Resposta ao Desafio

por White Castle em domingo, 25 de novembro de 2007

E aqui está um exemplar da Viúva Carneiro:


bad companys

por Francisco em sábado, 24 de novembro de 2007

Lembro-me há uns tempos de uma tirada protagonizada por Durão Barroso que conquistou apaixonadamente os media e foi rapidamente elevada a uma possível historical quote, à boa maneira de um Churchill, Che Guevara ou John F Kennedy. A propósito da cimeira UE-África, instado a comentar a eventual vinda do Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe (ditador sanguinário que se auto-intitula o melhor dirigente político de todo a África), ao nosso país no âmbito dessa cimeira e a polémica que daí poderia resultar face à intransigência de Gordon Brown em proibir a presença de uma representação britânica numa mesma reunião de trabalho importantíssima para o futuro do continente mais pobre, desorientado, explorado e ignorado (não ficava por aqui) do mundo e das relações deste com a híbrida UE, Durão Barroso lançou: "Fui ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro no meu país e muito frequentemente temos de nos sentar em reuniões internacionais na companhia de pessoas com as quais a minha mãe não gostaria de me ver". Vamos por partes.
Primeiro-ministro? Pois foi. Mas terá tido tempo suficiente para sentar o seu diplomático rabo em alguma "reunião internacional"? É que foi tão rápido o período em que se prestou a dirigir o país que me escapam essas presenças! Outras "reuniões" chamaram mais alto...
Não, esperem. Estou errado! De facto, Durão tem toda a razão. Não só teve tempo para estar em reuniões internacionais como até patrocinou e deu um brilho especial a um dos últimos actos criminosos e completamente arbitrários no plano internacional. Pois é. Iraque. Alguém se lembra? Açores, cimeira das Lages... Bush, Aznar, Blair e... Durão! Eu gostava então de perguntar à mamã do Sr. Barroso o que acha destes amiguinhos do filho. Será que estes podem ser apresentados à Mãe? Talvez Mugabe seja muito egoísta e não partilhe os brinquedos. Está certo, não é boa companhia. E o menino Bush, o menino Aznar e o menino Blair? Estes sim, pode levá-los lá a casa já que até são criancinhas muito ricas e influentes. Quem sabe se o menino Durão não recebe de presente pelo Natal uma playstation destes seus educados e respeitosos colegas...
Mais engraçado e no seguimento disto: Ramos-Horta sugeriu o supracitado deste post, Durão Barroso, para Prémio Nobel da Paz. Epá, estou como o outro. Se agora foi o Al Gore, porque não? Al Gore foi vice-presidente de uma administração que não ratificou o Protocolo de Quioto, Durão pactuou institucionalmente com uma guerra ilegítima (cuja dimensão catastrófica das repercussões é ainda indefinida). O primeiro recorreu a um blockbuster e a um poderoso background mediático para limpar a imagem; o segundo assume agora um papel de bom samaritano na presidência da UE. Está bem.

Só uma nota: aplaudo com entusiasmo qualquer iniciativa de defesa e promoção do meio ambiente. Verdade Inconveniente é um desses meios e é desde já importante o facto de ter sido feito por alguém como Al Gore, por chegar com mais força a mais sítios. Mas, no meu entender, defender verdadeiramente o nosso planeta não se confina à produção de um filme e a meia dúzia de palestras milionárias. Passa também por uma atitude crítica permanente e não pontual; por uma accção social no terreno, porque estar num estúdio reunido com experts da matéria a montar um filme é mais confortável; por genuinidade nos propósitos e não por modas...

Um abraço e um bom dia (que da minha janela se perfila lindíssimo)

Desafio

por White Castle


Quem é a Viúva Carneiro??
Como não sou pessoa de muitas posses, ofereço um café a quem acertar! Ah, e quem estava comigo quando eu tirei a foto não pode tentar acertar!

Numa palavra: Música

por Francisco em terça-feira, 20 de novembro de 2007

Viva!

Volto a postar desta feita para vos deixar um albúm para ouvir. Chama-se Windmills of the Soul e é obra (obra mesmo, no meu entender) do dj, produtor e cantor Kero One, americano oriundo de S. Francisco, Califórnia.
Editado em 2006, pela sua própria produtora (Plug Label), é um albúm quanto a mim delicioso. Partindo de sonoridades muito relaxadas e groovies, Kero One junta jazz, soul, rap (do verdadeiro e bom!) e funk num só. Resultado: harmonia, equilíbrio.. maravilhoso.
Pessoalmente, atribuo uma grande dose da minha admiração por este Windmills of the Soul por este acrescentar à boa música a rima, o improviso, a métrica desalinhada, o interior, o exterior, os sentimentos, as críticas, as visões, a vida.. E isso, entre muitos nomes, chama-se RAP! Tão degenerado (e por isso ignorado, desvalorizado, criticado e até satirizado) nos dias de hoje, é bom para um amante de rap/hip hop (oldschool, newschool mas BOM acima de tudo!) como é o meu caso, ver este meu estilo musical do coração associado a outros que tanto gosto (jazz, soul) mas com uma maior acreditação/valorização. Como que me dá um um prazer especial. Tenho até a esperança em que se alguém ouvir este albúm venha a ter vontade de procurar conhecer mais sobre o Hip Hop (o que não passa na MTV...). E nesse caso, cá estarei eu com todo o gosto!
E, afinal de contas, não essa uma função intrínseca à própria Música? Além de vincular, veicular novos gostos, tendências, interesses...

Perdoem-me o entusiasmo mas.. como o mundo seria triste sem a música e tudo o que ela nos traz!

Um abraço

Crítica da Semana: Beowulf

por marcomoura77 em segunda-feira, 19 de novembro de 2007


Confesso que, para esta semana, Beowulf não era a minha primeira escolha, uma vez que estou ansioso para ver o novo de Ridley Scott, o muito esperado American Gangster (fica para a semana). Talvez por isso, ou talvez não, Beowulf não me fascinou.
Indicado, pelas casas de apostas, como um dos favoritos aos Oscars deste ano, o novo filme de Robert Zemeckis foi «entretido», relativamente original e com um toque gore que me agradou, como bom fã de Anime que sou mas em termos de narrativa sempre me pareceu algo oco e previsível.
Zemeckis sempre gostou do Fantástico e, à sua maneira, sempre tentou ser inovador, ainda que nem sempre com bons resultados. Com Polar Express, por exemplo, um filme «menor» da sua carreira, desenvolveu uma especial técnica de motion capture que retrata as expressões e, quase de forma perfeita, a própria face dos actores que estão «por detrás do boneco» - técnica essa que volta a utilizar em Beowulf ainda que não de forma ideal uma vez que, se resulta com Angelina Jolie (numa personagem muito letárgica e quase etérea) não funciona, por exemplo, com Anthony Hopkins que é, como se sabe, muito melhor actor que o pobre do boneco.
Mas a verdade é que ainda nem fiz referência à principal diferença deste filme e aqui confesso que Zemeckis foi engenhoso: é em 3D! E funciona bem! Já não via um filme em 3D desde que vi uma sessão especial do Jurassic Park, no já encerrado Charlot, quando era pequeno e confesso que gostei (ainda que não tenha sido argumento suficiente para me deixar louco pelo filme...).
Beowulf baseia-se em lendas nórdicas em que pontificam trolls, dragões, heróis lendários e os deuses Odin e Heimdall - o que até poderia ser um bom pano de fundo para o argumento, que porém, não existe: as personagens são quase todas excessivamente rígidas e unidimensionais, estereotipadas e sem grande interesse - principalmente a de Beowulf que é um herói chato e sem carisma. A única personagem com que simpatizei foi mesmo a do «braço direito» de Beowulf, desempenhada pelo veterano Brendan Gleeson. Além disso, e sem revelar pormenores, ao fim de meia hora de filme já se previa o final...
Em suma, um filme menor de quem já nos trouxe obras bem mais interessantes como Forrest Gump ou mesmo Back to the Future . que cria um universo infantil mas bem mais elaborado.
Quanto a Oscars... Não vejo alternativa... Ou vence algum nas categorias técnicas ou então será necessário criar a categoria de «Melhor Filme em 3D».
O Melhor: Brendan Gleeson e algumas cenas bem conseguidas a nível visual
O Pior: Instrumentalidade na construção das personagens e excesso de clichés argumentativos
Nota: 6.5/10
Até para a semana...
PS: No cinema, estive rodeado de imbecis que não se calaram durante todo o filme com piadas parvas e irritantes (na entrada devia ser exigido não o Bilhete de Identidade mas sim um Certificado de Idade Mental) e espero que esses «verdadeiros palermas», na acepção científica do termo, não influenciem a minha isenção na análise deste filme.

Dia da Memória

por Pedro Silva em domingo, 18 de novembro de 2007

"Chorei de manhã até à noite quando descobri que não podia mexer as pernas. Não vale a pena imaginar", recordou hoje Nelson Silva, 32 anos tetraplégico, a viver há dois meses no Centro de Medicina e Reabilitação de São Brás de Alportel, no Algarve. Há cerca de dois anos, Nelson, divorciado, com duas filhas de oito e 10 anos de idade e empregado na construção civil desde os 16 anos, adormeceu ao volante da sua motorizada nova na Ponte de Portimão, precisamente no dia em que estava a celebrar o seu 30º aniversário. "Era a primeira vez que levava as minhas filhas um baile, elas nunca tinham visto nenhuma festa assim", lembra Nelson. Por volta da uma da manhã, quando regressava a casa de mota, aconteceu a tragédia: adormeceu ao volante. Sozinho, não houve culpa de ninguém só dele próprio, confessa o jovem da geração de 1975. "Parti-me todo, parti clavícula, desloquei o maxilar, parti dentes", e ficou sem se poder mexer do pescoço para baixo, mas a médica Margarida Sizenando explicou à Lusa que dentro do mal, a tetraplagia de Nelson era "incompleta", porque o membro superior esquerdo está funcional. Esteve em coma profundo dois meses e meio no Hospital de São José, em Lisboa, mais nove meses no hospital de Portimão e agora está em fase de reabilitação no Centro de Medicina de S. Brás de Alportel. Quando saiu do coma, Nelson Silva, que ouvia vozes a falar de alguém que tinha ficado sem poder andar, pensou que seria o irmão dele, mas não, na realidade a tetraplagia era dele próprio, recorda, magro, a fumar cigarros atrás de cigarro para aproveitar o tempo em que está autorizado a fumar. "Aqui só de pode fumar à hora das refeições e no café. Dantes fumava três maços por dia, mas agora um maço dá-me para dois dias". Com dois meses de reabilitação, Nelson já consegue endireitar-se numa cadeira sem cair para o lado e com ajuda já sai da cama para a cadeira de rodas e vice-versa. Está a preparar-se para ter uma vida independente dentro do possível quando for para casa, conta. Nelson Silva que vai receber uma pensão de reforma de invalidez de 177 euros por mês só pede uma coisa na vida. "Gostava que me arranjassem um emprego na Câmara de Lagoa para poder entreter-me sem estar todo o dia preso em casa, mas só tenho a quarta classe", confessa. Quem também só pede um emprego é Elsa Ramos, 31 anos, fotógrafa, paraplégica e há três anos à espera de encontrar um trabalho para conseguir viver por sua conta própria. "Eu não estou doente, tive um acidente", clarifica a paciente, há três meses em reabilitação em S. Brás de Alportel, apelando à Governadora Civil de Faro, Isilda Gomes, que ajude a quebrar as barreiras arquitectónicas no Algarve. "Faço casamentos e baptizados e tenho a minha casa toda adaptada para o meu estado. Só me falta um emprego e está difícil", confessa Elsa à Governadora Civil. Elsa Ramos, uma das centenas de vítimas nas estradas portuguesas, teve a infelicidade de estar a passar numa passagem de nível na Luz de Tavira, sem qualquer sinalização ou segurança, e um comboio ter batido na viatura por trás. Depois não se lembra de mais nada, contaram-lhe que o carro capotou, explica. Depois do acidente ninguém mais lhe voltou a dar trabalho e no emprego onde fazia fotografias de cerimónias religiosas, o proprietário fez obras e disse que já não precisava mais de Elsa Ramos.

Hoje, no Dia da Memória, uma iniciativa de combate à sinistralidade rodoviária, a Governadora Civil assinalou a jornada com a visita ao Centro de Reabilitação em S. Brás. O Algarve é a região que está em segundo lugar na lista nacional de mais acidentes de viação.

Por Cecília Malheiro, da Agência Lusa


Porque o nosso Tribuna não podia ficar indiferente a este dia e a tudo aquilo que este representa… Esta guerra contra a Sinistralidade Rodoviária só poderá terminar de vez se todos, mas todos nos recordarmos em conjunto que a Vida não pode ser esquecida.

Saudações Portistas!!

Sugestão de Leitura

por Raquel Teixeira

Já agora deixo aqui uma sugestão de leitura para este fim de semana...a Visão desta semana traz artigos bastante interessantes desde a vida por detrás do pano do nosso Primeiro- Ministro, passando pela economia e pela sociedade com uma reportagem sobre as tribos sociais( também desconhecia o termo), pequenas reportagens muito interessantes e artigos de opinião sobre temas muito actuais! Além disso traz sugestões de visitas e programas para fazer cá pelo Porto! Fica aqui a deixa...

Prémios do Festival de Tunas

por Raquel Teixeira

Parabéns à Legislatuna pelo prémio de Melhor Pandeireta e claro a todos os que estiveram presentes na 3a feira a apoiar a nossa Tuna Feminina, pois ganhamos o prémio de Melhor Claque! Que sejam êxitos a repetir!!!

E, no entanto, o Blog do Tribuna vive!!!!

por João Fachana em quarta-feira, 14 de novembro de 2007

...............................bip...........bip.............bip bip bip bip bip bip bip bip bip bip!!!!!!!

:D Já não era sem tempo que este blog voltava a ganhar vida! 5 posts em menos de uma semana é obra!!! Vamos a continuar pessoal!

por Francisco

Por falta de comparência da faculdade de Biomédicas, a FDUP venceu por 3-0 na secretaria, apurando-se assim para as meias finais onde muito provavelmente irá encontrar a FEP no torneio inter-faculdades da UP.

A D-League, iniciada na segunda-feira, terá brevemente os seus jogos e resultados registados aqui.

Afastando-me dos relvados, queria acrescentar que a Comissão de alunos do 1º ano, eleita há cerca de duas semanas, além dos tradicionais departamentos inerentes a qualquer comissão (eventos, apontamentos, desporto, tesouraria) terá um departamento de Multimédia, direccionado para a publicidade dos eventos e para a criação de um blog (em construção e em tempo oportuno anunciado) que preocure dar conta de assuntos respeitantes às preocupações académicas e, noutro plano, que permita a todos os interessados (alunos 1º ano) a sua participação em assuntos de cariz diverso (música, cinema, literatura,..).

Um abraço