Cineclube FDUP

por Francisco em quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Aproveito a pausa entre colunistas para deixar aqui uma nota informativa:

O Cineclube da nossa faculdade vai voltar a abir as portas às sessões de cinema! Bom cinema, perdoem-me o pretensiosismo.
Fica aqui o cartaz com a programação para o 1º Semestre. A primeira sessão é já na próxima terça feira, pelas 18H, na sala 1.01. O filme é o Love and Death (1975) da raposa Woody Allen. Fica o desejo de que apareçam e tragam amigos! E, se possível, tragam alunos do 1º ano para que estes fiquem a conhecer o nosso querido Cineclube. De seguida, dirigimo-nos todos para o jantar da AE. :)



www.cineclubefdup.blogspot.com
http://www.myspace.com/cineclubefdup

Divagações de outros tempos e destes também...

por Francisco Pimenta

Com as costas curvadas a esconder a face, ouço e sinto passos e espero que sejas tu que me vens salvar e coser as feridas já antigas e profundas...
Sem forças para gritar, deito as costas no chão para sentir a chuva nocturna que tardiamente vem tentar limpar a minha cara triste, e acordar o meu ténue pensamento. Semi-cerrando os olhos, limito-me a ouvir os pingos calmos que agora invadem o meu pequeno mundo de ilusão. Já que o real, é, ou parece ser, demasiado injusto para vivências diárias contínuas. Por isso, refugio-me neste mundo perfeito, onde tudo é colorido e tu e eu somos um, uma ilusão onde a chuva são os amigos e os dias perfeitos de sol intenso és tu, à minha espera...

Francisco Pimenta

Saudade

por Luísa

Sinto saudade de não ter saudade. Era tudo mais fácil quando o mundo era cor-de-rosa e ainda brincava nos baloiços. Mas o mundo mudou e, ver-te levantar voo, faz-me temer pela tua segurança, pela nossa segurança.

Que saudades do tempo em que não sentia saudade. Talvez um dia esse tempo volte ou talvez então eu fique presa neste tempo em que o desejo de não sentir saudade me leva a sonhar com o passado.


E, enquanto o tempo não passa, eu escrevo para enganar a saudade. E a escrita leva-me para mundos desconhecidos, tempos futuros e memórias que não existiam...


Hoje escrevo para esquecer a saudade.
Amanhã será outro dia. Talvez escreva apenas para lembrar que estou viva.

Olhos de ver

por Joana Maltez

Hoje, como todos os dias, passei nos mesmos locais, à mesma hora, e por incrível que pareça passei pelas mesmas pessoas. Como se uma repetição do dia anterior se tivesse apoderado de mim! Se ao menos tivesse uma nova maneira de ver as coisas que permanecem sempre iguais...Mas não tenho!
Tenho apenas uma vontade imensa de não voltar a passar pelo mesmo local, nem à mesma hora, e não voltar a ver as mesmas pessoas! Quero sim ver pessoas, mas com olhos de ver e não olhos surdos, mudos, cegos...que não ouvem, nao falam, não observam, apenas veêm aquilo que já foi visto um milhão de vezes.
Acho que é nisto que se baseia a procura de um sentido, que insiste em não aparecer, ou se aparece é efémero e não vale de nada, porque no dia a seguir volto a passar no mesmo local, à mesma hora e a ver as mesmas pessoas.

Joana Maltez

"Percorrer muitos caminhos, voltar para casa, e olhar tudo como se fosse a primeira vez." (T.S.Eliot)

Fall

por Inês




A vida é feita de nadas.


De grandes serras paradas, de searas onduladas, de poeira, da sombra de uma figueira e por aí fora...

A Mim Ninguém me Cala: Simplesmente saloiada

por Pedro Silva em quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Na última Quinta-Feira, 18 de Setembro de 2008 deparei-me com esta notícia:

“A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, considera que a Rússia está encaminhada «para o isolamento e à irrelevância», por actos como a invasão da Geórgia ou a sua «ameaça de apontar armas nucleares a países pacíficos».

Num discurso que pronunciará hoje e de que alguns trechos foram divulgados pelo Departamento de Estado norte-americano, Rice afirma que o «mais preocupante» sobre a Rússia «é que estes actos formam um modelo de comportamento cada vez pior nos últimos anos».”
Depois de ter lido tal coisa das duas, uma:

a) Ou a Hipocrisia é algo que os denominados “Policias” do Mundo e Defensores da “Paz” utilizam a seu belo prazer pois o resto do Mundo é tudo um monte de Parvos que engolem tudo o que lhes dizem ou;

b) O Povo dos Estados Unidos tem um nível de Q.I. tão reduzido que não consegue ver mais nada para além daquilo que a Administração Bush quer que os Norte Americanos vejam, ou seja que são os amigos de “Deus” e os “Demónios” moram na Rússia e são todos aqueles que não alinham nas suas “aventuras” coloniais.


Se me dessem a escolher uma destas duas opções teria imensas dificuldades dado que tanto uma como a outra estão correctas…

Mas porque motivo é que a Rússia está condenada ao isolamento? Por estar a fazer o mesmo que os U.S.A. fizeram no Kosovo? No Iraque? Na ex – Jugoslávia? No Afeganistão?

Porque raio de motivo o que os Estados Unidos da América fazem, mesmo que vá contra todas as Disposições Internacionais da O.N.U (Instituição que estes ajudaram a criar, financiam e da qual são membros e tem assento no Conselho de Segurança) e não só tem o apoio de quase todas as Potencias do Ocidente e quando a Potencia do Leste toma as mesmas medidas é recriminada e não tem o apoio de ninguém?

Sabem que mais meus amigos(as)? Saudades da velha União Soviética e dos tempos do mundo Bi partido da Guerra Fria… E que o diga a Economia Norte Americana…

P.S.: Mais um exemplo da hipocrisia Norte Americana, que anunciou a sua cooperação nuclear com a Índia que é apenas o inimigo Mortal do antigo amigo de sempre dos “States” que é o Paquistão… É caso para se dizer: E esta hein?
The Blue One

Bom Dia!

por Francisco



Francisco Noronha

A Mim Ninguém me Cala: Americanos...

por Pedro Silva


Cartoon retirado de: HenriCartoon
The Blue One

De nihilo nihil

por Milady of Winter em terça-feira, 30 de setembro de 2008

Drácula de Bram Stoker

Um empolgante filme de 1992, dirigido por Francis Ford Coppola, que conta com um luxuoso elenco a revestir os papéis principais: Anthony Hopkins, Keanu Reeves, Gary Oldman e Winona Ryder. Para os amantes do controverso e luxuriante mundo romanceado dos vampiros, é um filme a não perder pela carga simbólica que traz consigo de "conto de fadas das trevas" numa adaptação sublime do livro do escocês Bram Stoker. Vlad Tepes(ou Drácula), sanguinário guerreiro do século XV, atravessa as fronteiras do tempo e do espaço para reencontrar a sua amada Mina já na última década de oitocentos sob a alçada de um inexorável destino sucessivamente adiado...
Da tenebrosa e sombria Transilvânia à majestosa atmosfera de Londres, o filme tem como pano de fundo a pérfida actuação de Drácula, príncipe magno dos vampiros, vitimizando inocentes na sede continuamente insatisfeita de sangue, etéreo néctar da vida eterna...
O espectador é motivado por uma teia de intrigas, acção e uma comovente história de amor que ultrapassa todas as barreiras. Daí que o subtítulo "o amor nunca morre" se revele absolutamente adequado. Um clássico, dentro do género!

Joana Oliveira

Às terças, quase como acaso

por Tribuna

A escolha, de Bernard Villiers

Todas as cores são belas.
Todas as formas são boas.
Todos os suportes são adequados.
Resta decidir o formato.



Não sei se de cores celestes, desconheço se de idóneas formas, ignoro se de sublime suporte, mas imagino qual formato será. O objecto é o mundo, o sujeito sou eu. E pelo meio chegará a mensagem, como um olhar do eu face ao vário, pretensiosamente ousado, simplesmente inócuo, o leitor dirá. Sem promessas de sonhos mil nem rasgos de ousadia vã, chegará ela sempre às terças, quase como acaso.

Tiago Ramalho