção se confunde com alguma fragilidade minha, apenas vos digo na minha humilde posição que têm que ser livres (se assim o desejarem).

Mas, não me quero perder neste devaneio, voltemos ao início: "Não parei de pensar desde a última vez que tivemos juntos". Sei o que dizer em seguida, sei o que pensar, sei o que esperar e desesperar, mas não sei o que fazer concretamente. É tudo tão confuso, mas já não parte de mim. É certo que amo, amo as pessoas, mas já dei tanto, porque tem que partir de mim? Cada vez mais a minha alma se liberta e todas as correntes passam de mim para ti (vós)."

Um dia, talvez, o cansaço crescerá em mim de tal forma que falar de amor me provocará enjoo. Nesse triste (e que triste) dia, deixarei de ser Homem, não é assim?"

alea jacta est

por Ary em segunda-feira, 6 de abril de 2009

Quatro cavaleiros do apocalipse


Guerra - Cavalo Branco
Peste - Cavalo Vermelho
Fome - Cavalo Negro
Morte - Cavalo Esverdeado

Por mais que as modas mudem

por Sara Morgado em domingo, 5 de abril de 2009

Há bandas que, de certa forma, são nossas. É a “nossa” banda, enquanto os anos passam. Sabemos que essas músicas para nós nunca vão deixar de soar, por mais que os sons sejam já diferentes, por mais que as pessoas à nossa volta já estejam fartas de nos ouvir falar dela. Começamos a encaixar diversas músicas e diversas letras em diversas alturas da nossa vida. Quando dá aquela batida, sentimos de novo aquilo que sentimos em determinado acontecimento. Sabemos que um álbum, por mais vezes que tenha sido ouvido, nunca nos cansa. Gostamos de descobrir pequenos segredos nos álbuns, gostamos que nos surpreendam com pequenas notas e truques escondidos e, depois de tanto tempo, ainda cantam alguma coisa que nos faz pensar “é mesmo isto”.
Eu comecei a ouvir quando era pequena. Inicialmente ouvia porque era o que dava cá em casa, depois comecei a gostar de algumas, mais tarde deliciei-me com a obra.
Por mais que as modas mudem, isto perdura:


Tanque - Ornatos Violeta

Lembrei-me agora

por Francisco

de que na edição escrita de Dezembro, a minha coluna era suposto ter uma imagem. Entretanto, por manifesta falta de espaço, não foi possível colocá-la.
Deixo-a aqui agora, pouco importando estar sem texto, dada a força que representa. Convido quem quiser a jogar ao "quem é quem?". :)