Fixação da luz reflectida pelos objectos em Pinhel

por Guilherme Silva em segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
















































É assim em Pinhel...

...de vez em quando.

O Belicista

por Duarte Canotilho em sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O Natal e a Guerra

Hoje caro leitor vou falar de um tema que gosto muito! Vamos falar da primeira guerra mundial. E porquê?? Isto porque em 1914, por esta altura mais ou menos passou-se algo extraordinário na 1a guerra mundial.

Ora foi a 25 de dezembro de 1914 logo pela manhazinha na frente ocidental em frança. As trincheiras ja tinham sido escavadas ha uns meses, e portanto ja tinha começado a chamada guerra das trincheiras onde "ondas" de soldados de ambas as partes atacavam a trincheira oposta. No entanto nessa data foi enviado um telegrama ao comandante alemão da trincheira, por parte das forças da triplice entent (diga-se britanicos e franceses) para fazer uma tregua por ser natal. Entao deu-se um tiro para o ar de cada lado, e os soldados de ambos os lados sairam da trincheira, e cumprimentaram os seus adversários, conversaram, fumaram beberam juntos e comeram juntos.Ficou famoso o jogo de futebol feito na "terra de ninguem" entre os alemaes e os britanicos, jogo esse onde se usou uma bola de trapos improvisada....

Acho que nunca houve uma demonstraçao de quao importante é o natal, e tao forte o seu simbolismo!Claro que nessa epoca estavamos perante uma guerra de cavalheiros onde se respeitava realmente o adversário (outros tempos). Uma guerra em que os soldados percebiam que o seu adversario tambem era recrutado para matar, e ambos estavam numa situaçao que nao gostavam.

À meia-noite os soldados trocaram os ultimos olhares e saudaçoes... voltaram para as trincheiras respectivas.... Deu-se um ultimo tiro para o ar de cada lado, e a guerra recomeçou....Claro que depois disso os soldados de ambas as partes, não queriam lutar, isto porque estavam a poder matar amigos acabados de fazer... houve uma desmoralização por parte dos soldados.Claro que quando esta tregua chegou aos ouvidos do alto comando britanico, e do alto comando alemão, trocaram imediatamente as tropas da linha da frente, e desterraram-nas para outro sitio. Para alem disso ficou estipulado que nos anos seguintes, se algo acontecesse assim, entao dava lugar a pena de morte.... :(

Assim vejo a verdadeira influencia do natal, e a sua profundidade.... até se parou uma guerra mundial para o celebrar, e até os mais ferozes inimigos foram convidados para o celebrar juntos.Aproveito para desejar uma continuação de feliz natal

Tradição

por Luísa em quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Natal é tradição. Rabanadas docinhas, sonhos gordinhos e bacalhau.
A véspera de Natal não seria a mesma se estes deliciosos não estivessem na mesa... mas e daqui a vinte anos?
O Bacalhau já foi considerado estar em vias de extinção. Vai ser substituído porquê então?

Eu estive a reflectir muito sobre este facto. Primeiro pensei no peru, mas lembrei-me que não seria muito agradável repeti-lo em dois dias seguidos. Pensei então que a solução talvez se encontrasse no Leitão (afinal de contas esta "ideia" já não é original, pois muitas pessoas a utilizam). Este meu pensamento foi rapidamente refutado pelo simples facto de dar muito trabalho. Então lembrei-me de comprar "fast food" (seria mais rápido, mais económico e, no final de contas, talvez o gordo barbudo até fosse mais rápido a trazer os presentes), no entanto, apesar de vivermos numa sociedade capitalista, as pessoas também "vão tendo alguns direitos" e, como tal, o McDonalds está fechado às oito da noite.
Já quase a entrar em profunda depressão, decidi que todos nos iríamos tornar vegetarianos. Não há nada como uma alface bem temperadinha!

Devo contudo confessar que não posso deixar de sentir alguma tristeza com este facto.O motivo que me leva a este sentimento foi um livro que ofereci à minha mãe no Natal passado: " 1000 formas diferentes de cozinhar bacalhau". (não alface, bacalhau!)
E daqui a vinte anos como vais ser?
Mantenho o resto da receita e substituo o bacalhau pela alface?

#12 às terças, quase como acaso

por TR em terça-feira, 23 de dezembro de 2008

ETNOCENTRISMOS
A estação de comboios está quase vazia, é natural, ao domingo de manhã ninguém abandona a corte para voltar à província, óbvio, o que acontece é o inverso, as pessoas laboram na corte e recuperam nas aldeiinhas, onde não há vida social, só natural, é só pastos, com vaquinhas e carneiros e gente rude que não sabe o que são “idiossincrasias” nem corrigir “eu disse-lhe a ele”, porque está certa a frase, então não está? Gente que comete “pecados mortais, que são sete, quando a terra não repete que são mais”. E que o são, são, os pecados da aspereza, rusticidade, filistelidade, passe o neologismo, se calhar não é neologismo mas sim erro, desculpem desculpem, queria dizer que é pecado ser-se filisteu, e se não é a terra reafirma-o e consagra o sujeito poético de Torga, no seu livro das horas, que perante si se confessa.


São pecadores, claro que são, cometem o pecado de não saber pecar. Reclamam, mas reclamam mal, sempre muito mal, barulho de mais, dizem que os da corte mentem, mentem muito, mentem com os dentes todos, como uma giga rota, e como muito mais, pasmem-se, todos nós sabemos que ninguém mente, existe a mentira?, o que se diz são inverdades, que é muito pior que a mentira, porque se quanto à mentira ainda se poderá discutir se é o oposto ou não da verdade, coisa para linguistas e filósofos, quanto à inverdade já poderá haver univocidade de sentidos, ora, ora, o in faz a inversão do que a seguir surge, ou assim o penso, logo inverdade é o exacto oposto da verdade. Pecadores, pecadores sem perdão do AAlto, o AAlto com dois A e em maiúscula, porque desconhecem a nouvel vague de la langue, dá-me vontade de rir, ah ah ah, gracejei e bem alto, talvez haja importunado os vizinhos, continuam a usar vocábulos arcaicos, devem pensar que a língua é sua, ironias, iro…


- desculpe, dona Emília.


A vizinha incomodou-se, terei de partilhar a causa do meu gracejo, fá-lo-ei, fá-lo-ei com todo o gosto, olhem como já sorrio,


- como certamente não ignora vossa gentil senhora, vivemos com dúplice linguagem. Oh, corrijo-me, claro está, língua há só uma! Queria vossa gentil senhora saber que, lá para terras de sol posto, os autóctones, perdoe o eufemismo, sei que perdoa, sei que sim, é minha velha veia misericordiosa, como bem conhece, continuam a dizer “mentira”. Veja lá, veja lá!


Dona Emília ri, ri muito, perdidamente. Que se percam lá pelas terrinhas a caçar veado e a molhar o papo seco, ou lá como lhe chamam, acho que o designam por molete ou, rústicos como são, até chegam a denominar de pão, não há por onde deixar de rir, dizia, a molhar o papo seco em vinho tinto, continuem com a sua língua arcaica, perdida já nos anais do tempo. A gente civilizada educá-los-á, com tempo. Inverdadeiros que nos causam asco.



Há os que, agora, domingo de manhã soalheiro, pouca gente nas ruas, muita mais pelas camas desta cidade irregular, irregular mas bonita, não há rusticidade como a desta cidade, nem bairrismo, o que aqui se fornece é a oportunidade de redescobrir as raízes, e o que os de cá têm é orgulho, nada dessa paixão infundada pela terra em que nascem, irracional e censurável, nah, nah, o que aqui há é completamente diferente, bairrismo não é a forma degenerada de orgulho, nem pensar, é outra coisa muito diferente, e com outras origens, ir-nos-íamos lá confundir com os recolectores que vivem pelos montinhos…

alea jacta est

por Ary em segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Elvis nasceu com 2,258kg, na cidade de Tupelo (6000hab.). No Natal de 1956 recebem 282 ursinhos de peluche. Calçava o 46. Quando casou teve um bolo de noiva com seis andares. Chegou a pagar 91% de income tax. Entre 20 de Janeiro e 16 de Agosto de 1977, George Nichopolus receitou a Elvis 5684 comprimidos. A sua mansão em Graceland tinha 17 retratos seus. O seu número da sorte era o 8. Era cinturão negro de karate. Elvis gravou mais de 600 músicas, mas não escreveu uma única. Nunca ganhou um Oscar pelos seus 31 filmes e os três Grammys devem-se a três gravações de gospel. Escovava os dentes com Colgate e bebia Pepsi. Quando era jovem era louro. Elvis era da mesma família que Abraham Lincoln e Jimmy Carter. Tinha colecção de estátuas de mármore de Joana d'Arc e de Venús de Milo. Elvis só fez 5 cconcertos fora dos EUA, todos no Canadá em 1957, só esteve duas horas no Reino Unido, quando o avião militar que o transportava até aos EUA fez escala para reabastecer. Para além de uma cruz Elvis usava ao peito uma estrela de David, dizia: "Eu não quero deixar de ir para o céu devido a um erro técnico".

Stranded Heart

por Guilherme Silva

I know you’ve been walking by my door
You’ve been looking for me.
But nowadays what you do means nothing
I even wish you’d thought i’m dead.
When you chose other path than mine
Oh, how I cried begging
For you not to leave me.
But you left me all the same.

Chorus
Today you’re with him, but crying for me;
Stranded heart, wishing to come back.
Today you’re with him, but thinking of me.
Stranded heart, you once wanted things like that.

You traded all I gave you
For what you thought was better.
Nowadays you live in a great house
Filled with everything but love.
The love you look for on your footsteps,
Everytime you come looking for me.
The things you had by my side
And now you haven’t by his.

Chorus

Now I truly ask you, baby,
Not to look for me anymore.
I think you’d better stay in your world
For my heartache ‘gone a long time ago.

Chorus



Stranded Heart by Good Mood Referees

por D. em sábado, 20 de dezembro de 2008

Há algo que falta aqui e hoje, como em todos os outros dias.
Ultimamente.
Mas já não há o silêncio que outrora preenchia as paredes.
O ruído torna-as mais vazias.
Há algo que falta aqui. E são tuas as palavras. Mas já não és tu quem falta.

do Tribuna para a SD (18 de dez)

por Anónimo em sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

"Vocês entendem:"

Ah bela teimosia... II

No fim da peça um sentimento gracioso, na medida em que pela primeira vez desde há algum tempo consegui falar a "sério" não só de mim, mas de todos que me rodeiam! Pela 1ª vez, consegui pegar em histórias da minha vida e criar teatro (verdadeiro mas mascarado ao de leve). Pela 1ª vez, consegui falar do que me consegue atormentar, do que é marca minha, daquilo que se calhar penso que sou, sem sequer pressupor qualquer avaliação dos outros! Pela 1ª vez, sem qualquer pré-conceito face aos que me rodeavam decidir ser EU, simplesmente EU, com tudo o que isso traz de bom e de mau e com tudo o que isso pode resultar de bom ou mau para os outros!

Se me foi difícil? Bem, não foi... em verdade, poderia voltar a dizer tudo de novo! O que mais gostei foi a espontaneidade do momento, foi uma apologia cega, foi a exaltação daquilo que penso que é de facto essencial a todos nós.

Adorei ouvir pessoas que considero amigas a falar sobre elas, a falar que algo é fácil ou difícil como se fossem pequenas crianças trocistas (num bom sentido claro).

A ser sincero, senti-me (apenas) mal ao acordar:
"O que fui eu fazer?"
Esta pequena dúvida, tem muito que se lhe diga, pois decidi dar mais dos 90% que posso dar a outrem... nem que tenha sido apenas mais um ou dois! Sei que dei, e talvez me tenha sentido mal com isso.

A grande peça terminou com uma nostalgia positiva, mais recatada e ao pé de menos pessoas que o grupo inicial, e aqui atingimos o Surreal em si: "falar de Amor" num outro nível nas palavras de um deles. AH! Doce, deveras doce!

Ainda mais pessoal, tornaria aquela minha conversa, mas não podia por não querer de facto (neguei esse ensejo facilmente pegando nas palavras ou, melhor no conselho, de outro grande amigo meu... "sabes que pode sempre não valer a pena e tu de facto tens marcas especiais que não deveriam ser moldadas por qualquer espécie de mágoa".

Várias coisas me passam pela cabeça é verdade... Admito! Parecem raios que batem de um lado para o outro com uma força tremenda, admito! É verdade e nunca o vou poder negar e daqui lembro-me sempre de uma frase que usei e que adoro usar em momentos em que o meu agir é marcado pela mágoa: "Ironia doce".
Ironia, porque ao agir com mágoa vou dando toques suaves em algo que nego (Maldade), doce porque o prazer que retiro ou retirei (sei lá) foi tanto que transformou o meu olhar, dando-lhe expressão de ódio. Consegui mudar (e mudarei sempre) graças a isso mesmo, e nesta caminhada (sem caminho! nota: pra os cépticos que leiam isto: "Se não entendes, não preciso de te explicar") cada passo é uma gargalhada suave, sem tristeza alguma.
Assim, e completando a ideia, penso que da mágoa, tentei chegar à maldade e ao ódio, todavia o prazer que tal me deu, deu-me felicidade que consegui transformar de forma egoísta em actos meus de bondade: sorrisos tímidos, expressões caricatas (sei lá, o eterno sei lá).

Quando ontem me sentei, cá fora na noite fria, ao pé da porta onde aquela "bohème" se ia realizar, pensei para mim, num momento de introspecção tão forte, mas tão forte, que cheguei a tocar no meu coração em si, pensei: "Quando entrar pela aquela porta, vou ser EU, e isso vai ser o meu "novo" teatro!". Consegui, se calhar, transformar aquilo que iria ser aquela boémia, se calhar até alguém não gostou e mais recatado odiou aquelas minhas palavras, porventura se calhar alguém se feriu ao ter que pensar sobre si e sobre o que significa ser alguém e tar com alguém... Porventura... Mas que riso trocista o meu!

Disse e não me esqueço: "Sinto-me tão pequenino.." Como quem num momento excêntrico, sente o sangue a sair do corpo por completo e a percorrer todos os cantos de uma sala. Ontem, ontem naquela sala, eu deixei (para quem quissese claro) que me estudassem enquanto Pessoa e se calhar fiz com que cada pessoa se estudasse mais um pouco.

Não sei, se alguém saiu de lá mais triste, não sei se o alcool no sangue conseguiu tirar o fardo pesado do Tempo e da Vida das nossas cabeças... não sei! Não sei e não sei!
Eu cheguei a casa, não olhei para o relógio, não olhei para os meus cadernos, para os meus "complexos" contidos nas canetas com que escrevo...
Cheguei a casa e antes de adormecer ao som de uma bela música, olhei para um espelho (sentia necessidade disso).

Disse-o (em sussuro ou não): "Isto "come-me tanto" a cabeça!" Bem verdade!

E agora? Queres repetir? Bem, não não quero... Outros que o façam, não como legado, não com qualquer definição ou sobre qualquer nome pomposo (peço-vos, a vós que sabem quem são, que não criem uma "Sociedade" para criar momentos como estes, por favor, o engraçado reside no espontâneo repito); outros que o façam nunca sozinhos mas sempre sempre acompanhados.

1min de silêncio?! Tens coragem de o fazer?! Percebes o porquê? (Mais um aparte, bastante pessoal, quando estavamos a observar as pessoas que entravam na sala, o mais engraçado nem era avaliar essas pessoas mas sim as que observavam, o modo como o olhar mexia e rodava, como as expressões mudavam ao tentar ler... isso sim tem muito que se lhe diga).

Bem, agradeço-vos o momento (sabem quem são)...
Vou continuar a tapar com ligaduras as fendas que REabri (tenha isto o significado que tiver)...
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da história:

"O Fútil não se sentará à mesa de um qualquer café de novo... (será que aprendeu?)"

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Abraço e Feliz Natal!

GR

por Luísa em quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Hoje deixo uma sugestão (convite ou sugestão) apenas.
Comentem o nosso texto! ( Quando o lerem, claro!)

Obrigada.

NAS BANCAS

por Tribuna em quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

O JORNAL TRIBUNA já saíu das rotativas. Num expositor, mesa, secretária, café, fundação ou faculdade perto de si.

Os Directores do Tribuna,
Francisco Noronha
João Duarte Sousadias