por Francisco em quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Anunciei aqui, já lá vão uns tempos, a criação de um espaço na blogosfera pertencente aos alunos do 1º ano. Entretanto o tempo passou e hoje temos dois.
Fica pois aqui a minha sugestão para darem uma vista de olhos pelo Almanaque e pelo Há Discussão.

Boa sorte para os exames.

Um abraço

Para descontrair :)

por Pedro Silva em sábado, 5 de janeiro de 2008

Esta é a verdadeira explicação para a irritação na conferência de imprensa que tornou mundialmente famosa uma frase de Luís Filipe Scolari: 'O burro sou eu?'. Consta que tudo se terá passado da seguinte maneira:´

Findo o jogo com a Finlândia, em pleno balneário do Estádio do Dragão, no meio da euforia, terá decorrido o seguinte diálogo:

Ricardo: Eh, malta. E se, para comemorarmos o apuramento para o Euro 2008, este ano fizéssemos um presépio humano no Estádio Nacional?

Simão Sabrosa: Boa! Eu faço de Menino Jesus.

Nuno Gomes: E eu, de Nossa Senhora.

Miguel Veloso: Eu tenho barba, posso fazer de São José.

Quaresma: E eu, tenho que ser um dos Reis Magos.

Nani e Deco: Nós também!

Cristiano Ronaldo: Eu vou ser a estrela polar!

Gilberto Madaíl: Eu não me importo de fazer de vaca, afinal,é um animal sagrado nalguns países, como a Índia e nalgumas instituições, como a Federação Portuguesa de Futebol.

Scolari: Ué, e o burro? O burro sou eu?!...

Continuação de bons estudos e tudo de bom para todos!! Saudações Portistas!!

Joyeux Noel

por João Fachana em segunda-feira, 24 de dezembro de 2007


O Tribuna deseja a todos os seus leitores um Feliz Natal!


Dia da FDUP - algumas fotografias

por White Castle em segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Aqui ficam algumas fotos... (não de grande qualidade, é verdade, mas, ao menos, fica aqui uma marca fotográfica do Dia da FDUP):













(Como repararam, eu estava na parte de cima do Salão Nobre...)

Dia da FDUP

por João Fachana

No passado dia 12 de Dezembro, celebrou-se pela primeira vez em 12 anos o Dia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. De facto, o primeiro dia de aulas da Faculdade nunca havia sido comemorado com uma sessão solene que estivesse à altura do grande significado que tem (ou pelo menos deveria ter) este dia para toda a comunidade académica da FDUP.
A cerimónia iniciou-se às 14h30 da tarde de Quarta-Feira, com o cortejo académico, ao som de música antiga tocada pela Oficina da Música . Depois, no Salão Nobre, a abertura esteve a cabo do Magnífico Reitor da Universidade do Porto, o Professor Doutor Marques dos Santos, seguindo-se as intervenções do presidente do conselho directivo da FDUP, Professor Doutor José Neves Cruz, do presidente do conselho científico da FDUP, Professor Doutor Colaço Antunes, da presidente do conselho pedagógico da FDUP, Professora Doutora Luísa Neto e, finalmente, do presidente da Direcção da AEFDUP, Miguel Sousa.
De seguida teve lugar a actuação da Tuna Feminina da FDUP, Legislatuna, antes da oração de sapiência proferida pelo Professor Doutor Cândido da Agra, subordinada ao tema "Ciência, Direito e Sapiência", que foi ouvida com o maior dos interesses pelos elementos da assistência, desde docentes a estudantes, sem esquecer os funcionários, licenciados e membros das forças armadas, entre outros.
No final da Oração de Sapiência, a Dra. Rosa Cardoso interveio, representando os funcionários da FDUP, ao que se sucedeu uma homenagem a funcionários já aposentados. Depois foi a vez da presidente da direcção da AAAFDUP, Dra. Liliana Borges da Costa, discursar. Após esta intervenção teve lugar a entrega de diplomas aos recém-licenciados da FDUP do ano de 2005/2006, ao que se seguiu a entrega de diplomas a Mestres e Doutores pela FDUP nos anos de 2005 e 2006.
O Encerramento da Sessão foi feito pelo Juiz Conselheiro Álvaro Laborinho Lúcio, a que se seguiu uma actuação da Tuna Académica da FDUP. Depois da Sessão, houve lugar a um porto de honra que decorreu na Sala de Direito Penal na biblioteca Jorge Ribeiro de Faria da FDUP, onde, após alguns "comes e bebes" e uma conversa salutar entre todos, se deu a actuação do Grupo de Fados da FDUP, que desta vez contou com a participação especial do Professor Doutor Carneiro da Frada, que cantou o "Fado das Andorinhas".
De salutar a presença, nesta cerimónia de um elevado número de estudantes, que deixaram outras actividades que tivessem planeadas nesse dia para assistir a uma cerimónia que, em certa medida, também era deles. E, além disso, de salutar também a comparência de um grande número de estudantes trajados, cumprindo assim com a solenidade que o momento requeria.
Ficam aqui os votos de que a comemoração do dia da Faculdade se prolongue por muitos e muitos anos e que envolva cada vez mais a participação e envolvimento de toda a comunidade académica da FDUP, de modo a esta casa se tornar cada vez mais NOSSA.

Nova Rúbrica: Quid Iuris?

por Tribuna

O blog do Jornal Tribuna orgulha-se de apresentar uma nova rúbrica que será postada regularmente, pelo menos uma vez por mês. O nome da rúbrica será Quid Iuris? e consistirá numa pergunta feita por um docente a outro docente da nossa casa que responderá a essa pergunta. A temática da pergunta será, como o nome da rúbrica indica, jurídica.
A primeira pergunta-resposta será postada nesta semana, se tudo correr como o previsto. Não Percam!

por Francisco em sábado, 15 de dezembro de 2007

Viva!

Antes de mais, gostava de deixar a minha satisfação pessoal por 3 acontecimentos na semana que findou: o dia da FDUP, a saída do Tribuna (à qual me irei referir mais tarde) e o jantar de Natal da faculdade. Cada um deles à sua maneira, reforçaram os laços que me unem cada vez mais à FDUP, qual amor à primeira vista, onde desde o primeiro momento me senti muito bem.

Em Novembro escrevi sobre Durão Barroso e o seu papel enquanto bom anfitrião da Cimeira das Lages, acontecimento oficioso da invasão no Iraque, em 2003, por razões que todos conhecemos (será que conhecemos, de facto?). Ana Gomes sintetiza de forma muito clara e objectiva esse papel e camuflagem do mesmo aqui.

O que me traz aqui hoje é a Cimeira de Bali. Parece que na recta final das negociações os EUA cederam na sua posição crónica e intransigente no que às metas de redução da emissão de gases poluentes com efeitos de estufa diz respeito. Se assim for (e aplaudo desde já esta atitude), os EUA ganham um pouco mais de credibilidade, embora esta pareça indiferente para a admnistração Bush, que nunca hesitou em abrir a boca em defesa do ambiente quando o Protocolo de Quioto continuava amarrotado no balde do lixo. Já para não falar no estatuto de país mais poluidor do mundo, de mãos dadas com a China.
Todavia, e porque seria idealista (a palavra agora está na muito na moda para qualificar alguém com ideias demasiado corajosas) a ideia de uma convergência total na Cimeira de Bali, a redução de gases poluentes com efeitos de estufa não faz afinal parte do texto oficial. Com efeito, este cita "numa nota de rodapé, um capítulo de um relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, onde essas metas indicativas são referidas". Esperemos pois que este pormenor de formalidade textual não seja semelhante ao que se tem passado no plano material, concreto: objectivos fundamentais transformados nisso mesmo, meras "notas de rodapé", esquecidas e contornadas.
Uma nota para Al Gore. Esta nova superstar da causa ecológica (e milionária também) não perde agora uma oportunidade para se mostrar, qual Madre Teresa de Calcutá, como protector e homem-missão de defesa do Ambiente e do nosso planeta. Mas a sua falta de tacto é tão grande que chega a dizer coisas como estas: "Como não tenho nenhum cargo no meu país, não estou limitado pelas simpatias diplomáticas. Vou dizer, por isso, uma verdade inconveniente: os EUA, o meu país, são o principal obstáculo nesta conferência". Esta pérola tem um duplo interesse. Primeiro, mostra o estofo político e moral de Al Gore que afirma, sem pudor, que neste momento, não ocupando nenhum cargo político no seu país, pode afirmar as suas supostas convicções ecológicas. Portanto, estando na política, há que estar de boca fechada e seguir o rebanho, certo? Depois porque demonstra uma enorme hipocrisia nos propósitos de Al Gore. Ao afirmar que os EUA são o principal obstáculo à Cimeira de Bali, além de não dar ao mundo nenhum novidade, esquece-se que também ele foi vice-presidente de uma administração que em anos nada distantes insistiu igualmente em não ratificar o Protocolo de Quioto. Quem era então o "principal obstáculo"?
Para concluir, gostava de só expressar uma preocupação. A Cimeira de Bali, e tudo o que seja (efectivamente) realizado no seu âmbito, é de louvar. Mas há que ter em conta a posição dos países em desenvolvimento. Se o planeta corre os riscos que corre, uma grande fatia desse bolo pertence aos países hoje desenvolvidos que nos seus processos industrializadores não olharam a meios (árvores, solos, rios, mares, ar, ...) para acumular riqueza. Ora são muitos destes países que hoje apelam (e bem, sem dúvida) ao cumprimento dos objectivos ambientais. Mas estes não podem exigi-lo de forma pura e dura, esquecendo-se do seu próprio passado. Os países em desenvolvimento também precisam de se industrializar e gerar riqueza para avançar no sentido de sociedades mais igualitárias e dinâmicas. Há pois que delinear com estes estratégias e planos alternativos que permitam harmonizar o crescimento industrial com a protecção dos recursos naturais, de forma a não repetir os mesmos erros do passado. E num mundo de hoje onde o conhecimento e as novas tecnologias abundam, não pode haver desculpas para não o fazer...

Um abraço e bom fim de semana

Parabéns João Duarte!

por White Castle em domingo, 9 de dezembro de 2007

O nosso director faz hoje aninhos... e já são 24! É verdade, o tempo não perdoa! ;)

Sendo assim, e como já se falou no brilharete do nosso "jornalista" Chico Portugal à SIC, aquando dum festival de Verão, cumpre agora referir que também o João Duarte é citado noutro meio de comunicação, o nosso congénere JUP, na edição de Novembro. E não é por qualquer pessoa... quem o cita é o Director da FEP, José Costa, na pág 28, num texto com o título "O filme da minha vida". É claro que quando ele descobriu, mais ninguém o pôde aturar (LOL), mas enfim, hoje convém dar-lhe mais graxa, e afagar-lhe o ego.... Ele até que merece! ;)

E como eu ainda não sei colocar vídeos no blog, fica aqui o link!

http://www.youtube.com/watch?v=PsTkqZqFn44&feature=related

por Francisco em terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Foi por essa época que o ouviram dizer: "A única diferença actual entre liberais e conservadores é que os liberais vão à missa das cinco e os conservadores à das oito".

Cem anos de solidão, Gabriel García Marquez

Delicioso e... intemporal.

Um abraço

O pastor e o rebanho.

por TR em segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Referia há tempos Pacheco Pereira, a propósito das mais recentes eleições internas do P.S.D., que assolava entre os seus militantes uma qualquer impassividade perante o que era mau. Mais, a impassividade era, em verdade, indiferença. Relembre-se o exerto, de 29 de Outubro:

Na lista dos pecados mortais inclui-se a "preguiça" e muita gente pensa que o pecado é mesmo a preguiça. Não é: o pecado mortal é a acedia que é outra coisa bem diferente. Um dos textos mais interessantes da Summa Theologica de Tomás de Aquino é sobre a acedia e por ele se percebe por que razão é um dos pecados "espirituais" mais complexos da lista cristã. A acedia é a indiferença face ao mal, uma "tristeza" face ao bem (Tristitia de bono spirituali) que mata a acção, um torpor perante uma obrigação presumida.Um dos grandes e eficazes eleitores de Menezes foi a acedia.
1. Fosse o PSD uma qualquer colectividade de bairro, o problema nem o chegava a ser. De tão circunscrita, -ora, possuíria fim específico, teria um número muito limitado de membros- não teria qualquer relevância. Sendo o PSD uma qualquer agremiação regional, a acedia passava a ser um pequeno espinho. Mas ainda de pouca dimensão, de pouco relevo para a escala nacional. Mas, na condição de maior partido da oposição, aspirando os seus líderes à titularidade de diversos cargos políticos, a dirigir a orientação do Estado, dos diversos Munícipios, Freguesias,..., a acedia no seio dos seus membros assume-se como algo de mais gravoso.
2. Estivessem apenas os ditos sociais democratas imbuídos deste espírito e já estaríamos a braços com algo de grave. Mas, dir-se-ia: A espectro político têm várias cores e tonalidades e, na borboleta em que se consubstancia, há muito mais do que o laranja... Verdade, sem dúvida! Mas o de olho atento facilmente refutaria esta afirmação,alegando que a acedia é geral.
3. Lembramo-nos do 1984 de George Orwell. No mesmo, passo a passo, numa sequência de pequenos consentimentos, o Partido (Socing) avançou para um controlo absoluto da vida social. Aos proles, os proletários, entretinha com o mais puro ócio: o vício do jogo, o vicío do alcóol, a permanente desmesura, desordem, embriaguez. De tal forma que esta mesma classe, talvez 85 ou 90 por cento da população, nem sequer ansiava pela revolta. Perdidos na sua pequenez, não ousavam erguer-se. Aos do partido, os outros 10, 15 por cento, exigia devoção estrema, entrega extrema, amor extremo.
Como alcançou esta situação? Ora, com controlo absoluto dos meios de comunicação, com assentimentos poderosos por parte da população que, passo a passo, foi entregando ao Estado o papel de grande máquina controladora da vida social. Muito mais que um Leviathan. No fundo, a autonomia pessoal foi decepada e, em seu lugar, o Estado surgiu.
4. Talvez uma imagem (de muito boa resolução, arriscaria), talvez uma parábola, 1984 chama a atenção para a facilidade com que se pode mergulhar num domínio excessivo por parte do Estado sobre a vida social. Muito mais que uma obra profética, tem o mérito de servir de instância crítica da realidade da comunidade. Podemos agora, pois, chegar ao cerne deste edíficio discursivo que temos vindo a edificar.
5. Urge, primeiro, identificar as duas premissas essenciais que permitirão a conclusão: Por um lado, o ambiente impregnado de acedia, de indiferença perante o mal. Por outro, o facto de tal ser uma condição, uma mola propulsora de uma intervenção exagerada ou, até, desmesurada do Estado em domínios que lhe deveriam estar vedados (ou com acesso altamente condicionado). Concluindo, assim, a chamar a atenção para o perigo em que estamos a mergulhar ao ceder tanto, e de tão retumbante forma, à intervenção estadual- das diversas maneiras de que se pode estabelecer. Veja-se o exemplo da ASAE, veja-se as normas de higiene a que os restaurantes têm que obedecer, não podendo os seus clientes, clara e conscientemente assentir a que o establecimento tenha um qualquer método de culinária diferente do postulado na lei. Para que um dia não seja proibido fumar dentro de casa, dar a educação que se pretende aos filhos ou, menos gravoso mas mais surreal, não poder comprar umas castanhas assadas recobertas de fuligem, por um qualquer motivo de ordem pública. Muito mais que um checks and balancies institucional releva a existência de freios e contrapesos entre o Estado e a sociedade civil, limitando esta a acção do primeiro. Para que a separação entre os dois não se consume em divórcio, ou num domínio completo do anterior sobre a última.
Coloca-se pois, o problema da autonomia privada e dos particulares perante a Administração, encabeçada pelo Estado. Tema, sem dúvida, a desenvolver.
Para quem tiver interesse, é muito clarividente a crónica de Henrique Monteiro no Expresso desta semana. O propulsor do texto que aqui se expõe. Texto que, desde há muito, clamava por ser redigido.