do album (1994) com o mesmo nome, da autoria dos Massive Attack.
A Wikipédia, citando a Rolling Stone, diz isto do disco: great music for when you're driving around a city at 4 am.
Não ignorando a magistral descrição, acrescento: great music for when you're home alone, seeing darkness through the window and wishing to share something with someone.
Porque sou galhofeiro e pouco sério, no meu ultimo post neste blog apresentei uma letra fictícia, de uma música fictícia, de uma banda também fictícia. Stranded Heart é o seu título.
Admito que não me saí como esperava com aquele post. Tencionava acima de tudo demonstrar a todos aqueles que durante meses publicaram no blog letras de músicas românticas em inglês, que estas eram tão boas quanto algumas do Tony Carreira, só que em inglês. Não quero com isto dizer que as letras publicadas anteriormente neste blog são más, mas apenas que as letras do Tony Carreira se calhar não são assim tão más também. Apenas em português…
Pois é, Stranded Heart não passa afinal de uma tradução quase literal da música Coração Perdido de Tony Carreira. Devo admitir que quando a publiquei esperava ter pelo menos uns 4 congratulantes comments, além dos fictícios da Daniela e Inês, a quem desde já agradeço. Mas ainda assim sinto-me no direito de perguntar: o que tem a letra da Take my Breath Away dos Berlin que a Coração Perdido não tenha? O que tem a letra da Careless Whisper do George Michael que a Coração Perdido não tem? O que tem a letra da True dos Spandau Ballet que a Coração Perdido não tem? Nada. Todas são românticas, com alguma sonoridade e, acima de tudo, são lamechas. E no entanto, porque é que se disser que ontem à noite fiz o amor ao som da Careless Whisper todos me intitulariam de “inveterado romântico”, enquanto que se o tivesse feito ao som da Coração Perdido não passaria de um emigrante com o sonho de um dia chegar a pequeno autarca?
Se calhar estamos errados nisto da música. Ou se calhar é o Tony Carreira que é muito fraquinho…
Já que falo do horror exacerbado que temos ao que é português, porque não falar também da Luciana Abreu. Sim, aquela cantante, tornada actriz, tornada sex-symbol, tornada alvo da chacota fácil. Como é possível alguém que idolatra o Tom Cruise, tem o CD do Gary Gliter na aparelhagem e o poster da Paris Hilton no quarto, dizer que a Luciana Abreu é uma vendida, badalhoca, com ideias muito erradas sobre Deus e a religião? Apesar de ter algumas boas músicas, Gary Glitter não deixa de ser um horrível pedófilo. Apesar de rica e muito bem-parecida, Paris Hilton não deixa de sim, ser uma badalhoca vendida. E apesar de ser um excelente actor (porque é, acreditem) Tom Cruise não deixa de ter umas ideias muito erradas e estranhas sobre Deus e religião, muito estranhas mesmo. E que têm afinal estas três estrelas que a Luciana Abreu não tenha. Falam inglês, deve ser isso.
Por fim, devo esclarecer que não gosto das músicas do Tony Carreira, tão pouco das da Luciana Abreu. Devo esclarecer que adoro as três outras músicas que citei, e uma até é o meu toque de telemóvel. Gosto de imensos filmes com o Tom Cruise, e a aparelhagem com o CD do Gary Glitter podia ser a minha. Também já vi o cinema de autor que Paris Hilton co-realizou. Simplesmente não os acho melhores ou piores que os dois astros portugueses. Talvez piores.
São artistas…
Como de costume, perante os empecilhos trazidos pelo estudo, o recurso a palavras que não são minhas, mas que muito aprecio. Aproveite o leitor, como eu aproveitei ao descobri-las. Numa manhã ou tarde de Julho, ignoro-o.
Sentes palpitar em ti a ambição da grandeza,
Sentes o travo do ódio, o fel do orgulho e da inveja?
Julgas-te vencedor e enches o peito de alegria,
Crês-te derrotado, e choras dor e amargura?
Então por um momento, olha para as estrelas.
Incomodam-te os atritos, as poeiras deste vasto
Mundo, sofres os horrores da vida quotidiana?
Queres mais do que tens, mais do que sonhas?
Desejas uma doce vida sem tristezas?
Larga o tempo, e olha para as estrelas
Acaso te parece que sabes alguma coisa,
Que tens alguma coisa, que és alguma coisa?
Acaso te consideras o centro do universo,
A raiz das sombras e das luzes?
É simples: olha para as estrelas.
Olha para as estrelas, numa clara noite de verão,
Olha o negro céu, o negro céu luminoso.
Passeia a tua alma nas estradas sem fim,
Do outro lado da sombra, o teu olhar, pelos imensos sóis
Cujo pequeno reflexo mal consegues distinguir.
Vamos, avança sem medo, até onde te levar a tua imaginação.
Não chegarás nunca onde nem queres chegar,
Mas no breve caminhar da tua alma, encontrarás
O repouso dos teus sentimentos desencadeados,
Que é a única resposta dos teus dramas.
António Quadros
"Muitos procuram a ciência; poucos se importam com a consciência. Pois que se puséssemos o mesmo zelo e cuidado a obter consciência, como colocamos a adquirir uma ciência, encontrá-la-íamos bem mais depressa, e conservá-la-íamos com muito mais proveito."
Bernardo de Claraval.
- O que é que se passa, Artur? Porque é que estás nervoso?
- Nada querida. É por causa do debate.
- É só mais um debate…
Artur levantou-se e enrolou o jornal:
- Bom, tenho de ir. – E deu um beijo na face à mulher.
- Ficas bem?
- Fico. Não te preocupes.
Artur saiu da cozinha e dirigiu-se ao hall de entrada, pegando no seu casaco e numa pasta metálica, grande e cinzenta. Estava fria e Artur sentiu medo ao tocar-lhe. O que é que estaria ali dentro?
Artur tinha mentido à mulher. Os nervos não se deviam ao debate que iria ocorrer no Parlamento naquele dia, durante a tarde. Deviam-se àquela pasta que Artur tinha de levar para a Assembleia da República. No dia anterior, Artur havia sido abordado por um indivíduo que não conhecia de lado nenhum. Nem o nome apresentara. Apenas lhe dera umas fotos para a mão. Quando Artur as viu ficou horrorizado. Como é aquele homem tinha descoberto? E depois dissera-lhe que se Artur não queria que aquelas fotos fossem parar à primeira página de um jornal tinha de fazer o que ele dissera. E a ordem fosse que levasse a pasta cinzenta, que o homem tinha na sua mão, para o Parlamento no dia seguinte. E que não a abrisse, fosse em que circunstância fosse. Caso contrário, o homem saberia e as fotos seriam reveladas.
Artur tinha, por isso, de deixar a pasta no Parlamento, no seu assento, antes das cinco da tarde. Ou então todos veriam aquelas fotos tiradas num quarto de hotel, em que apareciam Artur e o seu amante, nús. Seria a desgraça e a humilhação eterna. E nem queria pensar no que é que a sua mulher poderia pensar. Iria cumprir as ordens do homem.
Um dia houve manhãs em que eram sempre os sorrisos que acordavam. Hoje existem manhãs em que já não se acorda, apenas se abrem os olhos. Lá fora há um bom dia que espera por nós: outros virão depois de nós, prometemos um dia. Agora, só resta esperar que outros venham de dentro de nós.
- 3 comentários • Category: o espaço inominável
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BOM DIA, ALEGRIA!
Bom dia caro leitor! Hoje vou falar do facto de nao ter nada para dizer. Sim é verdade hoje não me ocorreu nada para contar, sabendo ainda que começamos um novo ano. Mas... nota-se assim tanto a diferença?
Talvez para o leitor, mas para mim nem tanto. Por isso quis procurar um tema giro para falar hoje. O que se passou no dia 2 de janeiro em toda a história?
Fui procurar à wikipédia....
Mmmmm hoje foi um dia bastante importante, Temos desde a tomada das malvinas pelo reino unido à Argentina, à invasão sovietica da finlandia na segunda guerra, à captura das filipinas pelos japoneses, até ao 2º transplante de coração pelo doutor Barnard.
... Espera o que é isto... "Elevação de choró a municipio"???
Pode não parecer nada, mas o que torna um dia importante, é o impacto que pequenas coisas como a elevação a municipio de uma aldeia tem, na população. As coisas tem o impacto e importância que lhes da-mos, Eu posso nao considerar isto nada de especial, mas se está na wikipédia então pelo menos alguem deved considera-la especial.
Vinte minutos para a meia noite e o cansaço começou a apoderar-se do meu corpo. A verdade é que, apesar de saber que tinha doze passas e um copo de "champagne" à minha espera, o meu coração não se encontrava a um ritmo mais acelerado do que o normal... bem pelo contrário.
Olhei em redor. Um pequeno sorriso me despertou. Estava contente por nós estarmos ali. Era uma felicidade que transparecia nos seus olhos, apenas por partilharmos aquele momento.
O tempo passou entre a luta com as novas tecnologias e a minha falta de jeito.
Dois minutos para a meia noite e uma amena cavaqueira.
De repente, a televisão despertou-nos: "3, 2, 1..." Abraços, beijos, sorrisos, brindes... BOM ANO NOVO!
Este ano [ou melhor, este ano que passou...]não "teve" passas. Não houve doze desejos. Mas também será que serei eu ou as passas quem os poderá concretizar?