Entro. Conheço a minha casa. É mansa
Sinto-lhe a respiração. Dorme sobre os meus pés
À chuva
Estende o patamar aos primeiros rios
Mora nas margens para ser a mais matinal
Das nascentes – a escuta
Junto na concha das mãos as palavras
Iniciais. Posso dar de beber
Aos que caem
Aos que encostam o ouvido à orla
Marítima. À bainha da mãe
Posso juntar as margens. Ou saltar a água
E correr
Daniel Faria (1971 - 1999) in Dos líquidos
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Caros Amigos e Amigas, Tribunos e Colunistas,
Temos reunião amanhã, quarta-feira, no local do costume. É imperiosa a vossa presença, dado o desespero que corre na cal daquela sala, ansiosa por voltar a sentir o pulsar da vossa irrequietude jornalística.
Tragam ideias, sorrisos e cerejas.
Um abraço,
Francisco
COMO OS CARACÓIS
Noutro dia falava com ela, menina de vivência variada, embora de jeito doce. Dizia-me,
- tenho saudades de ser criança. Era tão bom. Não há felicidade como essa. Quem me dera voltar a esse tempo.
Ri-me por dentro, mantive-me impávido por fora, sou como os caracóis, casca à superfície, viscosidade no interior,
- pois era, era um tempo muito bom.
Dei a minha parte de fraco, mas menti com os dentes todos, eu que não tenho muitos, infância com pasta de dentes Nestlé e escovas de amêndoas pascais (que tem a ver as amêndoas com a Páscoa?) deixou as suas marcas, agora são só 15 que, pelo menos, não se atrapalham, são tão poucos que os baptizo, um é o carrancudo, o outro o cheiroso, e também há o crocodilo (que é um molar), o vespertino, o arisca, o estafeta e o ardina. E depois tenho outros, agora não me lembro do nome, se me esquecer paciência, invento novos, amanhã talvez três novos dentes flagelados cheguem ao mundo, e com nome, que nenhum dente é apátrida (cada nome é uma pátria). Já me começam a surgir, é vê-los a chegar, tiram senha e aguardam a vez, mas eu faço-me difícil, cada nome digladia-se com os restantes até alcançar a dignidade suficiente para ser a porta para o mundo de um dente. Sou só um árbitro, mais nada, limito-me a acolher o nome que ultrapassou todas as eliminatórias, de preferência com knock-out e não vitórias em pontos.
Ela agora pensa que concordo com ela, anda feliz e contente, é vê-la pelas ruas, venham comigo que quando ela passar eu digo
- olha, aquela é a tal da infância feliz.
E rir-me-ei, não há por que esconder, rir-me-ei com os dentes todos, aqueles 15 magriços que preferem os lodaçais e as florestas selvagens dos docinhos, onde há sanguessugas que aderem aos mais vigorosos corpos, àqueles suaves mares das pastas dos dentes. Mas, se ela olhar para mim, susterei o riso com todas as forças que conseguir reunir, e farei o mais amarelo sorriso de conveniência do mundo, o que é bom, porque não tenho outro.
Como pode ela dizer que o momento mais feliz da sua vida foi a infância, que queria voltar até tão longe (isto se a vida for um caminho), se só percebeu que era feliz na infância depois da infância passar? Sim, sei que tenho razão, ela se voltasse à infância voltava a desconhecer que era feliz nessa altura, e tudo lhe pareceria normal, claro que sim, teria de fazer o que lhe obrigassem, ai ai, iria voltar a aprender o alfabeto, e a somar dois mais dois, e tudo isso lhe pareceria coisa bem menos importante do que brincar com as bonecas que apareceriam nas manhãs de sábado por perto das férias de natal, e ficaria revoltada. Ia querer ser adulta, para poder gastar o dinheiro no que queria, e iam ser só guloseimas, coisas boas boas, como aquelas que sacrificaram os meus dentes, só 15 sobreviveram, e um dia chegaria aos 13 anos, adoraria, chamaria chavalos ao miúdos mais novos, aqueles com quem em pequena brincava, e começaria a ir às compras com as amigas, se calhar isto não, ela sempre foi maria rapaz (para gáudio de todos veio a mudar), mas estaria feliz por já não ser pequenina e precisar de ajuda para fazer chichi. Há também a outra hipótese, mas o cenário será mais negro, muito noir, muito noir, que é o de voltar à infância com conhecimento de adulta, aí é que iam ser elas, nem era criança nem era adulta, nem goma nem safari cola (que ela agora gosta, diz que é docinho), como iria tolerar o miúdo que bate no outro porque sim, ou a professora chunga ou, como ela agora saberia dizer, incompetente? Não, também assim a infância não era a mais feliz do mundo, estaria à frente dos do seu tempo, nada seria como a infância que recordava agora que era adulta, não haveria mistérios a descortinar.
Esquece-se que tudo tem o seu tempo, que a beleza da infância está no que depois veio, do pensar como era então tão boas essas realidades que hoje se lhe esvaem pelos dedos, que são esguios.
Noutro dia, embora mais próximo do que o outro, voltei a vê-la, vinha de brincos de argola e camisola de malha. Também tinha calças de ganga, justas nas coxas, com uns furinhos perto dos tornozelos, e sapatilhas de aeróbica. Quando a vi sorri, não estava a ser irónico, mas também não pensava nesta história da infância. Não, meu pensamento andava por outros lados nesse mundo das ideias, que sita na memória de cada um, pensava numa ironia qualquer que na vida surge, sabem como é, lugares comuns que todos conhecemos. Ela estava com tempo, eu também, embora com menos do que lhe disse que tinha, enfim, mas é que ela sorriu e tinha sorriso bonito, “jeito doce”, disse há pouco, não resisti. Convidei-a a tomar café e bebi um, ela ficou-se pelo carioca de laranja, não, de limão. Como boa conversa exige, falamos de muita coisa
- da praça general Humberto Delgado
- dum filme qualquer com o Al Pacino (que ela apreciava, gostava do nome)
- duma historieta qualquer que devia ter sido falada a uma porta de janela
- eu traulitei uma música qualquer (acho que o hino russo) e fi-la sorrir
Mas também falamos de emancipação jovem, embora sem usar tais palavrões, e ela contou-me a história de uma amiga, jovem-adulta com 25 anos, creio, que largou da casa dos pais para iniciar uma vida dita independente. Contava minha amiga que a amiga (minha amiga em 2º grau, por conseguinte) queixava-se que a vida era dura, muito difícil, e disse-o sempre com ar sério, de quem sobre tal muito reflectiu.
- oh, ela fala mas é de contente. Não há nada como vivermos sozinhos, então, é o melhor momento da vida, não é? Aos vinte e tal é que fazemos o que queremos…já sem estudar e ainda sem filhos, isso é que é liberdade…
Ri-me por dentro, mantive-me impávido por fora, sou como os caracóis, casca à superfície, viscosidade no interior,
- pois é, é o melhor tempo da nossa vida.
Diz o ditado que quando “em Roma sê romano”.
Não fui a Roma, mas quando em trás-os-montes fiz por passar bem por transmontano, “gente de gema” como suponho que se diga por lá.
Passeei por sítios que nem imaginava existirem, ouvi histórias e tive conversas que à primeira passariam por enfadonhas mas sabe Deus o prazer que me deram, vi bonitas bolotas do tamanho de nozes (transgénicas talvez, mas não digam a Louçã), e comi bem. Muito bem.
Descobri que em trás-os-montes há muito mais que montes. Na “terra quente”, uma vasta planície bastante semelhante ao Alentejo profundo, encontrei um maravilhoso oásis. O fruto de uma bem conseguida cooperação entre a mãe natureza e o Homem, a lagoa da barragem do Azibo. Por uma vez vou deixar cair o meu frio manto de ferro e admitir que lá fui feliz: passeei, nadei, arrependi-me de ter nadado, e mirei o céu. Céu este que parecia jamais terminar.
Na volta ao meu quartel-general transmontano, Chaves, visitei Mirandela, e descobri que há quem beba Licor de Merda com orgulho. Dizem que não passa de um licor banal, mas mesmo assim não quis provar.
Ah, trás-os-montes, terra fantástica onde o pão sabe a mel, apesar de não o ter. Comi outras coisas que julguei terem caído em desuso com a ida dos Suevos. Pernas a porcos, entranhas a borregos e arroz doce.
Foram três dias espectaculares e pitorescos. Voltei ao meu Porto de sempre dois quilos mais pesado, mas bastante mais português.
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(relação entre o QI médio do Estado e o candidato mais votado nas eleições de 2004)1 Connecticut 113 John Kerry 2 Massachusetts 111 John Kerry 3 New Jersey 111 John Kerry 4 New York 109 John Kerry 5 Rhode Island 107 John Kerry 6 Hawaii 106 John Kerry 7 Maryland 105 John Kerry 8 New Hampshire 105 John Kerry 9 Illinois 104 John Kerry 10 Delaware 103 John Kerry 11 Minnesota 102 John Kerry 12 Vermont 102 John Kerry 13 Washington 102 John Kerry 14 California 101 John Kerry 15 Pennsylvania 101 John Kerry 16 Maine 100 John Kerry 17 Virginia 100 George Bush 18 Wisconsin 100 John Kerry 19 Colorado 99 George Bush 20 Iowa 99 George Bush 21 Michigan 99 John Kerry22 Nevada 99 George Bush 23 Ohio 99 George Bush 24 Oregon 99 John Kerry 25 Alaska 98 George Bush 26 Florida 98 George Bush 27 Missouri 98 George Bush 28 Kansas 96 George Bush 29 Nebraska 95 George Bush 30 Arizona 94 George Bush 31 Indiana 94 George Bush 32 Tennessee 94 George Bush 33 North Carolina 93 George Bush34 West Virginia 93 George Bush 35 Arkansas 92 George Bush 36 Georgia 92 George Bush 37 Kentucky 92 George Bush 38 New Mexico 92 George Bush 39 North Dakota 92 George Bush 40 Texas 92 George Bush 41 Alabama 90 George Bush 42 Louisiana 90 George Bush 43 Montana 90 George Bush 44 Oklahoma 90 George Bush 45 South Dakota 90 George Bush 46 South Carolina 89 George Bush 47 Wyoming 89 George Bush 48 Idaho 87 George Bush 49 Utah 87 George Bush 50 Mississippi 85 George Bush(in Daily Mirror 4/11/2004)
Oito horas:
Um homem, sentado no lugar do condutor de um carro cinzento, fumava calmamente um cigarro, enquanto olhava para as crianças que entravam no portão da escola, do outro lado da estrada.
- Quantas? – Perguntou a um outro homem que estava a seu lado e que também as observava.
- Duzentas e quarenta até agora.
- Falta alguém importante?
- Sim, a filha da jornalista.
O homem bateu com o punho no tablier.
- Precisamos dela! Ela tem de aparecer!
- Não te preocupes, controlamos tudo muito bem, nenhum dos putos está doente, de certeza que é só um pequeno atraso.
- Espero bem que sim. Ela é essencial.
E, com efeito, momentos depois, saía de um carro preto uma rapariga loira e mais duas amigas.
- Estás a ver, ali está ela.
- Óptimo, Fernando. Os teus homens estão a postos?
- Sim. E o dinheiro de que falaste, é mesmo seguro?
- Sim, é. Dez milhões, um milhão para cada um de vocês.
- Eles pagam? Até agora nenhum sequestro deu proveito aos sequestradores.
- Desta vez pagam, é seguro, garanto-te. Tenho o plano bem estudado.
- Assim o espero. Não me queres mesmo dizer o teu nome? Depois de tantas conversas, acho que poderíamos deixar de te tratar por esse pseudónimo.
- Fica como está. – Disse o homem, dando as últimas passas no cigarro e deitando-o para a estrada. – Afinal, não me tomes por burro, bem sei que o teu nome verdadeiro também não é Fernando.
- Pelo menos não é tão excêntrico como o teu. Até pareces um vilão de banda desenhada.
- Eu sempre gostei muito de banda desenhada. Especialmente de vilões.
- Bem me parecia que sim, Anarquia.
***
Vanessa Matos conduzia a toda a velocidade, em direcção à estação televisiva onde trabalhava. Tinha acabado de deixar a filha e as amigas na escola e já estava atrasada. Tinha combinado com o Tiago Barros, o seu câmara, às oito horas e um quarto na entrada da estação. Iria fazer uma entrevista importantíssima para a sua reportagem e não queria chegar atrasada.
Vanessa sintonizara o rádio do carro na TSF, onde se ouvia um colega seu a referir-se ao debate parlamentar que iria ocorrer, hoje, sobre o Estado da Nação. Seria mais um debate inútil daquele parlamento, pensava Vanessa, como sempre. Iriam lá estar todos os bananas, desde o Primeiro-Ministro e os seus Ministros até aos líderes da oposição e deputados. Após todos estes anos, em que Portugal ia de mal a pior, Vanessa interrogava-se como é que ainda nenhum maluquinho se lembrara ainda de pôr uma bomba no parlamento. O telemóvel tocou. Era Tiago. Vanessa atendeu.
- Estou quase a chegar, Tiago. Dez minutos.
- As mulheres fazem-nos sempre esperar. – Gozou.
- Foi a Sara. Demorou-se a arranjar.
- Mas hoje não era o pai dela a ir levá-la?
- Era, mas telefonou à última da hora a dizer que não podia. Estafermo.
- Deixa lá isso.
- Pelo menos vai buscá-la às cinco. Espero que não se esqueça. Não seria a primeira vez.
- Não se esquece, vais ver.
- É bom que não. Olha, vou desligar, a polícia está ali mais à frente. Beijo.
- Beijo. Amo-te.
- Eu também.
E desligou.
O que é o tempo? Se ninguém mo perguntar, eu sei; se o quiser explicar a quem me fizer a pergunta, já não sei.
Santo Agostinho, «Confissões»
É aquele sábado em que simplesmente estamos em frente ao computador e não surge nada para escrever. Nenhum tema, nenhum assunto. Nada. Também não há nenhum vídeo de destaque para publicar e nem me lembro de mais alguma coisa com especial interesse para aqui partilhar com vocês. E graças ao modo aleatório do Windows Media Player, surgiu a música que vai ser o meu contributo para este blogue, esta semana. Where is my mind, dos Pixies, tem simplesmente das letras mais estranhas e alucinadas que já ouvi, sendo sem dúvida o final perfeito de um filme também ele alucinado, o Fight Club.
República Democrática de Timor, República do Iraque, República Islâmica do Afeganistão. Três nações que passaram por processos de libertação ou remodelação constitucional e de regime. Podemos até situar os três no mesmo século (Timor em 1999) pelos aspectos que podem unir os processos que cada um se deparou.Também não criou as bases para a paz racial, visto que tanto sunitas como xiitas, mal se compreendam no futuro, vão fazer aquilo que sempre fizeram em harmonia: desprezar os curdos.
O outro mal, que virá disfarçado e de difícil distinção, é o problema da propriedade. Não se sabe muito bem como funciona o regime de propriedade no Iraque, nem quem é o maior proprietário, se os oligarcas do anterior regime ou o Estado (ou seja, os oligarcas do novo regime).
Enquanto permanecer nas mãos da elite governativa o principail meio de produção, a Terra, a população iraquiana não poderá usufruir de verdadeira democracia. O eleitorado será influenciado por esses mesmos detentores do grande capital, que acicatarão os confrontos entre as populações no seguimento do harmonioso lema do "dividir para governar".
Faz falta assim uma maior supervisão da comunidade internacional para uma redistribuição controlada dos recursos, de preferência para os trabalhadores das terras. É preciso aquilo que os anglo-saxónicos chama de land reform, que nós podemos traduzir como a Reforma da Fazenda Nacional, que consiste numa nacionalização de bens seguida de venda de Bens Nacionais.
Muitos caem no erro de considerar estas medidas como medidas de perfil socialista, na medida em que se preconiza a redistribuição de terras e riqueza natural. Nada mais errado.
Muitos exemplos de land reform podem ser encontrados ao longo da história, mesmo entre nós, não com fins socialistas mas de introduzir no mercado enormes propriedades cujo valor e produção estavam alienados, sufocando o comércio e a agricultura. Foi o que se passou em 1834, num decreto assinado pelo Rei Dom Pedro IV e pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, que nacionalizava todos os bens detidos pelas ordens monásticas (cuja propriedade ocupava uma grande parcela do território nacional). Esses bens foram mais tarde levados a leilão público, e infelizmente a corrupção que precedeu os primeiros tempos da Monarquia Constitucional não conseguiu evitar o voracionismo das grandes figuras do regime, como radical democrata Saldanha, que enriqueceu desmesuradamente. Este voracionismo da elite política está a ser, em certa medida, prevenido em Timor Lorosae, ainda que com algumas deficiências óbvias no processo.
Também nos EUA a estas medidas, em especial o Homestead Act de 1862, contribuiram para uma maior repartição de terras e um aumento de proprietários (este Act em especial cedeu 10% da terra dos EUA). Esta "democracia dos proprietários", nas palavras de John Rawls, liga o fundamental fenómeno da liberdade em democracia com a terra privatísticamente possuída, dois factores indissociáveis.
Assim, deve-se procurar a reforma da Terra para arrancar a economia rural do feudalismo medieval, mas não para criar o controle efectivo do estado sobre o mercado (no método de acção socialista) mas para criar a prosperidade e desenvolvimento de que só a expansão dos mercados livres são capazes. A evolução de uma economia feudal para uma sociedade onde se dá a ausência de propriedade privada "impede qualquer tipo de fixação racional de preço ou estimativa de custos", como diria Ludwig von Mises.
As formas de controlar e impedir esta economia feudal ou de senhorio ou de Estado, passam pelas seguintes medidas:
- não dar ouvidos à Direita, e não se ficar pela realização de eleições;
- não dar ouvidos à Esquerda, e parar de dar indiscriminadamente meios e ajudas humanitárias, a intenção é muito boa, mas apenas ajuda os novos senhores feudais;
- apressar a transferência de responsabilidade para os trabalhadores/proprietários e cidadãos, conceder na íntegra o direito de propriedade para os terratenentes e produtores.
No melhor interesse da propagação da democracia, não se podem esquecer as democracias liberais que, hoje mais do que nunca, a luta pela liberdade é, também, uma luta por terra livre.
nota: a inspiração para este artigo veio de outro, de nome semelhante, retirado da revista Newsweek, que pode ser visto na íntegra aqui.
Direito a um mundo mais humano: (1) Ao assimilarmos a complexidade, o mundo onde vivemos torna-se mais humano; (2) Um só nunca tem razão, a verdade começa com dois (Nietzche); (3) Age de tal modo que os efeitos da tua acção sejam compatíveis com a permanência de uma vida autenticamente humana sobre a Terra (Hans Jonas).
- 4 comentários • Category: "o mundo histericamente perfeito"
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