Os Fins e os Meios...

por Pedro Silva em segunda-feira, 9 de julho de 2007

Fidel diz que assassino da CIA tinha poucas hipóteses de matá-lo


Convalescente, Fidel Castro afirmou que o homem que a CIA contratou para o envenenar, no início dos anos 60, não teria conseguido aproximar-se o suficiente para ser bem sucedido na tentativa de assassinato
Castro, no mais recente editorial do Granman, afirmou que o plano para o assassinar foi apenas um de muitos. A CIA revelou, no mês passado, centenas de páginas de registos secretos dos piores abusos ilegais em nome da política americana.
Os documentos da CIA descrevem algumas das tentativas iniciais para matar Fidel Castro com a ajuda da Máfia,
que estava furiosa por ter perdido o rentável domínio dos casinos de Cuba.
De acordo com os documentos divulgados, o assassino Juan Orta administraria seis pílulas de veneno a Fidel. Orta movia-se no negócio dos casinos e, ao mesmo tempo, tinha acesso ao líder comunista. O responsável não executou o plano.
Castro escreveu que Orta estava ligado a exilados nos EUA e outros imigrantes antes da revolução, e que em certa época privou frequentemente com o líder cubano.
«Esse traidor do Orta recebeu dinheiro da Máfia para ajudar na reabertura de casinos», escreveu Fidel. «Quando ele recebeu o veneno, ao contrário de outras situações, havia muito poucas hipóteses de vê-lo. Eu estava completamente ocupado com outros assuntos».

Fonte: SOL


Ao passar uma vista de olhos nas várias notícias descobri esta que me levantou uma questão que me parece de todo importante; é a velha questão dos Fins que justificam os meios, e este é um exemplo claro de como a Administração Norte Americana munida da sua arrogância habitual tentou por varias vezes e ainda o faz actualmente interferir nas questões internas dos Países independentes… Na altura alegaram a questão da defesa nacional, mas se olharmos para trás a Alemanha Nazi também se serviu deste mesmo argumento para invadir a Polónia e se expandir para o Leste, foram questões de necessidade territorial e para combater o inimigo Soviético diziam os Nazis na altura e agora vemos que afinal a Nobre e Grande Democracia dos U.S.A. faz exactamente o mesmo relativamente a um País como Cuba (e isto para não falar de Venezuela, Iraque, etc.) que não representa nenhuma ameaça real, apenas por pura teimosia e grandes interesses económicos… Até quando vamos suportar estas ingerências de Estados nos assuntos internos de outros Estados? Será que os Fins justificam mesmo os meios? Porque motivo teremos de adoptar á força o modelo de governação e de vida Norte Americana? Não serão estas tentativas sucessivas de imposição de um modelo e interferências uma violação grave do Direiro Internacional e até mesmo dos Direitos do Homem? Ficam as respostas á consideração de cada um…

Saudações a todos!!!

Marquês

Sobre o referendo- breve reflexão

por TR em quarta-feira, 4 de julho de 2007

Temos na realidade que é a nossa uma questão que tem vindo a suscitar diversas posições e, sem dúvida, imensos diferendos: a legitimidade da aprovação de uma possível Constituição Europeia por via daquele que é o primacial órgão representativo dos cidadãos – a Assembleia da República. Não pretendemos neste espaço aferir a real necessidade de uma Constituição formal Europeia, qual o conteúdo que a mesma deveria conter, se, no actual contexto, a mesma é um imperativo. Tão-somente reflectir sobre o modo de aprovação da mesma.
A Constituição Europeia corresponde a uma necessidade de formalizar algo. Surge como um elemento legitimador da realidade política europeia. Mais do que um qualquer diploma inovador – toda e qualquer alteração aos órgãos políticos europeus poderia ser efectuadas de outra forma – , a Constituição Europeia corresponde à necessidade de, face ao ponto a que a integração europeia chegou (com os seus constantes recuos e passos ao lado, com as vozes dissidentes que do seu seio emergem…), dar um novo fulgor à comunidade, um novo ponto de partida, um grande salto rumo à constituição de um super estado dotado de uma constituição (seja ele uma Federação, Confederação, ou outra qualquer figura jurídica ainda não encontrada).
Nesse sentido, como aprovar tal constituição? Façamos um raciocínio silogístico: (i) a Constituição Europeia é material e formalmente uma Constituição. (ii) Diz-nos Gomes Canotilho que o poder constituinte é o poder de o povo “através de um acto constituinte criar uma lei juridicamente ordenadora da ordem política”, entendendo-se tais leis como fundamentais. (iii) De onde se pode aferir que a aprovação do documento em análise é da competência do já referido poder. Em democracia tal parece ser evidente.
Ora, acontece que, também em democracia, a soberania reside no povo. Povo esse que, no momento constituinte original, poderá eleger os seus representantes na elaboração da constituição. Acontece que, na realidade presente, nos encontramos perante um grande diferendo: Urgindo aprovar ou rejeitar a Constituição Europeia é necessário apurar qual o melhor método de chegar a uma conclusão vinculativa.
Por um lado, argumenta-se que a Assembleia da República tem legitimidade para tal: os seus representantes foram eleitos por sufrágio universal e directo. Por outro, a profundidade do conteúdo da Constituição Europeia sugere que estamos perante a necessidade de invocar o poder constituinte. E, não sendo os deputados eleitos para o exercer em nome do povo (apenas o foram nas eleições para a Assembleia Constituinte de 1975), tal extravasa o elenco das suas competências.
Haverá uma possibilidade de, democrática e legitimamente, aprovar o tratado constitucional: referendando-o. É verdade que o referendo polariza e chega a antagonizar posições. Origina debates muitas vezes estéreis, radicalizados, improdutivos. No entanto, quando perante duas realidade imperfeitas, dever-se-á escolher a que melhor e mais justamente se adaptar ao caso em concreto. E, no caso sub iudice, parece ser mais justo um referendo – imperfeito, polarizador,… - do que uma aprovação por decreto de uma lei fundamental para os anos vindouros. Argumente-se que a mesma é para bem de todos, é vital para a evolução da Europa, é para a realização do grande modelo europeu. Replique-se igualmente: longe vão os tempos pretensamente demofílicos, em que o soberano (a soberania residia no monarca) governava para o dito bem comum, para lá da vontade do povo. Por certo uma lei poderá ser essencial para a evolução do projecto europeu, mas uma lei fundamental, uma lei constitucional, merece ser aprovada pelo povo (dada a relevância da Constituição), só ele terá legitimidade para confirmar.
Longe vão tais tempos demofilicos, mas a história da construção europeia parece querer resgatá-los: por um lado, um constante despeito pelo povo que, cada vez mais, parece apenas pretensamente soberano; por outro, um grupo de indivíduos que se considera legitimado para decidir qual o bem comum, que parece não encontrar entraves à sua acção, nem competência que lhes não pertença. Ainda estarão, como Mirabeau, pela vontade do povo? Talvez baionetas não os travem – também longe vão tais tempos de constante ebulição e ruptura constitucional; mas frente ao voto, o poderoso voto, poderiam baquear.
A Constituição Europeia não deverá passar sem ser por referendo. Tão-somente, por respeito à democracia, ao povo.
Como será aprovada ou rejeitada? O tempo o dirá.

Fenprof na rua com estudantes contra proposta de lei para o ensino superior - Notícia Publico.pt

por João Fachana em quinta-feira, 28 de junho de 2007

Logo pela manhã de hoje, associações académicas do Norte e Centro do país juntaram-se para ir, em marcha lenta, até Lisboa, pela A1. Do Algarve também. O objectivo é estarem presentes frente à Assembleia da República para contestar a proposta de lei do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), que vai ser debatida em plenário.
A acompanhar os estudantes neste protesto estará um grupo de docentes do ensino superior, dirigentes da Federação Nacional dos Professores (Fenprof). Também a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) e o Sindicato Nacional do Ensino Superior (Snesup) se manifestam preocupados com o prazo estabelecido para debater esta proposta: demasiado curto, queixam-se.No plenário também há vozes que se levantam contra a pressa com que o Governo quer debater o RJIES, que prevê mudanças na organização e estrutura dos órgãos de gestão das universidades e politécnicos. Algumas vozes fazem-se ouvir no seio do PS, como a de Vera Jardim, que considera que a lei "não deve ser votada antes do Verão". Até ao fim de Outubro, pede o PSD. Ontem, em conferência de imprensa, os sociais-democratas propuseram um "entendimento" com o Governo, revela Calvão da Silva, vice-presidente do PSD. Caso o Governo não aceite a proposta de entendimento e persista "na sua teimosia", o PSD "votará contra", recusando ser "conivente com uma legislação que só criará instabilidade", afirma. Há cerca de um ano, o PSD apresentou uma proposta que tem pontos coincidentes com os do Governo. Mas Calvão da Silva não deixa de tecer duras críticas à proposta de RJIES. Trata-se de um diploma "que agrava, de forma ostensiva, o intervencionismo estatal e o controlo governamental". É o "regresso das acções de contestação conjuntas", congratula-se a Federação Académica do Porto, em comunicado. Associações de estudantes do ensino superior de Trás-os-Montes, Minho, Porto, Coimbra, Aveiro, Lisboa e Algarve estão juntos e consideram que o RJIES levará à privatização e elitização do ensino superior. Contestam ainda a perda de representação nos principais órgãos das escolas, onde têm tido assento até agora, e consideram esta proposta antidemocrática.Na Internet circulam duas petições contra o RJIES. Uma - em www.petitiononline.com/RJIESnao/petition.html - conta com mais de duas mil assinaturas e pede que o prazo de consulta seja alargado até ao final de 2008. A outra foi iniciada em Coimbra e considera que a proposta do Governo "põe em causa a autonomia universitária e promove a fragmentação das instituições". Os subscritores, mais de mil, a sua maioria professores, estão preocupados com o fim da coesão das instituições. A petição está em www.uc.pt/tomadadeposicao.


Bárbara Wong

Ensino Superior: reitores transmitem a Cavaco preocupações sobre regime jurídico

por João Fachana

O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas transmitiu hoje ao Presidente da República, Cavaco Silva, as suas preocupações relativamente ao regime jurídico das instituições de Ensino Superior, tendo abordado com o chefe de Estado um eventual pedido de fiscalização da constitucionalidade do diploma.
"Apresentámos ao Presidente da República as nossas preocupações e reservas em relação ao novo regime jurídico das instituições de Ensino Superior", afirmou Seabra Santos, presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), em declarações à Lusa.Segundo o também reitor da Universidade de Coimbra, o CRUP transmitiu a Cavaco Silva os três principais pontos de discórdia, entre eles o possível desmembramento das unidades orgânicas com a possibilidade destas se transformarem em fundações de direito privado, mesmo contra a vontade das "casas-mãe". O CRUP discorda igualmente da nova forma de escolha dos reitores, entendendo que uma universidade pública requer a existência de um órgão de governo unipessoal "que deve ter a força política que só a eleição lhe pode conferir". "O reitor não deve ser considerado o quadro superior da empresa""O reitor não deve ser considerado o quadro superior da empresa, nem um chefe de divisão. Não deve portanto ser seleccionado por um concurso público como se se tratasse de um quadro de empresa. É um órgão de governo. Este novo processo retira o poder político que o reitor deve ter para poder conduzir a universidade", disse Seabra Santos.O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas transmitiu ainda a Cavaco Silva que uma lei como esta, "que vai trazer alterações tão profundas na forma de funcionamento do Ensino Superior", deveria ter mais tempo de debate e reflexão, criticando, desta forma, o "pouco tempo" que o diploma esteve em discussão pública. Questionado pela Lusa se requereu ao Presidente da República um eventual pedido de fiscalização da constitucionalidade do diploma, Seabra Santos limitou-se a responder que "essa questão foi levantada durante a audiência". A versão final da proposta de lei sobre o regime jurídico das instituições de Ensino Superior foi aprovada no dia 14 em Conselho de Ministros e será discutida na Assembleia da República amanhã, podendo ainda sofrer alterações
Público.pt (Fonte: Agência Lusa)

Marchas de S.João em Vila Nova de Gaia

por White Castle em sexta-feira, 22 de junho de 2007

As Marchas de Gaia deste ano têm como tema "Os Santos Populares: S. António, S. João e S. Pedro" devendo as 11 Freguesias/Marchas participantes glosar este tema, no que respeita à Letra e à Música de Marcha da Freguesia, quer no que concerne ao Carro Alegórico, aos Arcos e Balões e ao Guarda-Roupa.
A Grande Marcha - Gaia 2007 é de autoria do poeta e letrista Joyce Piedade (letra) e do maestro e compositor Ramiro Lopes (música).
As freguesias de Afurada, Canidelo, Crestuma, Madalena, Mafamude, Olival, Oliveira do Douro, Pedroso, Santa Marinha, Vilar de Andorinho e Vilar do Paraíso desfilarão a partir das 22h00 num percurso compreendido entre o tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I e o Largo da Cruz, dando cor e alegria a uma zona extraordinariamente bela.O Cais de Gaia é, mais uma vez, o ponto central de exibição das Marchas, recebendo mais de um milhar de pessoas que integram os diferentes grupos.
Boas festas São Joaninas!!!
(informações retiradas do site da Câmara Municipal de Gaia )

Festas de S. João

por White Castle

Boa tarde:

A esta hora já se fervilha pelos festejos do S. João ;) Assim, deixamos aqui o programa das festas, retirado do site da Câmara Municipal do Porto ( www.cm-porto.pt/ ) :



23 de Junho

Fontainhas
22.00 h
Água na Boca e grupo de baile

Avenida dos Aliados
22.00 h
José Cid
Conjunto António Mafra e grupo de baile

Ribeira – Rio Douro
24.00 h
Monumental fogo de artifício, lançado a partir do Rio Douro



24 de Junho
Parque da Cidade / Castelo do Queijo
02.00 h
GNR e DJ’s

Organização: CMP/PortoLazer em colaboração com várias entidades e instituições da cidade.
Para mais informações:
http://www.portolazer.pt/


NOITE DE 23 PARA 24 DE JUNHO

CONCURSO LOMO DE S. JOÃO


Um concurso aberto ao público em geral, cujo objectivo é captar e registar com as câmaras fotográficas LOMO a Festa de S. João: os bailes, martelinhos, os manjericos, o alho porro…
Pode inscrever-se na Nova Embaixada Lomográfica do Porto com a sua máquina Lomo ou levantar uma emprestada e um rolo de 24 exposições. O levantamento das máquinas é feito sob caução no valor das máquinas escolhidas, que será devolvida no acto da entrega.
A participação é gratuita para os 50 primeiros participantes.
Inscrições entre os dias 16 e 23 de Junho na Nova Embaixada Lomográfica do Porto.
Para aceder ao regulamento consulte o site http://www.lomografiaportugal.com/.
Para mais informações:
Nova Embaixada Lomográfica do Porto - Rua do Almada 542, 1.º Andar
Tel.: 220 990 877 – 912 133 034
infolomo@gmail.com

O SÃO JOÃO NA CASA DA MÚSICA

ESPECTÁCULO DEDICADO AOS SONS POP/ROCK NACIONAIS

A noite prolonga-se com grande animação num espectáculo dedicado aos sons pop/rock nacionais, prometendo um estímulo extra à continuação da festa pelos mais resistentes.
Local: Praça
Hora: a partir das 00h00
Preço: entrada livre
Para mais informações:
http://www.casadamusica.com/

24 DE JUNHO

O SÃO JOÃO NA CASA DA MÚSICA

CONCERTO PELA BANDA MUNICIPAL DA CORUNHA
(integrado nos ciclos: “Dias de Espanha” e “Ao Meio-Dia”
Marcel van Bree, direcção musical
A festa alarga-se neste ano até ao dia seguinte, o dia de S. João, que é assinalado pelo tom festivo da Banda Municipal da Corunha, formação fundada em 1949 e que conta com um vasto repertório de clássicos, música de cinema, musicais e standards de jazz.
Para mais informações:
http://www.casadamusica.com/

XXIV REGATA DE BARCOS RABELOS

Como é habitual, a Confraria do Vinho do Porto irá realizar a Cerimónia de Entronização e a Regata dos Barcos Rabelos na altura das festas da cidade do Porto.
A Cerimónia de Entronização da Confraria do Vinho do Porto tem como local de realização, o Palácio da Bolsa, na cidade do Porto.
Finda a Cerimónia, todos os Confrades e convidados formam em cortejo até ao Edifício da Alfândega do Porto, onde se realiza o Jantar e Baile de Gala.
A Regata de Barcos Rabelos, o evento mais colorido e popular da Confraria do Vinho do Porto, onde os barcos rabelos desfilam com as velas erguidas, nas quais exibem o nome da firma de Vinho do Porto a que pertencem, navegam numa luta empenhada em conquista do primeiro lugar.
Tendo início no Cabedelo, junto à Foz do Rio Douro, termina em frente à Casa Sandeman, é sempre acompanhada por um Barco transportando cerca de 300 convidados e respectiva Chancelaria.
No final da regata, procede-se à entrega de prémios, em frente à Casa Sandeman, animada por um rancho folclórico, com uma fotografia de família e com um almoço de convívio entre todos os participantes e convidados.
Calendário:
Cerimónia de Entronização – 22 de Junho
XXIV Regata de Barcos Rabelos – 24 de Junho
Hora: depende da maré
Para mais informações:
http://www.aevp.pt/new/pt/default.asp?id=1&ACT=5&content=12&mnu=124 DE JUNHO

CONCERTO DE S. JOÃO

Banda Marcial da Foz do Douro, Maestro Filipe Lopes
Banda Sinfónica Portuguesa, Maestro Francisco Ferreira
Local: Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal
Hora: 17:00

29 DE JUNHO

RUSGAS
Local: Avenida dos Aliados
Hora: 21:00

30 DE JUNHO

DESFILE DO TRAJE
Local: Avenida dos Aliados
Hora: 20:00

Comentários

por Tribuna

Boa noite!


Não nos tínhamos apercebido que só estavam permitidos comentários para utilizadores registados! Já foi alterada essa configuração, permitindo que quem quiser possa comentar à vontade!


Boas leituras e ... bons comentários ;)

Debate hoje na Reitoria - NRJIES

por João Fachana

Caros colegas,
No seguimento da cobertura "on-line" que andamos a fazer do Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior, informamos que, como comunicou Pedro Soares da DAEFDUP, no fórum da AEFDUP, realiza-se hoje (sexta-feira), pelas 15horas na Reitoria da U.P. (antigo edificio de ciências, junto à Fonte dos Leões) uma explicação e consequente debate com o Ministro da Ciência e Ensino Superior, o Professor Mariano Gago, sobre a Proposta de Lei que o Governo irá apresentar dia 28 de Junho na Assembleia da República.
Todos sabemos que o dia e a hora não são os melhores, no entanto fica a informação e, na medida do possível, tentaremos "postar" um pequeno resumo desse debate.
Saudações Académicas

Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior - novas informações

por João Fachana em quinta-feira, 21 de junho de 2007

Caros colegas,

O assunto que por enquanto domina a vida académica das Universidades (para além dos exames...) encontrou novos desenvolvimentos...

A DAEFDUP, no seu fórum está a transmitir as informações que lhe têm chegado nos últimos dias. Verifiquem regularmente o fórum da AEFDUP para estarem a par de todas as informações mais recentes. As informações encontram-se, naturalmente, no departamento de política educativa. Fica aqui o link:

http://www.forumaefdup.pt.vu/

Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior

por White Castle em domingo, 17 de junho de 2007

Como foi referido pelo meu colega João Fachana, vamos tentar actualizar informações sobre este tema. Assim, veja-se de seguida, esta notícia de hoje da Agência Lusa:


"Estudantes de Coimbra vão a Lisboa a pé, em protesto contra Regime Jurídico das Instituições

Uma dezena de estudantes da Associação Académica de Coimbra (AAC) vai fazer 180 quilómetros a pé até Lisboa, entre segunda e sexta-feira, em protesto contra o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJEIS).
A viagem, que vai ser efectuada ao longo da Estrada Nacional 1, prevê várias paragens pelo caminho, para contactos com a população e entidades oficiais, nomeadamente câmaras municipais, às quais a AAC solicitou audiências.
"Vamos falar com as pessoas, explicar a razão do protesto e recolher assinaturas para um abaixo-assinado" disse hoje à agência Lusa João Pita, da Direcção-Geral da Associação Académica de Coimbra.
Entre as críticas dos estudantes da Universidade de Coimbra (UC) ao novo regime jurídico está a possibilidade das instituições de ensino superior poderem constituír-se como fundações de direito privado.
O fim do actual modelo de acção social, a nomeação do reitor por elementos estranhos à universidade ou o impedimento estudantes e funcionários participarem nos órgãos de decisão das escolas são outros pontos contestados pela AAC.
Os estudantes de Coimbra saem segunda-feira, pelas 09:00, do edifício-sede da AAC, subindo a rua até ao Pátio das Escolas e edifício da Reitoria, onde vão ser recebidos por responsáveis da UC, disse João Pita.
A saída da cidade faz-se pela ponte de Santa Clara em direcção à EN1 e a Condeixa-a-Nova, a 16 quilómetros de distância, onde está prevista uma paragem para almoço e uma audiência na Câmara Municipal.
Seguem-se mais 19 quilómetros, até à localidade de Redinha, no concelho de Pombal, onde os estudantes irão pernoitar num pavilhão municipal.
Na terça cumprirão 39 quilómetros até Leiria, com passagem por Pombal e, quarta-feira, fazem a ligação de 19 quilómetros entre Leiria e Porto de Mós.
O dia de quarta-feira termina em Rio Maior, mas o percurso entre Porto de Mós e aquela localidade será feito de automóvel: "É uma zona muito deserta da estrada, com pouco interesse no contacto com as populações", justificou o dirigente da AAC.
Quinta-feira marca o maior percurso - cerca de 45 quilómetros entre Rio Maior e a localidade de Paredes (Alenquer), com paragem na aldeia da Ota.
Em Paredes, os estudantes vão pernoitar num pavilhão anexo a uma escola local.
Na sexta-feira, último dia da caminhada, o percurso inclui passagens pelo Carregado e Vila Franca de Xira até Lisboa, onde os estudantes têm como meta a Assembleia da República, onde contam entregar um parecer com as suas objecções ao RJEIS.
Os cerca de 10 quilómetros entre a entrada na capital e o Parlamento deverão ser cumpridos de automóvel "para chegarmos a horas", disse João Pita, frisando que a delegação da AAC tem chegada prevista ao palácio de São Bento pelas 17:00.
O grupo de estudantes, onde se inclui o presidente da AAC, Paulo Fernandes e dois vice-presidentes, vai ser acompanhado por uma viatura da Associação Académica, responsável pelo apoio logístico durante a viagem, nomeadamente o transporte de géneros alimentícios.
As refeições quentes ficarão para o jantar em escolas e instalações municipais onde os estudantes irão pernoitar.
Além da comida, a viatura da AAC vai levar "ligaduras, pés elásticos, pomadas e anti-inflamatórios", disse João Pita.
A Associação Académica de Coimbra contactou, igualmente, diversas corporações de bombeiros das localidades por onde os estudantes vão passar, além da Cruz Vermelha, "no caso de ser preciso algum apoio mais especializado", sublinhou."