Fórum Moda & Sociedade

por Guilherme Silva em segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Brevemente.

Coisas perturbadoras

por D. em domingo, 29 de novembro de 2009

Ontem passou na Sic notícias, no programa Toda a Verdade, mais um documentário assinado pela BBC, o que por si atesta a qualidade do mesmo. Desta vez a reportagem foi feita em Fresno, na Califórnia, também conhecida e simpaticamente apelidada pelos seus moradores como a Capital Mundial das metanfetaminas.

Para quem não sabe, as metanfetaminas são derivados das anfetaminas (estimulantes do sistema nervoso que provocam aumentos consideráveis de energia por quem as consome), e são facilmente manipuláveis em laboratórios caseiros. Normalmente são conhecidas por Ice ou Speed e podem ser ingeridas de várias formas, actuando rapidamente.

Ora, já tinha visto no mesmo canal uma reportagem sobre as metanfetaminas e a forma como o seu consumo é generalizado nos países orientais, pois têm a capacidade de deixar as pessoas frenéticas durante dias a fio sem dormir, o que em países como a Malásia e Tailândia é usado em trabalhadores de modo a produzirem sem parar durante uma semana, sendo depois despedidos porque os cérebros ficam irremediavelmente danificados. Aliás, o fenómeno está a atingir proporções tão incríveis que existem vários ataques nas ruas provocados por pessoas que ficaram em permanente estado de paranóia depois de passarem duas semanas seguidas a trabalhar sob o efeito de metanfetaminas. Em pesquisa na internet descobri que elas são muito populares na Ásia, pois durante a Segunda Guerra Mundial foram aperfeiçoadas no Japão de modo a terem os soldados sempre alerta sem sentirem a fadiga.

Contudo, a reportagem sobre Fresno era bastante mais chocante do que a reportagem sobre a Ásia, pois na cidade californiana descobrimos que toda a população ou pelo menos uma grande fatia da população, as consume diariamente como se fosse a coisa mais normal de se fazer entre amigos e entre família. E o pior é que o fazem considerando que existem coisas bem piores e que até se poderiam curar, mas não o desejam. Aliás, o facto de as metanfetaminas não criarem dependência física, mas apenas psicológica justifica talvez o facto de muitos deles terem um ar perfeitamente normal, embora na realidade fossem viciados.

E o jornalista da BBC vai tendo contacto com histórias fantásticas, além de descobrir que quase todos tinham mesmo muitos filhos, quase todos colocados em programas de adopção ou em lares de acolhimento, devido ao vício dos pais. Aliás, quando questiona um homem sobre o facto de ele ter preferido as drogas aos filhos, eles responde simplesmente que tal não é verdade, que gosta mesmo muito dos filhos e que gostava de estar com eles, mas que adorava também drogar-se e sabe que isso seria mau para eles. Sendo este o mesmo homem que viciado juntamente com a mulher, tomou a decisão de que seria útil prostitui-la para poderem pagar o consumo de 700 dólares por semana em metanfetaminas. É uma bela história de amor esta.

Pelo meio conhecemos ainda um outro viciado que se considerava um empresário, pois a única coisa que fazia era receber material roubado e depois vendê-lo pelo preço que achava justo; e um casal de irmãos que consumia e a seguir sentia a necessidade de fazer sexo de modo a poderem estar os dois mais juntos.

O mais impressionante de tudo é que as crianças que não eram retiradas aos pais conviviam normalmente com o consumo descontrolado de drogas pelos pais e vizinhos.

No fim, descobrimos contudo algo fascinante: ter de limpar a casa é uma coisa muito ruim. Isto porque uma das senhoras entrevistadas voltou a consumir metanfetaminas, quando percebeu que tinha de limpar a casa toda e decidiu que seria muito mais rápido fazê-lo com ajuda química. Contudo, depois a senhora revela que passou seis horas a limpar a mesma coisa, tendo demorado mais tempo do que pensou que ia demorar sóbria. Como ela bem constatou “Algumas pessoas tomam café, eu tomo metanfetaminas”.

Curiosa com a cidade, resolvi ir pesquisar algumas coisas sobre ela na net. E no site oficial, embora haja uma secção dedicada a turistas e várias outras coisas sobre a cidade, oficialmente ela ainda não resolveu adoptar o apelido de Capital Mundial das Metanfetaminas, vá-se lá saber porquê.

por Inês P.

"O HOMEM CRIOU A MÁQUINA.

A Máquina não sente amor, ódio, ou medo; não sofre de úlceras, atques de coração ou distúrbios emocionais.
Talvez a única possibilidade do homem sobreviver seja tornar-se máquina.
Alguns homens conseguiram isso.
Máquinas que passam por homens dirigem muitas vezes sociedades; os ditadores são máquinas de força nos seus países. Um artista devotado pode transformar-se numa máquina de talento.
Por vezes, essa evolução ocorre sem que o homem repare nela.
Talvez aconteça da primeira vez em que ele diz "Sinto-me ferido" e o seu subconsciente responde: "Se eu abolir todos os sentimentos da minha vida, nunca mais poderei ser ferido!"

Jacqueline Susann, "The Love Machine", 1969

Ma Bohème

por Zenhas Mesquita em quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Je m'en allais, les poings dans mes poches crevées ;
Mon paletot aussi devenait idéal ;
J'allais sous le ciel, Muse ! et j'étais ton féal ;
Oh ! là là ! que d'amours splendides j'ai rêvées !


Mon unique culotte avait un large trou.
- Petit-Poucet rêveur, j'égrenais dans ma course
Des rimes. Mon auberge était à la Grande Ourse.
- Mes étoiles au ciel avaient un doux frou-frou


Et je les écoutais, assis au bord des routes,
Ces bons soirs de septembre où je sentais des gouttes
De rosée à mon front, comme un vin de vigueur ;


Où, rimant au milieu des ombres fantastiques,
Comme des lyres, je tirais les élastiques
De mes souliers blessés, un pied près de mon coeur !


Arthur Rimbaud

Oficinas # 7

por Ricardo Mesquita em quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Apareçam!

AGNU´09

por Anónimo em segunda-feira, 23 de novembro de 2009

PRAZO FINAL DE INSCRIÇÕES: 27 DE NOVEMBRO

AGNU´09

por Anónimo


É já Amanhã, às 18h00

por Manuel Marques Pinto de Rezende


Brigitte Bardot

por Guilherme Silva


Por vezes há que levantar as taças e brindar a esta senhora (e não, não é por causa dos animaizinhos).


In a manner of speaking

por Angelina em sábado, 21 de novembro de 2009

Porque simplesmente adoro esta música e a proposito da vinda do grupo a Portugal:
4 de Dezembro no Aula Magna em Lisboa
5 de Dezembro no teatro Sá da Bandeira no Porto




Bom fim de semana a todos

Apresentação Inaugural do Núcleo do Porto da Amnistia Internacional

por Anónimo

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Amnistia-Internacional-abriu-nucleo-no-Porto.rtp&headline=20&visual=9&article=295330&tm=8

Ilhas, Marxismo e ditadura

por Duarte Canotilho

Durante a entrevista com o Professor Helder Pacheco (historiador de renome da cidade do porto) falamos de uma possivel solução das ilhas. Aqui fica um excerto comico mas bastante real de como o estado novo via a situação.

"Eles elaboraram um projecto que consistia na criação de um bloco proximo das ilhas, e em que bloco esse com 200 habitações. A ideia era de ir as ilhas, e retirar as pessoas da ilha para o bloco, depois fazer obras na ilha com um projecto de arquitectura que a transforma num bairro, e depois realojar as pessoas que estavam no bloco de novo na ilha (que já não é uma ilha, mas sim um bairro).
(...)
O que inviabilizou este modelo foi o facto de eles se terem inspirado num bairro de viena chamado Viena Vermelha, onde havia blocos deste género que se chamavam Karl Marx Off. Quando o presidente descobriu isso ficou furioso, e disse publicamente que não permitia que se avançasse com o modelo, pois iam construir ilhas aéreas e que não podia aceitar-se um caravanzaralho (vem de Caravanzarai tenda dos beduínos onde são guardados animais).
Por outro lado o estado novo não estava interessado em construir habitação social pois não queria concentrações de população, muito menos as de operários. Interessava era dissolve-las e espalha-las pela periferia da cidade, de modo a que o centro pudesse ser ocupado pelo capital monopolista composto pela banca, serviços e escritórios que é o que ainda temos hoje. Eu diria que em vez de ser planeada a qualidade de vida e o futuro da cidade, eles planificaram a sua destruição em função de interesses. (...)
É uma conspiração contra a cidade"

Fabulosa entrevista com momentos geniais

Lenin 2

por Zenhas Mesquita em sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Para quem se recusa a aceitar os factos

Estudos sobre V.I.Lenin

por Zenhas Mesquita



A intensidade da Cólera de Lenin em carta:

Comrades! The insurrection of five Kulak districts should be pitilessly supressed. The interests of the whole revolution require this because ‘the last decisive battle’ with the kulaks is now under way everywhere. As example must be demonstrated.
1- Hang( and make sure that the hanging takes place in full view of the people) no fewer than one hundred known kulaks, rich moen, bloodsuckers.
2- Publish theirn names.
3- Seize all their grain from them.
4- Designate hostages in accordance with yesterday’s telegram.
Do it such a fashion that for hundreds of kilometres around the people might see, tremble, know, shout : they are strangling and will strangle to death the bloodsucking Kulaks.
Telegraph receipt and implementation.
Yours, Lenin.
Find some truly hard people.

« These words were so schocking in tone and content that they were kept secret during the Soviet period. The lax definition of victims – ‘kulaks, rich men, bloodsuckers’ – was a virtual guarantee that abuse would occur. The entire message invited such abuse. Persons were to be judicially murdered simply for belonging to a social category.
Indeed Lenin was treating whole areas of Penza province as ‘Kulak districts’. By his extravagant language he increased the hazard of armed units marching into villages and treating everyone as kulaks. He wanted to intimidate the whole rural population, not just the rich minority. »

Havia nele um certo prazer no terror que queria implementar :

I tis devilishly important to finish off Yudenich( precisely to finish him off: give him a thorough beating). If the offensive[ by him] hás started, isn’t it posible to mobilise 20 thousand Petrograd workers plus 10 thousand bourgeois, place artillery behind them, shoot several hundred and achieve a real mass impacto n Yudenich? “

Retirado de “ Lenin, a biography “ de Robert Service.

HOJE:

por Francisco em quarta-feira, 18 de novembro de 2009


# 36 às terças

por TR em terça-feira, 17 de novembro de 2009

Quando a vida embeleza a literatura, lembrando que nem tudo é alea (ou que se calhar até o é). Pilar del Río, na Pública de domingo.

“Quando é que percebeu a sua vida tinha mudado por causa do encontro com José?
Quando nos encontrámos. No dia seguinte telefonou-me para pedir a minha morada. Na época tinha um meio namorado, e quando cheguei a Espanha disse-lhe que já não o queria ver mais. Fiquei livre, sem relações, sem amante. Sabia que algo ia acontecer. E aconteceu: uns meses depois, José chegou, sem que tivesse havido uma carta, uma comunicação, nada. Apareceu em Sevilha. Eu sabia que ia aparecer, mais tarde ou mais cedo.

Como é que sabia?
Sabia. E de Junho a Novembro, que foi quando chegou o José, não houve mais ninguém na minha vida. Ninguém se podia aproximar. Eu estava à espera dele.

Por que é que a impressionou tanto?
Não me impressionou. Éramos tão parecidos, partilhávamos tanta coisa que era impossível que não as compartilhássemos. Não o conhecia pelas duas horas que passei com ele, conhecia-o pelo que escrevia.

O que é que conhecia? Nesses meses, continuou a procurá-lo a partir do que ele escrevia?
Não podia. Em espanhol estavam apenas traduzidos dois livros, o Memorial do Convento e o Ano da Morte de Ricardo Reis. Quando nos conhecemos, ele estava a escrever A Jangada de Pedra. Está lá descrito o nosso encontro: de outra maneira, noutro sítio, mas há uma mulher, e de repente ele sabe que é aquela a mulher, que tem de ser. Ele sabe que algo se passou, e ela sabe, não se verbaliza, mas ambos preparam as suas vidas.”

Errâncias - as fotografias publicáveis

por Inês em segunda-feira, 16 de novembro de 2009


O Errâncias!



Vista de casa da Rosa.


Estação de Mosteirô.





Serra do Montemuro.

Clubbing

por Zenhas Mesquita em domingo, 15 de novembro de 2009

Para quem ficou na cidade foi mais ou menos assim

Trio Bestança com Inês Dedilhado

por Francisco

"Já fui a Pinhel, Cinfães e Pocinho
fui-te conhecendo, bem devagarinho
Ah!, fui um bom amante
sou sempre um Errante..."

Protagonistas do Errâncias

por Inês P.

- Belas paisagens

- Chuva :D
- Job
- Subida a penhascos
- Uma meia preta
- Uma carrinha vermelha
- Olhares fulminantes de senhoras da terra
- Poesia e rimas
- Um café Convívio
- Bestança
- Lareira
- Chapéus que não lembram a ninguém
- Telepatia
- Uma aldeia adormecida
- Muita música


E o Minis!

por Sara Morgado



"Separam-nos facas
separam-nos fatwas
pai-nossos e datas
e excomunhões
acondicionando paixões"

A Bela Italia de Franco Battiato

por Zenhas Mesquita em quarta-feira, 11 de novembro de 2009


Para quem gosta de musica Italiana, aqui está Franco Battiato, uma pessoa que acompanho já há alguns anos, mas que só recentemente conheci os videoclips. Todos eles obras fantásticas, cheias de cor, esperança, imaginação e sonho



Não vou deixar aqui todos eles, mas deixo estes dois que expressam bem a sua arte.



Até Quarta.

Marcelo D2

por Zenhas Mesquita

Como todos sabemos o Dr Marcelo vem a cidade. No blog dele vi este vídeo e não resisti a partilhar convosco.

#35 às terças

por TR em terça-feira, 10 de novembro de 2009

JUSTIÇA
.
Roubei-me ao mundo um dia,
roubou-me o mundo a noite.
.
originariamente, aqui

REUNIÃO

por Francisco em segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ESTA QUARTA-FEIRA, 13H, NO LOCAL HABITUAL. :)

saudades do Muro

por Manuel Marques Pinto de Rezende

«A derrota do socialismo, com o desaparecimento da União Soviética e da comunidade socialista do Leste da Europa, constituiu uma tragédia, não apenas para os povos desses países mas para toda a humanidade: com o capitalismo dominante, o mundo é, hoje, menos democrático, menos livre, menos justo, menos fraterno, menos solidário, menos pacífico.» in Avante

diz isto a um polaco. ou a um lituano.
às pessoas que viviam na Ucrânia e no Camboja.

aos próprios alemães.

Têm todos cá umas saudadinhas daquele muro...
quase tantas como as saudades que têm do Pol Pot.

Coberta e Descoberta

por Anónimo em domingo, 8 de novembro de 2009

Desprovida de preconceitos, pré-juízos
Desprovida de teorias, gostos, requintes!
Coberta de Sarcasmo, Ironia e Vastidão
Me dispo, Sozinha, nesta solidão!

Esta Cobertura que me faz Não sorrir
Não lutar, Não Amar, Não querer
Não desejar, Não ambicionar, Não poder
Esta cobertura de linho « fino e chique»
De solidão e amargura
que me fazem Não viver, Não pedir
Não colher, Não correr e não Partir

Tudo isto me faz Não descobrir
Mas Sim Chorar, Deprimir, Reclamar
Isto escrever, Isto teclar, Isto mostrar
A minha alma, Hoje, chora
Chora coberta de Morte
e Descoberta de Amor
Pelo Cravo que partiu, Num Adeus,
Numa simbiose de amor-ódio
Que me faz Sim Chorar, Não Sorrir,
Sim Sorrir, Não Chorar,

Aqui, sozinha, em pleno
Descoberta e com frio
Me cubro com a angústia
deixo cair meu longo cabelo
Cobrindo meu corpo Nu
Minha alma Vazia
Coberta e Descoberta
Sem Amor e Sem destino

Claudisabel

Paz&Espada

por Manuel Marques Pinto de Rezende


Uma Vida

por Inês P.

A literatura do século XIX sempre foi uma das minhas preferidas, não só pelo conhecimento da sociedade de então, mas também porque nos permite ver, por um lado, de que forma o pensamento humano evoluiu, e por outro lado, como os dilemas de hoje são essencialmente os mesmos de há mais de cem anos atrás.

Há dias acabei de ler "Uma Vida", de Guy de Maupassant, que é o exemplo vivo do último caso. Além da espantosamente realista descrição dos pensamentos mais íntimos das personagens, é muito fácil imaginar esta história enquadrada nos nossos tempos. Os temas abordados - sonhos irrealizados, adultério, filhos que abandonam os pais, a morte dos entes mais queridos, solidão e dificuldades económicas - e a patética vida de Jeanne não são muito diferentes daquilo que conhecemos hoje em dia. Tal como no famoso livro "Madame Bovary", de Flaubert, o autor não procura encontrar um final feliz para as suas personagens, mas sim o final que acredita que se daria se a sua personagem existisse efectivamente. Maupassant e Flaubert, tal como muitos outros autores realistas (como o nosso Eça de Queirós), acabam por nos fazer acreditar que finais verdadeiramente felizes, na realidade, são muito raros.
Recomendado :D

Carne (Lobos)

por henrique guerra maio

Cada minuto que vivi

(e já me esqueço dos que nunca vivi)

é reflexo do lobo solitário que em mim habita,
Labirinto, ilustre labirinto, que me prende o corpo e me constrange ao longo da Natureza,
Meu corpo dissipa-se por entre meu sangue disperso em meu redor

(Lembro-me, um lobo tem que caçar)

O mundo é uma fábula, uma peça sem fim,
Ao qual o mais galvanizado dos homens geme pelo fim da tirania em seu próprio corpo.
A caça, luar a nossos olhos, é o que nos coage a assaltar outro coração,
Voracidade em nossas garras ao caçar e só nos fartamos quando, com nossos dentes, comemos as vísceras de outrem.

Degolamos, porque o desejo da caça é superior à humanidade que em nós reside.

(Lembro-me: um Lobo tem que caçar,
E a família reúne-se para meditar sobre os frutos da caça.
É dia de festa, todos os corpos se movimentam vagarosamente)

Remorso na esperança que nos leva à traiçoeira caça,
Fé nos olhos (verdes) que escarnecem o cadáver de outrem jazido a nosso lado,
Amamentamos deuses por entre ossos, carne putrificada e reminiscências.
Evocamos os nossos entes queridos e suas almas.
Após a caça, somos repetidamente humanos.

(Lembro-me, até um Lobo tem família)

As massas movem-se consoante as leis que as regem,
Cegas elas procuram o Bem-Comum,
Pura fantasia que as norteia. (O caos reina..)

(Lembro-me até um Lobo pode Amar)
Mas, amor de verdade?
Ou fantasia de amor?
Não vale a pena esculpir uma verdade,
Aqui me prostro, porque o amor de lobo tem tanto valor como o amor de cordeiro.

Somos Lobos? Todos?
(Cala-te, enfastias-me com tua prece!)

Abismo, até os Lobos têm um abismo (neles, não o coração, apenas e apenas só a Fome).

nota: originalmente aqui

"Contos Cardeais"_ Se tens jeito para escrever, Participa!

por Anónimo

"Quem conta um conto acrescenta um ponto, lá diz o sábio ditado. Então, porque não seguir a voz do povo e acrescentar mesmo mais uns pontos à ficção nacional? Não deixe que os seus contos fiquem sem a voz da luz, calados no fundo da sua imaginação…

CONTOS CARDEAIS é uma manta à espera dos seus pontos… melhor, dos contos que há-de / deve escrever, para que as nossas letras sejam maiores e a sua verve criativa perdure, como manta que passa de geração em geração.



De Norte a Sul, do interior ao litoral, há muito quem conte, há muito quem possa contar aquele tal conto sem o qual haveria menos um ponto na cultura da nação. Atreva-se, pois, a dar o seu ponto… conto!



REGULAMENTO PARA PARTICIPAÇÃO NA OBRA “CONTOS CARDEAIS”
A Mosaico de Palavras Editora vai organizar a publicação de uma antologia de contos, intitulada CONTOS CARDEAIS, a apresentar em Janeiro de 2010, aberto à participação de todos os contistas e prosadores, que se regerá pelas seguintes cláusulas.

1. O prazo de entrega dos textos será até 10 de Dezembro de 2009.
2. Os textos devem vir em suporte informático – Word, extensão .doc ou .rtf – e remetidos para geral@mosaicodepalavras.com; quando for realizada a inscrição, convém que o autor envie também um mail a informar que o fez.

3. Cada autor pode publicar um conto, que deverá ocupar entre uma página até um máximo de cinco, sendo que cada página corresponde a um conjunto de 1700 caracteres (incluindo espaços) ou 1400 caracteres (sem espaços).
4. A Mosaico de Palavras Editora reserva-se o direito de não incluir textos em função de critérios de qualidade definidos pela Editora.
5. A ordem de publicação obedecerá a um critério alfabético, sendo o primeiro nome a referência a seguir.
6. Os autores podem utilizar pseudónimo, embora devam identificar-se e o seu nome constar na breve biografia a incluir no livro.
7. Os autores devem enviar uma curta nota biográfica, que será publicada, no mesmo livro (máximo 400 caracteres, incluindo espaços ou 350 caracteres sem espaços).
8. O tema é livre.

9. O valor da inscrição é de 10 €, dando direito à publicação de uma página. Se o inscrito desejar publicar mais páginas, até ao referido máximo de cinco, deverá pagar mais 7 € por cada nova página.


Todos os participantes receberão, GRATUITAMENTE, um exemplar da obra. No caso de não ser possível a um autor estar presente na sessão de apresentação da obra, receberá o exemplar do livro em casa, via ctt, sem quaisquer custos de portes adicionais (desde que residam em Portugal continental).



O pagamento pode ser feito através de cheque (endossado à Mosaico de Palavras Editora, Ldª) para a morada:

Mosaico de Palavras Editora, Ldª

- Rua Comendador António Augusto Silva, 127, r/c – 4431-191 RIO TINTO

ou através de transferência bancária (pelo NIB 0035 0695 0069 963243042).

10. O preço de capa será definido em função do número de páginas que constituírem a obra.

11. Cada autor poderá comprar vários exemplares da obra com o desconto de 40% sobre o preço de capa. Contudo, sendo o autor associado do site Escritartes ou autor já publicado pela Mosaico de Palavras Editora ou pela extinta ArtEscrita Editora beneficiará de um desconto de 50%.

12. A obra estará disponível em vários pontos de venda, nomeadamente em pontos da rede FNAC de Lisboa e Porto.


13. Todos os textos serão alvo de revisão, com vista a apresentar um trabalho da maior qualidade possível, comprometendo-se, obviamente, a organização a nunca desvirtuar o original do autor.

14. A publicação apenas terá o formato de livro se houver pelo menos 30 participantes e a obra tiver pelo menos 96 páginas.


INSCRIÇÃO COMO AUTOR NA OBRA “CONTOS CARDEAIS”


Nome:

Pseudónimo:


Residente em:

Contactos:
Email:

Nº de Contribuinte (para posterior envio de factura):

Desejo inscrever-me como autor na obra CONTOS CARDEAIS, organizada e a ser publicada pela Editora Mosaico de Palavras.
com o seguinte número de páginas (colocar X)

10 € (1 pág)
17 € (2 págs)
24 € (3 págs)
31 € (4 págs)
38 € (5 págs)
--

mosaico de palavras - Editora, Ldª"

Mudam-se os tempos ou a prova de que a idade pode, raras vezes, tornar alguém mais libertino.

por Sara Morgado

Sempre achei o meu Dicionário da Porto Editora bastante completo e, muitas vezes, consigo lá encontrar palavras que em mais nenhum outro consigo. É um enorme de capa vermelha e letras douradas, bem roto, numa de retro/deixa-andar/chique.
Ora, hoje, andava eu a folheá-lo, deparei-me com a seguinte definição:

Lesbianismo, s. m. aberração do instinto sexual na mulher que pratica actos sexuais com outra mulher (...).

Actualmente, o Dicionário da Porto Editora tem a seguinte definição:

Lesbianismo, s. m. homossexualismo feminino; prática de actos sexuais entre mulheres (...).

A edição do meu dicionário é de 1979. Este envelheceu sem se tornar num Velho do Restelo :)

Contextual determinants of juveniles’ willingness to report crimes

por Anónimo

2ºartigo

Heike Goudriaan


Abstract: A growing body of literature on the willingness of victims to report crimes focuses on the context in which crimes occur. Recently, a socio-ecological model has been developed from which hypotheses on the effects of social context on reporting can be derived. This study tests these hypotheses using a vignette experiment, in which 499 juveniles read a description of a violent incident and answered questions on their willingness to report to the police or to an employee of the organization they belong to (here, their school). The effects of three factors were studied: the location of the crime, the extent to which victim and offender knew each other, and whether or not the offender was part of the same organization as the victim. Results show that the willingness to contact the police is lower when the incident takes place within the organization (cf. in the public domain) and when the offender is well known (cf. vaguely known), and that there is an additional negative effect when the incident takes place within the organization and the offender also belongs to the organization. The willingness to contact an employee is higher when the offender belongs to the organization and when the incident takes place within the organization. Implications of these findings and the advantages and limitations of the vignette approach are discussed.
 
o artigo em:

O que se produz em Criminologia?

por Anónimo

Numa altura em que surge a necessidade de desmistificar a Criminologia, o Criminólogo apresento aqui dois artigos que são fruto da investigação desenvolvida na área e como tal podem verificar que AQUI NÃO HÁ LUGAR AO CSI!!!!

"Journal of experimental Criminology", jornal que contém os mais recentes artigos científicos em Criminologia e as mais recentes descobertas!

em: http://www.springer.com/social+sciences/criminology/journal/11292

1ºartigo!

Newspaper juries

A field experiment concerning the effect of information on attitudes towards the criminal justice system


Henk Elffers1, 2, Jan W. de Keijser1 , Peter J. van Koppen1, 3, 4 and Laurien van Haeringen5


Abstract: This article reports on a field experiment on the effect of media information on people’s attitudes towards the justice system. For the duration of a year a Dutch local newspaper took small groups of readers, called ‘newspaper jurors’, to court sessions of criminal cases and subsequently reported on their experiences and perceptions. Using a quasi-experimental design, we examined whether an attitude change in the general reader population of this particular local newspaper occurred as a result of the jury’s newspaper reports. Findings show that, after the treatment interval of 1 year, no attitude change in the general reader population could be identified that was absent in the control group.

o artigo em:

Navegando pela internet

por D. em sábado, 7 de novembro de 2009

Existe sempre alguma coisa fascinante e inesperada que se descobre. Neste caso, a surpresa veio do site da CIA, sim, da Central Intelligence Agency, que faz o delírio e aguça o apetite de cada pequeno espião que existe dentro de nós nos filmes, entre tramas, bombas, códigos e descobertas que salvam o mundo. Enquanto navegava pelo site oficial descobri que existe uma página dedicada às crianças onde podemos encontrar jogos. E devo confessar que as perguntas até são estimulantes, bem como os jogos de descobrir o que dizem os códigos.
Claro que existe uma pequena probabilidade de esta página estar criada para apanhar terroristas que não sabem o que fazer com os seus tempos livres, até porque dificilmente imagino uma criança a ir especificamente ao site da CIA para fazer uns puzzles.

CONVITE - Apresentação inaugural do Núcleo do PORTO da AI

por Anónimo


"Escola: pendor do jornalismo cívico, fulgor de direitos humanos"

por Anónimo


E a saudade é tudo ser igual

por Inês em quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Desde que nos deixaste o tempo nunca mais se transformou
Não rodou mais para a festa não irrompeu
Em labareda ou nuvem no coração de ninguém.
A mudança fez-se vazio repetido
E o a vir a mesma afirmação da falta.
Depois o tempo nunca mais se abeirou da promessa
Nem se cumpriu
E a espera é não acontecer — fosse abertura —
E a saudade é tudo ser igual.

Daniel Faria, in Explicação das Árvores e de Outros Animais

Orgulho Vareiro

por Frederico de Sousa Lemos em quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ovar: Cidade do azulejo, do carnaval, do pão-de-ló e de Manuel Godinho.

1. Quantas vezes ouviram, na última semana, jornalistas referindo-se ao "empresário de Ovar"? Muitas! A operação "Face Oculta" teve reflexos visíveis na vida dos habitantes da mui nobre Cidade de Ovar: posso confessar que já fui abordado, por pessoas do Porto, pelo simples facto de termos em comum o Concelho de residência. "Conhecias o Manuel Godinho?" "Então e parece que o teu conterrâneo se preparava para fugir para o Brasil!" E isto obriga as pessoas a falar sobre Ovar! Por razões não muito boas... Mas a verdade é que falam! E estou convicto que o impacto no turismo se vai fazer sentir... Como na Praia da Luz ou na Aldeia da Figueira!

2. Alguém me explica os nomes estranhos (e quase sempre ridículos) que a PJ dá às suas operações? Operação Furacão, Operação Apito Dourado, e agora Operação Face Oculta... Oiço na televisão falar nestes nomes e não me passa pela cabeça que seja algo importante, com nomes destes que fazem lembrar brincadeiras =p

3. Falando a sério, e a propósito de corrupção, é de louvar a atitude do Presidente da Câmara Municipal do Porto que denunciou à PJ a má conduta do dirigente da Autarquia que se preparava para receber luvas. Rio não deixou passar impune a atitude do seu funcionário, e fê-lo com celeridade. Não devia ser estranho constatar a honestidade de um Autarca, mas infelizmente, o mais normal é ouvirmos falar do Presidente de Câmara corrupto. Só com pessoas sérias é que a política poderá ser, finalmente, credibilizada. E Rio deu um pequeno passo nesse sentido.

sempre (ou ainda) ela

por Francisco em terça-feira, 3 de novembro de 2009

"- Tenho uma simpatia pela noite - declarou Owen. - As coisas do mundo deixam de ser abstractas. Todos os estratos e distinções do dia desaparecem na escuridão. A noite é contínua.
- Não importa mentirmos ou dizermos a verdade - acrescentou Kath.
- Espantoso, é exactamente isso".

Don Delillo, Os Nomes

#34 às terças

por TR

Deste banco vejo-os pela rua, lado a lado. Cada um no seu mundo, de mão dada a assinalar que entre si há coisa, muito embora sem falarem e cada um para si pensando
(dizem que mais tarde darão um beijo à passarinho e dirão até amanhã).
Vejo mais: estes outros dois, avó e neto de mão dada em protecção – o avô de jornal entre o braço e o corpo, o neto a esticar a corda quanto possa (há que dar pontapés no ar quão longe quanto possível). Deve vir o rapazinho da escola: as calças vêm já rotas num joelho, a cara vem vermelho (vá dizer-se, para o suadito), e a mochila carrega-a bem.
E estes que por cá passam, um contando com desvelo mistério de alta finança, outro ouvindo bem atento de juízo já a surgir. Cruzam-se com o avó e neto, a conversa pára – dois segundos – e logo recomeça com o ataque ao ponto alto do problema.
Seguem sempre, compenetrados, passam o casal primeiro, e ainda um segundo que agora se senta num banco avermelhado, falando entre sorrisos: ele remexendo umas folhas caídas, ele inventando tema para não ter de a largar.
Basta vê-los para saber que as palavras chegarão sempre. E que, vendo os primeiros, quererão também qualquer coisa a anunciar.
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Outros haverá: aí, pelas ruas, às manhãs, às tardes, mais nestas que naquelas, errando alegremente além do que este farol alcança. Seguindo com as suas histórias, graças, “Ana…dotas”, inquietudes, seguindo de mãos juntas ou sem dar.
Porque andarão, para onde irão, de onde hajam partido, não importa: enquanto seguirem lado a lado terão qualquer coisa mais.
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- A humanidade? - interrompe-me a senhora, entretanto aqui sentada, a quem leio o meu esboço. Conhecia-a, primeiro, de vista; depois apalavramos. E de vez em quando, por cá, neste banco, vamos falando. Lado a lado. – É assim que o menino vai acabar o texto?
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- Algo mais – respondo. Espero uns segundos e olho a senhora, sorrindo. – Ter-nos-emos uns aos outros.
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Nota : Há duas semanas, disse, na caixa de comentários, que ia desenvolver o tema então abordado. Por via dessa auto adstrição, acabei por não colocar nada a semana passada. Porquê? Toda a tremenda vontade de desenvolver o primeiro post tinha, entretanto, desvanecido…
Ontem, precisamente a este propósito (não me apetecia, de novo, desenvolver o dito post), alertou-me uma amiga minha – não com estas palavras, embora com esta materialidade – para não escrever o que não me apetecesse. E tem toda a razão. O mais provável era escrever qualquer coisa particularmente insípida que mais valeria não surgir.
Quando tiver tempo, desenvolverei o outro post. Por agora fica este, escrito – como o de há duas semanas, afinal – com gosto. Para a semana… não sei!

essência e condição II

por henrique guerra maio em segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Outrora defendia-se a ideia que viver a experiência do eterno é uma espécie de morte, dizia-se que nenhum ser vivo conseguiria aguentar aquele despertar e logo procuraria refúgio em algo mundano, em algo banal. Defendia-se porque o homem mortal tendia para a imortalidade.

Hoje, critica-se tal despertar, porventura o homem tão adverso àqueles segundos em que toca com sua mão na eterna verdade preferiu esquecer o que será aquela angústia divina. Vivemos ao som do que nos prende, do constrangimento. Coitados daqueles que teimam em abdicar do espaço público e se deparam na solidão onde poderão exercer a contemplação (que sempre foi tida como última actividade do homem, a mais importante das actividades). O trabalho, a riqueza, a política seriam estados prévios àquela contemplação, seriam um caminho para aquele estado último onde a esperança se dilui e fundamenta-se a solidão para que se roce o sangue que nos dá vida.

Não critico uns nem outros. Não critico os que se prendem à sua vida activa, à sua vida pública, pois faço parte desse mesmo grupo, igualmente não critico os que contemplam, porque em verdade eles nunca existiram e tal modelo de homem é mera imaginação. Utopia, pois este “homem”, não é homem, não o poderia ser, como custaria a alguém saber que o correcto é seu isolamento após uma vida meramente pública e mundana? Como se desprenderia ele deste seu bailado? Negaria toda a sua vida? Todo o seu Passado?

(...)

Com o tempo, aceitaremos que a própria crítica é mundana, é trivial e banal. Porque ela faz parte do espaço público, ela faz parte daquele estado prévio. Acrescento, exagerando, que faz parte do constrangimento. Eis que aquele que almeja a imortalidade, sabendo que a solidão é o seu espaço, sabendo que seu pensamento não pode e não deve ser comunicado*, apenas seguirá uma vida onde a resposta que irá semear será só sua, apenas sua. Não se tratará de egoísmo, visto que se todo e qualquer homem deseja a imortalidade, então cada um de nós terá que contar que outrem fará e descobrirá aquilo que nós mesmos desvendaremos ao tornarmo-nos imortais. E aqui reside o maior dos problemas sobre a imortalidade do homem: biologicamente condenados, a nossa contemplação só poderá estar associado a um qualquer novo estado de crisálida que catapultaria nossa essência para outro nível. Talvez, aqui se esculpa toda e qualquer teoria sobre Deus. Aqui mesmo, nós “seres” que não homens, caminhamos…

*Aquele que pensa, que contempla, ao resumir seus pensamentos pára sua excelsa actividade. Se a vida de contemplação é o último dos estados, então ao querer comunicar o que sente ao contemplar, regride e volta ao estado prévio de seu caminho.

(…)

Deparo-me com a seguinte conclusão: falar do "estado de contemplação" não é próprio da condição humana, muito menos da sua natureza...

(minhas notas e rascunhos)

Women driving

por Guilherme Silva

"Women are often meticulous and safe drivers, but they are very seldom first-class. In general Bond regarded them as a mild hazard and he always gave them plenty of road and was ready for the unpredictable. Four women in a car he regarded as the highest potential danger, and two women nearly as lethal. Women together cannot keep silent in a car, and when women talk they have to look into each other’s faces. An exchange of words is not enough. They have to see the other person’s expression, perhaps in order to read behind the other’s words or to analyse the reaction in their own. So two women in the front seat of a car constantly distract each other’s attention from the road ahead and four women are more than doubly dangerous, for the driver not only has to hear, and see, what her companion is saying, but also, for women are like that, what the two behind are talking about."



James Bond, on Ian Fleming's Thunderball

Parece que o de Berlim não foi suficiente

por Sara Morgado em domingo, 1 de novembro de 2009



Há poucas coisas tão idiotas e inacreditáveis como criar muros, como se os outros que já existem não fossem suficientes. A cor, encontram-se todos os países que pegaram em cimento e arame farpado, uns com mais meios do que outros, e construíram muros para se separarem dos vizinhos.
Parecem putos a jogar jogos de estratégia.

No site do Expresso este mapa é interactivo e há uma pequena história sobre cada muro.

Novamente fora de horas...

por D.

A minh'Alma fugiu pela Torre Eiffel acima,
- A verdade é esta, não nos criemos mais ilusões-
Fugiu, mas foi apanhada pela antena da T.S.F
Que a transmitiu pelo infinito em ondas hertzianas...

(Em todo o caso que belo fim para a minha Alma!...)

Mário de Sá Carneiro, Paris, Agosto de 1915

Que mais transmitem as antena da TSF?


Bernard Pras

por Inês P.





A ideia não é nova - reutilizar lixo ou materiais do dia-a-dia - mas o resultado é interessante, até porque Bernard Pras, ao recriar algumas das imagens mais conhecidas da História, procura sempre fazê-lo com objectos de certa forma relacionados com o modelo.
Bom domingo!


« Être innocent ne suffit pas » joaquin Martinez

por Anónimo

Publié dans La Nouvelle Vie Ouvrière (NVO) du 28 août 2009
Interview réalisée par DEE BROOKS

Chaque année, avant la fête nationale américaine, a lieu à Paris le « Die-in contre la peine de mort aux Etats-Unis », organisé à par Amnesty France et l’Action des chrétiens pour l’abolition de la torture ( avec le soutien et la participation du Collectif Mumia Abu-Jamal - NDLR ). L’occasion de rencontrer Joaquin Jose Martinez* libéré en 2001 après trois ans passés dans le couloir de la mort.


NVO - Dans quelles circonstances avez-vous été condamné à mort ?

Je suis citoyen espagnol, mais j’habitais aux Etats-Unis, où j’ai vécu le « rêve américain » jusqu’à l’âge de 24 ans. Je m’étais marié à 19 ans, j’avais deux filles et je travaillais en Floride pour une banque espagnole. J’avais un bon niveau de vie, une maison, une famille, tout le contraire des personnes qui généralement se retrouvent dans les couloirs de la mort aux USA ». Tout à commencé par mon divorce dans le cadre duquel mon ex-femme a obtenu la garde de nos deux filles et moi un droit de visite. Un jour, alors que je sortais de la maison de mon ex-épouse, après une visite à mes filles, des policiers m'arrêtent. Je me suis retrouvé accusé d’un double meurtre particulièrement brutal : Celui d'un jeune homme, fils d’un policier de haut rang et de sa compagne. J’apprends alors que mon ex-femme a déclaré que je lui avais confessé le double meurtre et qu’elle avait enregistré cette confession. 
Bien que ni les empreintes, ni les tests ADN, ne correspondent aux miennes, je suis accusé le 28 janvier 1996, incarcéré, victime de la vengeance de ma femme. La pseudo confession, une bande totalement inaudible est transformée en une transcription écrite de confession du crime par le procureur et mon ex-femme... Lorsque tout a basculé, je me suis retrouvé avec un défenseur commis d’office dont tous les clients précédents avaient été condamnés à mort. Avant même que j’ai pu exposer ma défense, il m’a donné un ouvrage intitulé « Comment survivre dans le couloir de la mort » ! Ma condamnation à mort a été l’aboutissement d’un véritable traquenard.




NVO - Comment avez-vous pu être innocenté ?

Il m’a fallu 18 mois pour pouvoir me débarrasser de ce « défenseur » et l’on m’a affirmé qu’il me fallait deux avocats et environ un demi-million de dollars pour prouver mon innocence. J’étais dans le couloir de la mort à Tampa et grâce à l’appui de mes parents, des médias, notamment en Espagne où j’ai recueilli un grand soutien moral et financier, une équipe de 14 personnes a pu travailler sur mon dossier. Les tests ADN ont à nouveau été négatifs, deux experts en procédure ont participé, plus de 200 personnes ont été sélectionnées pour parvenir à réunir un jury équilibré et il y a même eu trois « répétitions » de procès. Mais tout cela m’a fait comprendre l’injustice du système judiciaire américain et qu’être innocent n’est pas suffisant pour éviter la prison… Tout repose sur l’ignorance et l’argent, et les personnes prises dans ce système sont généralement des victimes culturelles.

NVO - Vous avez été libéré à l’issue d’un second procès. Tout le monde n’a pas cette chance …

Oui, et j’en ai vu bien des cas, comme Tookie Williams, exécuté en 2003 après avoir pourtant mené en prison une réhabilitation exemplaire. Je pense aussi à Troy Davis qui a failli être exécuté trois fois et bien sûr à Mumia Abu-Jamal dans le couloir de la mort depuis 28 ans, victime d’une procédure truquée mais qui ne se laisse pas réduire au silence …Mais aux USA, les juges sont élus, comme des hommes politique et c’est ainsi que le système fonctionne. Si vous ne vous déclarez pas en faveur de la peine de mort, vous avez fort peu de chance d’être élu. En outre, on n’éduque pas les gens à faire la différence entre vengeance et justice. Autour de tout cela il y a une réelle industrie de la mort, un système pénitentiaire réellement pensé en termes de profit avec des établissements qui parfois sont les plus gros pourvoyeurs d’emplois d’une ville ou d’un comté … Alors si vous êtes issu d’une minorité, d’une famille désunie et sans ressource, comment s’en sortir ? Nous avons aussi ce honteux marchandage, le « plaider-coupable » ou l’on vous propose, si vous n’avez pas les moyens de prouver votre innocence, de plaider coupable afin de pouvoir éventuellement voir votre peine réduite… un marchandage odieux ! ( en France la « comparution sur reconnaissance préalable de culpabilité » a été introduit en 2004 par la loi Perben – NDLR ).

NVO - Votre vision de la peine de mort a-t-elle radicalement changé ?

Avant que tout cela n’arrive, j’étais un citoyen moyen, favorable à la peine de mort et j’avais même une arme détenue légalement avec un permis, tout simplement parce qu’on vous fait croire que c’est nécessaire à la prévention de la criminalité. J'évoluais dans le monde de l'entreprise, et j'étais presque obligé de dire que j'étais pour la peine de mort - même si je n'en étais pas convaincu - simplement parce que c’est une question qui déchaîne les passions. Aujourd’hui, j’ai compris ce que cela signifie et je milite pour faire comprendre que ce système basé sur la peur, la possession d’armes et la peine capitale, alimente une industrie de mort. Je me bats pour son abolition et je témoigne pour que les gens soient moins ignorants et parce que je ne veux pas que mes filles soient exposées à cette manière de penser.

>> Écoutez également le témoignage audio de Joaquin

(*) Biographie - Joaquin Jose Martinez est né le 2 décembre 1971 à Guayaquil, Équateur. A cinq ans il déménage avec ses parents pour l’Espagne pour commencer une nouvelle vie et connaître sa famille paternelle. En 1989 Joaquin et ses parents se rendent en Floride pour se rapprocher de la branche maternelle de la famille. C’est là que Joaquin se marie et aussi là où il sera accusé de meurtre en janvier 1996 à la suite de faux témoignages et manipulation de preuves. Depuis sa libération, à l’issue d’un second procès en juin 2001, il voyage dans toute l’Europe pour militer contre la peine de mort.