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E são estas as conversas que animam os intervalos de estudo. O que suscitou a curiosidade e isto foi o que eu descobri na pesquisa em busca de provar que mais vale tomar os comprimidos todos os anos sem as ter, do que esperar que se manifestem sintomas:
A ascaridíase é uma doença causada por um parasita da família dos helmintas chamado Ascaris Lumbricoides e normalmente conhecido como lombrigas.
A lombriga tem um corpo cilíndrico, de 20 a 40 centímetros de comprimento e cor branca amarelada. Como é característico dos parasitas desenvolve-se e vive dentro do corpo de um hospedeiro (o homem), à custa do qual se alimenta.
Causas
Os ovos das lombrigas encontram-se na terra onde são depositados através das fezes contaminadas. A entrada dos ovos no aparelho digestivo faz-se através das mãos sujas por terra contaminada, pela ingestão de verduras mal lavadas contendo resíduos de terra ou ainda transportados pelas moscas para os alimentos.
Sintomas
Na maioria das vezes a infestação por lombrigas é assintomática (não dá sintomas).
Na fase pulmonar, os principais sintomas são: dificuldade respiratória, tosse seca, febre e irritação brônquica.
Na fase digestiva, ocorrem desde flatulência, dor abdominal, cólica, digestão difícil, náusea, vómito, diarreia e até presença de vermes nas fezes.
Podem ocorrer sintomas alérgicos, como dermatoses, rinites e conjuntivites. Complicações mais graves podem ocorrer, como a pneumonia, abscesso hepático e choque anafilático. Nas parasitoses maciças em crianças, pode ocorrer a oclusão intestinal e até a morte.
Tratamento
Há vários medicamentos que podem ser utilizados para tratar as lombrigas. São habitualmente conhecidos como desparasitantes e a sua utilização é simples.
No tratamento, o pamoato de pirantel e mebendazol são muito eficazes e possuem os menores efeitos secundários. Como actuam apenas na luz intestinal, não possuem efeitos sobre as larvas, podendo ser necessária a administração de corticosteróides.
Habitualmente a dose do desparasitante é igual para todas as idades, e o tempo de administração é curto (um ou três dias consoante o medicamento utilizado).
Prevenção
A infestação por lombrigas e as outras parasitoses intestinais pode ser evitada adoptando algumas medidas simples :
- A água para beber ou lavar alimentos deve ser fervida, desinfectada ou filtrada se não houver garantia da sua pureza.
- Os frutos, verduras e legumes, principalmente se consumidos crus, devem ser cuidadosamente lavados para eliminar ovos e quistos de parasitas eventualmente presentes.
- Objectos que sejam utilizados para a preparação dos alimentos, ou que são introduzidos na boca, como as chupetas, devem ser mantidos limpos, evitando o risco de contaminação.
- As mãos devem ser bem lavadas antes de se prepararem alimentos, antes das refeições e depois de se ir à casa de banho; as unhas das crianças devem manter-se curtas e limpas pois é frequente as crianças levarem as mãos à boca.
- Os alimentos devem ser protegidos do contacto com moscas, pois estas podem transportar ovos de parasitas.
E sim, aceito que me chamem de hipocondríaca.
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... estão neste momento, e durante os próximos meses, em stand-by, dado o término do ano académico.
Sem prejuízo dos autores poderem continuar a escrever com mais ou menos regularidade.
Jornal Tribuna
Sempre me disseste que falas com o coração nas mãos,
como se tratasse de algo único! Algo só teu!
Sempre me perguntei se há outra forma de falar...
tb publicado aqui
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(Só como)
escravos do pai se vestem
os filhos da força cega.
Agora a Parte II.
Keith Jarrett, Koln Concert
Não gosto de casas cheias – de coisas ou de pessoas.
Não gosto de casas cheias de coisas que nos dobram os caminhos, com movimentos de corpo roubados. Não gosto de tapetes, independentemente da cor e da suavidade: a sua utilidade é nula e prefiro o chão despedido ao longo de metros. Gosto do essencial e deito sempre ao lixo o que fica para lá da gema. E eu nem gosto dos minimalistas.
Principalmente, não gosto de casas cheias de pessoas, mais a amiga do primo e o vizinho que veio entregar não sei o quê e a porta da rua sempre aberta. Não gosto que a porta da rua esteja sempre aberta. As campainhas a tocar, as pessoas a cortar o som da música, a cortar os cheiros da nossa casa (que duram tanto tempo a ficar), a transformar a nossa casa num simples lugar comum. E não é síndrome de filha única: até porque não o sou; não é síndrome de bicho-do-buraco ou de velho com verrugas no nariz ou de adolescente a curtir uma de pseudo-depessão, ou qualquer outra síndrome de qualquer coisa que os psicólogos acabaram de inventar, devido a qualquer coisa da vida nas grandes cidades: até porque vivo numa cidade pequena. Só não gosto de muitas coisas na minha casa.
A minha mãe diz que eu estou sempre a receber cá os amigos e por isso nada do que disse faz sentido. E eu tenho muitas coisas antigas e recordações em caixas e gavetas.
Tal como eu disse: gosto do essencial.
On the floating, shapeless oceans
I did all my best to smile
til your singing eyes and fingers
drew me loving into your isle
And you sang "Sail to me, sail to me;
Let me enfold you."
Here I am, here I am waiting to hold you.
Did I dream you dreamed about me?
Were you here when I was full sail?
Now my foolish boat is leaning, broken lovelorn on your rocks.
For you sing, "Touch me not, touch me not, come back tomorrow."
Oh my heart, oh my heart shies from the sorrow.
I'm as puzzled as a newborn child.
I'm as riddled as the tide.
Should I stand amid the breakers?
Or shall I lie with death my bride?
Hear me sing: "Swim to me, swim to me, let me enfold you."
"Here I am. Here I am, waiting to hold you."
original: Tim Buckley
As forças armadas cingalesas mataram hoje Velupillai Prabhakaran, impiedoso comandante dos Tigres. Prabhakaran escudava-se no argumento do catolicismo da sua família para ganhar simpatias entre os desinformados no Ocidente, mas é evidente que o seu movimento não fazia a mais leve alusão ao catolicismo, antes pugnando por um Estado homogéneo submetido à tradição hindú. Ainda há dias aqui alinhavámos algumas reflexões sobre a mediação de última hora tentada pelo sueco Carl Bild, conhecido caixeiro viajante das causas justas. É evidente que essa mediação era ditada pelo desespero. Era como se alguém tentasse uma intermediação entre os Aliados e Hitler em Abril de 1945 ! Por detrás dessa arremetida benemérita estava, claro, a intenção de agradar à Índia, nova gruta de Alibabá dos investments, opportunities e demais nobres modalidades com que o Ocidente exporta empresas, abre mercados e explora e faz milhões. Felizmente, o Sri Lanka não se deixou vergar. As suas forças armadas venceram metro a metro o inimigo, derrotaram-no inapelavelmente e - contradição das contradições - lançaram grande campanha de apoio às populações tamil utilizadas como escudos humanos pelos bravos Tigres. O grande vitorioso desta contenda, o artífice desta paz pela vitória sobre o terrosrismo, é Sarath Fonseka, Tenente-General cingalês de ascendência portuguesa. Deve ter por antepassado um desses "casados" que viveu, deixou prole e combateu por Portugal até ao fim da nossa presença (1505-1658). Estes Fonsecas, Sousas, Britos e Silveiras, capitães ou simples soldados deixaram sulco profundo. Quando sobreveio a invasão holandesa, estes "burghers" refugiaram-se no centro montanhoso da ilha e mantiveram desafiante atitude para com os ocupantes. Depois, regressaram à costa, instalaram-se e ensinaram os holandeses a falar o português, língua franca do Índico entre os século XVI e XIX.
Aqui está um caso em que Portugal poderia tomar posição, explorar esse veio de dedicação e memória, estreitar laços e ganhar vantagem. Haverá quem o queira ou saiba fazer ?
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Esta semana tive a oportunidade de na Courrier Internacional do mês de Maio, ler o texto que vou deixar em baixo. O texto deixa-nos com uma sensação de incredulidade, depois merece uma reprovação, depois vai simplesmente deixando que se pense nele e no que nele se diz. Não foram na realidade dez minutos de reflexão porque ainda hoje estou a pensar sobre isto e a tentar descobrir mais e a tentar perceber se de facto os piratas fazem o que fazem por causa da situação descrita, ou se nem sequer sabem disso e fazem apenas porque precisam de arranjar comida em qualquer lugar. E isto também porque o Direito Internacional cada vez mais se assemelha a um tabuleiro de xadrez onde as peças são interesses e onde as soluções parecem demorar ou não acontecer.
Why We Don’t Condemn Our Pirates
Can anyone ever really be for piracy? Outside of sea bandits, and
young girls fantasizing of Johnny Depp, would anyone with an honest regard
for good human conduct really say that they are in support of Sea Robbery?
Well in Somalia, the answer is: it's complicated. The news media these days has been covering piracy in the Somali coast, with such lop-sided journalism, that it's lucky they're not on a ship themselves. It's true that the constant hijacking of vessels in the Gulf of Aden is a major threat to the vibrant trade rouet between Asia and Europe. It is also true that for most of the pirates operating in this vast shoreline, money is
the primary objective. But according to so many Somalis,
the disruption of Europe's darling of a trade rout, is just Karma
biting a perpetrator in the butt. And if you don't believe in Karma,
maybe you believe in recent history. Here is why we Somalis find
ourselves slightly shy of condemning our pirates.
Somalia has been without any form of a functioning government
since 1991. And although its failures, like many other toddler
governments in Africa, sprung from the wells of post colonial
independence, bad governance and development loan sharks,
the specific problem of piracy was put in motion in 1992. After
the overthrow of Siyad Barre, our charmless dictator of twenty
some odd years, two major forces of the Hawiye Clan came to
power. At the time, Ali Mahdi, and General Mohamed Farah Aidid,
the two leaders of the Hawiye rebels were largely considered liberators.
But the unity of the two men and their respective sub-clans was very
short-lived. It's as if they were dumbstruck at the advent of ousting the
dictator, or that they just forgot to discuss who will be the leader of the
country once they defeated their common foe. A disagreement
of who will upgrade from militia leader to Mr. President broke up
their honeymoon. It's because of this disagreement that we've seen one
of the most decomposing wars in Somalia's history, leading to millions
displaced and hundreds of thousands dead. But war is expensive
and militias need food for their families, and Jaad (an amphetamine-based stimulant) to stay awake for the fighting. Therefore a good clan
based Warlord must look out for his own fighters. Aidid's men turned to
robbing Aid trucks carrying food to the starving masses, and reselling it
to continue their war. But Ali Mahdi had his sights set on a larger and
more unexploited resource, namely: the Indian Ocean.
Already by this time, local fishermen in the coastline of Somalia
have been complaining of illegal vessels coming to Somali
waters and stealing all the fish. And since there was no government to
report it to, and since the severity of the violence clumsily overshadowed
every other problem, the fishermen went completely unheard. But it
was around this same time that a more sinister, a more patronizing practice
was being put in motion. A Swiss firm called Achair Parterns, and an Italian waste company called Progresso, made a deal with Ali Mahdi, that they were to dump containers of waste material in Somali waters. These European companies were said to be paying Warlords about $3 a ton, where as
in to properly dispose of waste in Europe costs about $1000 a ton.
In 2004, after Tsunami washed ashore several leaking containers, thousand of locals in the Puntland region of Somalia started to complain of severe and previously unreported ailments, such as abdominal bleeding, skin melting off and a lot of immediate cancer-like symptoms. Nick Nuttall, a spokesman for the United Nations Environmental Program, says that the containers had many different kinds of waste, including "Uranium, radioactive waste, lead, cadmium, mercury and chemical waste." But this wasn't just a passing evil from one or two groups taking advantage of our unprotected waters, the UN Convoy for Somalia, Ahmedou Ould-Abdallah, says that the practice still continues to this day. It was months after those initial reports that local fishermen mobilized themselves, along with street militias, to go into the waters and deter the Westerners from having a free pass at completely destroying Somalia's aquatic life. Now years later, the deterring has become less noble, and the ex-fishermen with their militias have begun to develop a taste for ransom at sea. This form of piracy is now a major contributor to the Somali economy, especially in the very region that private toxic waste companies first began to burry our nation's death trap.
Now Somalia has upped the world's pirate attacks by over21 percent in one year, and while NATO and the EU are both sending forces to the Somali coast to try and slow down the attacks, Black Water and all kinds of private security firms are intent on cashing in. But while Europeans are well in their right to protect their trade interest in the region, our pirates were the only deterrent we had from an externally imposed environmental disaster. No one can say for sure that some of the ships they are now holding for ransom were not involved in illegal activity in our waters. The truth is, if you ask any Somali, if getting rid of the pirates only means the continuous rape of our coast by unmonitored Western Vessels, and the producing of a new cancerous generation, we would all fly our pirate flags high.
It is time that the world gave the Somali people some assurance that these Western illegal activities will end, if our pirates are to seize their operations. We do not want the EU and NATO serving as a shield for these nuclear waste-dumping hoodlums. It seems to me that this new modern crises, is truly a question of justice, but also a question of who's justice. As is apparent these days, one man's pirate, is another man's coast guard.
O texto foi escrito por K’naan, rapper somáli, e embora o som não me agrade minimamente, as letras compensam pelo conteúdo político (pelo menos as que ouvi).
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1. A propósito do texto do henrique. "Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e mais comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára a ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento...Pelo menos é o que diz a lenda." in Pássaros Feridos, Colleen Mccullough.
2. Há muito tempo que andava para pôr um poema de Alexandre O'Neill numa história. Só que deparo com um conto que já o fez. Fica apenas o poema...
"Nesta curva tão terna e lancinante
que vai ser que já é o teu desaparecimento
digo-te adeus
e como um adolescente tropeço de ternura
por ti."
O tropeço de ternura vale tudo.
3. Era uma vez um homem que disse a outro
- Estou a tornar-me uma coisa horrível.
- Uma coisa? Uma coisa não é horrível nem boa, é apenas coisa.
- É esse o meu tormento. É que não me bastando com ser coisa, tornei-me ainda horrível.
Fez-se um silêncio incómodo. E depois disse o outro
- Vicissitudes.
Depois de dedicar largo tempo ao estudo da propaganda política, certas questões não poderiam deixar de aparecer na minha cabeça e fazer-me pensar acerca do papel que ela tem efectivamente nos dias de hoje. Em ano de eleições, certamente que os partidos já estruturaram, pensaram, repensaram e voltar a estruturar, quais as formas mais eficazes de chegar ao centro da questão: como ganhar votos.
A política já quase não se faz de convicções, hoje em dia trocam-se os votos por programas eleitorais, por promessas e porque indivíduo x aparece sempre muito bem na televisão, enquanto o indivíduo y tem um ar sempre desleixado. Não seria aliás a primeira vez que ouviria dizer que “entre dois candidatos mais ou menos iguais, eu escolheria o melhor vestido”, o que mostra que a imagem de marca compra pelo menos os votos de quem não tem ideologia ou de quem não tem tempo para perder com programas e ideias e promessas e acaba por votar nas duas alternativas do centro.
Existem depois aqueles que têm voto fixo, quer haja programa ou não, quer existam ideias ou não, quer o indivíduo esteja bem vestido ou não, quer ofereça uma casa nova ou simplesmente uma caneta que até escreve mal. Provavelmente estes são os indivíduos que vão aos comícios comer e beber de borla, arranjar umas t-shirts, umas canetas, uns blocos, uns cromos e autocolantes, um cachecol e um boné e acabam no fundo por não mudar o seu voto.
Depois sobram todos aqueles que descontentes com os actuais, tentam perceber quem pode trazer alternativas viáveis. Provavelmente é nesses, que são uma maioria, que os partidos investem tantos e tantos euros. Ora, aqui, os métodos e instrumentos de propaganda têm bastante a dizer e bastante a comprar e ganhar. Os indecisos são votos que contam o valor de uma adesão apenas no momento das urnas, mas apenas isso basta para arrancar mandatos e ganhar eleições. Dos diversos métodos, já todos temos conhecimentos que cheguem, juntando-se agora a febre da internet e aumentando-se o número de visitas aqui e ali.
Mas se tudo isto não deixa de fazer parte de uma propaganda que nos passa diante dos olhos e que conseguimos distinguir e sobre a qual temos capacidade de formar opinião crítica, a verdade é que na reportagem percebemos, ou pelo menos eu percebi claramente, que existem formas de fazer propaganda (e diga-se que são já verdadeiras obras de arte), que nos remetem de imediato para o universo Orweliano de um 1984 que levemente mexe as peças. Mas ao invés de um único Big Brother existem vários a puxar cada um para seu lado numa luta pelo domínio do inconsciente das massas.
Os exemplos mostram-nos épocas da história que naquele momento presente passavam despercebidas por aqueles que estavam sobre controlo. A propaganda era sublime e deixava despercebidos crimes horrendos e realidades que em estados emotivos controlados são simplesmente despercebidos a qualquer juízo de censura. Olhando agora o presente e ponderando sequer uma questão semelhante, quantos de nós saberão de facto se conseguem ou não ser manipulados por técnicas idênticas? Quantos afinal conseguem justificar os seus votos de forma racional? Quantos votam por juízos críticos que fizeram previamente? E quantos votam simplesmente dominados por esses mesmos sentimentos de ódio face a isto ou aquilo, porque em tempos como estes, é sempre mais fácil apontar o dedo aos elementos novos que vêm integrar uma ordem que para nós nunca os teve a eles, sendo portanto o bode expiatório perfeito de uns quantos que apenas ambicionam poder? E essa é sempre uma forma tão mais fácil de manipular.
Nesse mesmo livro de que falava lê-se por entre as páginas
Who controls the past now, controls the future
Who controls the present now, controls the past
E acaba por ser um pouco assim que a propaganda funciona. Numa lógica muito maquiavélica de que os fins justificam os meios, um pouco por todo o mundo vamos assistindo a uma inversão de factos e dados, e a manipulações extraordinárias de verdades que hoje são tidas como irrefutáveis, onde os manipulados não têm noção de que estão a aderir cegamente a mentiras.
E retomando o início, em ano de eleições e quando temos um lado que suaviza os factos e outro que os torna hiperbolicamente piores do que o são de facto, como ficará dividida a opinião pública na hora do voto? Quais os riscos que pode trazer a manipulação da opinião pública que claramente é feita por certos meios de comunicação, onde os ataques pessoais e populistas são usados como armas de arremesso contra políticas, quando claramente por detrás se percebe que não existem ideias? Sendo que claramente as massas aderem a esses mecanismos ocultos e sendo que os seus votos são aqueles mais facilmente influenciados, usar populismos e ataques pessoais que por vezes roçam a chacota e um grau de baixeza enormes, surgem os riscos de continuar a manter um país que rema de um lado para depois voltar a trás e no fim, reparar que afinal, nunca saímos do mesmo ciclo, porque facilmente programas vazios caem em repetições dos errados ou simplesmente em programas opostos pelo simples gozo de fazer oposição. E assim se vai mantendo o povo entretido de um lado para o outro, sem ideias mas sempre com algo para atirar para cima da mesa e vender àqueles que estão sempre dispostos a comprar.
*este texto originalmente foi escrito para ser publicado nesta edição do Tribuna, tendo ficado de lado por motivos de espaço. Aproveito então o meu cantinho neste blogue para o deixar ver a luz do monitor.
Lá longe, naquele pequeno (já nosso) mundo, nascerá em tempos um homem caricato. Esse homem, na sua condição igual a tantos outros, era especial por possuir um coração de vidro. Os homens das ciências e afins quiseram estudá-lo, mas logo os humanistas os proibiram. "Não maltratem aquela pessoa. Ele padece de uma doença. Morrerá ao mínimo sofrimento e mágoa. Que direito é o vosso de lhe tirarem a vida? É o conhecimento? Estranha doença que vós senhores da medicina sofrem." disseram na altura.
Cresceu e de petiz tornou-se homem de barba feita. Da sua infância apenas é importante reter o isolamento. A mágoa, o sofrimento só os poderia conhecer em contacto com outros homens, como tal, pensaram os pais, seria melhor isolá-lo do mundo e dar-lhe o carinho necessário para crescer dentro de quatro paredes. Melhor solução? Sem certezas, fora a adoptada. Que homem sou eu para a criticar? Aquela pobre criança ficaria com o coração estilhaçado à mínima birra, ao menino contacto que a levasse à desilusão.
De barba feita, quis, o pobre homem, sair de casa. Ver o que estava para lá da verde paisagem.
Os pais ficaram receosos. Como lhe explicar a sua condição? "Querido filho, amor da minha alma! Lá fora o mundo não te sorri tanto como cá dentro. Cá dentro tens carinho. Lá fora tens outras coisas que te farão sofrer."
O filho intrigado respeitou. Mas a curiosidade ultrapassa os avisos. Escapuliu-se o outrora petiz.
Os primeiros tempos foram agradáveis. Viveu junto à natureza, conheceu as maravilhas do mundo. O problema surgiu com o envolvimento com outros. Ele não estava preparado.
A sua viagem, de nascente a jusante, tal como as coisas do Tempo, tinha um fim e início. Mas, nós homens sem estilhaços sabemos que através do Tempo podemos reparar tudo ou, pelo menos, esquecer ou atenuar a dor. A sua viagem era rápida, muito rápida. O início e o Fim ligados por tão frágil peça.
E eis que a desilusão, mágoa, angústia, solidão, ódio, maldade se fizeram sentir, estilhaçando-o. A desilusão ensinou-lhe que nas relação com as pessoas nada é certo e a esperança em demasia, a expectativa também ela engradecida leva sempre sempre à desilusão. A mágoa mostrou-lhe a dor que se sente quando alguém age para connosco a procura das nossas lágrimas. A angústia explicou-lhe que vivemos em pleno estado de ansiedade e tudo nos custa, a falta de novidade, o excesso dela e o não sabermos lidar com as coisas da Vida. A solidão, estado natural de nós homens, teve nele um efeito tal que lhe tirou as forças, a energia e vitalidade e tudo isto apenas com uma premissa: o afastamento face ao mundo, face às pessoas, o olhar absorto e o coração e alma consumidos por uma labareda mais forte que a roubada por Prometeu para forjar os homens. O ódio de mãos dadas com a maldade desfizeram-no, sem razão ou qualquer lógica, eram eles mesmos por si e nada mais há a explicar.
O sangue escorria-lhe pela boca, de joelhos entoou a sua última prece:
Ó vida, ó vida! Porque me deste tu a tua dádiva
se não me deste a oportunidade de compreender o mundo?
Porque me deste forças para nascer e olhar a Natureza
Se logo me impediste de tocar nas suas folhas.
Porque me fizeste homem se nunca me poderia relacionar?
E porque de todos os homens me escolheste a mim
Para sofrer com todos os ódios deste mundo
Para os sentir como ninguém
Para os viver e respirar
Aceitava não ter nascido e sido isolado
Era preferível, teria-me feito sorrir!
a minha alma espalhada agora no terra
o meu sangue te dou. Sem agradecimento espero
TU própria me condenaste.
Não me arrependo da viagem. Arrependo-me sim de ter abdicado!
Abdicado do único Amor que tive. Meu pai e minha mãe.
Calma. A lógica e Razão aparecem.
Não te odeio Vida. Não! Fizeste-me sentir o Amor e mais não posso pedir.
É um conto que não me é estranho de todo. Se calhar já o li, imaginei outrora. A questão é que o sinto!
Como tal decide escrevê-lo ou reescrevê-lo á minha maneira. Aqui fica uma espécie de resumo. Sim, esta não será a história completa. Coração de vidro. Faz-me rir tanta inocência e ao mesmo tempo tanta verdade.
Ainda fica o agradecimento ao T. Ramalho. Voltei aos contos meu amigo, voltei aos contos. =)
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Finalmente chego a casa. Parece que sempre me encontro quando cá chego. O cheiro tão familiar. O rosnar da minha gata que deliciosamente procura o meu aconchego semanal. Tudo sempre no seu lugar por tantos anos. A eternidade de cada coisa, que não sente o tempo passar. Eu e a minha solidão.
A agulha alinhada desenha os sons que enchem a sala. A minha droga e ressaca diárias. O deleite do meu corpo e da minha alma.
A raridade de momentos assim. Onde nos bastamos a nós próprios, sem os bombardeamentos coloquiais de frases feitas e os sorrisos forçados a que nos obrigamos.
O amor. A voz que já conhecia antes de conhecer o mundo. A segurança de um encontro esperado todas as noites por via telecomunicada. O sorriso e olhar cansados, a ternura do abraço. Ela chegou!
E como se já nada me pudesse fazer mal. Sento-me a seu lado. Sinto que nada mais importa. O seu amor é tão grande que caibo dentro dela. O meu amor por ela é tão grande que nada serve para escreve-lo.
Disse-lhe que tinha saudades. Pedi-lhe uma beijo. Disse que a amava. Sorriu e com o coração respondeu ( daquela forma que só quem ama conhece).
Ó Procusto que viste em mim?
Prometi-te o cândido Amor
Convidaste-me;
De sussurro em sussuro
De Cântico em Cantico
encantaste-me.
Procusto, Procusto
Enlaçaste-me;
Apeguei-me a Ti.
Na noite calma pediste o meu descanso
Amarraste-me...
Procusto, a ti descrevi o que a minha alma via;
o que temia.
Minhas fragilidades expostas.
Transparente corpo.
Adormeci...
Não de cansaço. Alma tranquila.
Logo te revelaste!
Querias vingança.
Apedrejar meu corpo.
Cortar-me.
Sede de conhecimento?
Não! Pura Maldade.
Procusto, que te fiz?
Merecer o teu Ódio?
Mas, logo o Divino se entrometeu
Não morri às tuas mãos.
Meu coração parou.
A desilusão na tua face sem perceberes.
À tua frente uma cândida pessoa
Sem musculatura suficiente para aguentar a dor
Física? Raios, Procusto! Dor na Alma.
Não me quiseste entender.
Logo,
Ganhei este teu Jogo! Sem orgulho, sem mérito!
Apenas pelo que sou... Ironia!
(título de um filme francês) tb publicado aqui
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Comecei esta semana a estudar para os exames, tudo me parece diferente, no mundo dos livros encontro mais insegurança que em Aldoar. Para todos os efeitos, a todos que iniciam agora a longa caminhada dos estudos, deixo um hino estudantil como já não se via desde 1961
(...) o regime está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados mentais, nos serve de bandeira nacional - trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português - o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito natural, devem alimentar-se. (...)
Fernando Pessoa “Da República” Editora Ática, Lisboa, 1978
O nº 24 (Maio 2009) do JORNAL TRIBUNA já se encontra disponível na FDUP e, em breve, em algumas das faculdades da UP (FEP, FEUP, ICBAS, FADEUP, FARMÁCIA, FLUP, UCP), Ordem dos Advogados, bares e espaços culturais.
- 5 comentários • Category: Jornal Tribuna nº 24 Maio 2009 Ano 13
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Há mil milhões de anos, deu-se o Duelo de Rangers Intergalácticos.
O Ranger Branco, do Planeta de Boltreg, e o Ranger Azul, do Planeta de Zatrex, defrontaram-se num duelo há muito esperado pelos adeptos de ambos os planetas.
O duelo começou, embora com apupos da audiência, por se pensar que seria uma luta desigual. De facto, observações mostram que os Zaltrexianos são de estatura mais pequena e franzina e os Boltregueses de dimensões maiores e inevitavelmente com mais força. Ainda assim, os adeptos Zaltrexianos criam nas boas condições físicas do primeiro.
O Ranger Branco iniciou o despique pela defesa e o Ranger Azul, que claramente jogava em casa, pelas cores do ringue, pensava numa forma de se abstrair do peso do equipamento. Entretanto, Ranger Branco atacou e o Ranger Azul foi projectado para fora do ringue.
0-1.
O Ranger Azul sabia que, embora a sua dimensão lhe desse alguma agilidade, não teria força para acertar em Ranger Branco e fazer um K.O..
O jogo terminou aos 0-2 mas, ainda assim, foi um bom jogo.
Actualmente, as duas galáxias convivem pacificamente.
P.S. – A fraca qualidade da fotografia deve-se, naturalmente, ao facto de os satélites naquela altura apenas possuírem máquinas fotográficas VGA.
Filme:The Hours de Stephen Daldry
Clarissa Vaughn:"I remember one morning getting up at dawn, there was such a sense of possibility. You know, that feeling? And I remember thinking to myself: So, this is the beginning of happiness. This is where it starts. And of course there will always be more. It never occurred to me it wasn't the beginning. It was happiness. It was the moment. Right then."
(ouvir e free your mind)
Não arranjei a peça original do autor e sou uma croma que não sabe colocar músicas do pc no post (indirecta para quem saiba)..de qualquer modo esta interpretação está simplesmente brutal,e foi através dela que me apaixonei pela música (a paixão pelo filme já tem anos).
To look life in the face, always, to look life in the face and to know it for what it is. At last to know it, to love it for what it is, and then, to put it away.
Adoro estes curtos momentos, fazem-me sorrir e é quando noto que sou uma pessoa "feliz". Não puxes por mim hoje! E não me faças falar da ociosidade. Não a entenderás como eu a vejo.
(2)
Menina dos olhos tristes,
Faço tudo para não ter que pensar
E mascarando-me de Charles
Desligo o pensamento e Perco-me no luar
Grito ao Amor
(3) Há que entreter a alma para não ligarmos ao que nos rodeia e para estarmos sempre iludidos na felicidade. Só uma petiz criança poderá acreditar na fácil ilusão. Todavia à medida que crescemos trocamos a crença na ilusão por um sentimento de intensa necessidade da mesma. A diferença é que a crença é natural e pouco pensada enquanto que, por outro lado, a necessidade é racionalizada e carregada de receio.
Falo-te da ociosidade pela simples razão de precisar dela. Hoje sei que os momentos em que não faço do ócio o meu presente, são aqueles onde o passado e a perspectiva futura habitam com tal intensidade que me atenuam o sorriso; o pesar dos sonhos, receios, certezas.
Eis que chegamos ao palco principal e só nos pedem uma pequena tarefa: escrever com a tinta com que amamos. O Ponto ajuda-nos se tropeçarmos; o encenador estende-nos as cordas para ficarmos bem seguros.
A ociosidade é coisa má? Não! A ociosidade é o único estilo de vida capaz de balizar a nossa árdua tarefa nos meandros da solidão, querida alma. E tal qual criança trocista, só me rio com o calor do luar e o frio da aurora; tal qual uma criança trocista só me rio com mágoa quando mesmo em pleno ócio observo os outros e a solidão me acompanha.
E agora, eis que dou conta que esta faceta da vida se altera. Infelizmente, o ócio, o ócio como o entendo e o vivo, não é a válvula de escape tal como o desenhei; o ócio, esse mesquinho e fraco ser, não é mais que meros minutos numa pessoa que vive a velocidades estonteantes. O pensamento vence a batalha e o ócio enfraquece, prostrando-se aos pés da razão.
Ó querida alma, o luar volta a ser frio e a aurora fria permanece.
tb publicado aqui ( textos que se relacionam com o tema da ociosidade)
Gostava de descrever este sentimento como a inocência de um passeio de baloiço.
Gostava de dizer que é como dar pontapés na àgua e sorrir como uma criança.
Gostava de dizer que me lembra uma miuda de macacão com um chapéu de palha na cabeça.
Mas estaria a mentir.
Detesto ver a vida de pernas para o ar. Quando tudo parece fora do meu alcance. Quando os pequenos segundos me fazem sentir que a vida é demasiado cansativa e desgastante. É tão fácil lutar por uma coisa e a seguir nos sentirmos sós. Para quê trabalhar em algo e se sentir que os nossos "grandes feitos" foram em vão?
Arr... e quando a vida depende da sorte. Ou do destino. Ou das musas que não conseguimos controlar...
E como me irrita saber que não posso controlar. Consigo controlar-me. Nunca tive pretensões de controlar o mundo.. mas não consigo controlar o meu mundo que me rodeia.
Ai! Ele está de pernas para o ar!
Arr.. o mundo está de pernas para o ar!
Grr.. e eu não consigo fazer nada para o alterar!
Gostava de descrever este sentimento como a inocência de um passeio de baloiço.
Gostava de dizer que é como dar pontapés na àgua e sorrir como uma criança.
Gostava de dizer que me lembra uma miuda de macacão com um chapéu de palha na cabeça.
Mas estaria a mentir.
- Um comentário • Category: O Pretensioso.
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Justificação para os comportamentos estudantis desta semana:
por Sara Morgado em domingo, 3 de maio de 2009
- Não reparei que ainda não terminara o seu cigarro.
- Não tem importância, Lady Narborough. Fumo em demasia. Futuramente, vou ser mais comedida.
-Peço-lhe que não o faça, Lady Ruxton - interveio Lord Henry. - A moderação é fatal. O suficiente é tão mau como uma refeição. O mais do que suficiente é tão bom como um banquete.
in O Retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde.
Quente. Um simples instante. Suada. Tão casuisticamente inserido na sua banalidade. Máscula. O Mundo remeteu-se ao som ondulante da água e chilrear dos pássaros(não foi?). Cor de pele .A teima de repente ...desteimou. Grande. O tudo tornou-se nada, comparado ao que faltava. Vibrante. Soube por fim o que faltava. O momento. Pensara que era o fim do friozinho na barriga dias antes, mas era afinal o principio... de algo maior. Eco. A cabeça já não ondulava pela incerteza. Risos. O coro insofismável de vozinhas dissonantes inside my head ...cessou. Finalmente. E tão bem que soube. Calmo. O coração. Sim. Afinal ainda povoavas o meu pensamento mesmo que contra a minha vontade. Distante. No teu egocentrismo. Perto. Na tua essência de individualidade. Quero. E quis sorrir, bradar aos céus, lavar a alma...ali ..a ti. Não. Faltou coragem. Medo. O que nos afasta do nosso caminho de socalcos , receando mostrar que afinal não somos feitos de ferro. Quase. No fim do minuto onde cabiam horas. Estranho. Não é? Largaste. E o turbilhão passou. Sim. Afinal sim. Quero. Voltar a sentir a tua mão na minha.
Pós scriptum : Há qualquer coisa na queima. Que a leva a ser odiada por alguns, evitada por outros, raros a ignora-la e muitos a ansiar por ela. Um anseio muito mais abrangente que os meandros da praxe e bem mais também que beber, cair e levantar .Algo inexplicável. O êxtase libertino duma juventude que anseia por certezas. Sim abandonarei o meu casulo de não alinhada por um semana, e juntar-me-ei à plebe maioria. E com muito gosto. Já dizia o hino académico “Mocidade, Oh! Mocidade.Louca, ingénua, e generosa e faminta de ilusão”. Tão verdade.
O General Inverno...
O genreal inverno é um homem de idade avançada
O general inverno nao usa dragonas
O general inverno nao tem pistola
o general inverno nao comanda tropas
o general inverno é cruel
o general inverno não usa peugas, e mesmo assim nao tem frio
o general inverno nunca foi educado em guerra
o general inverno o general inverno não via a bordeis
o general inverno nao tem familia
o general inverno tem como cor preferida o branco
o general inverno é frio
o general inverno é impiedoso
o general inverno gosta dos polos e da russia
o general inverno nunca teve uma condecoração
o general inverno ja foi mais insultado que os arbitros em portugal
o general inverno nao usa cuecas de malha, nem de algodao...
o general inverno ´não é aquele tipo com quem se vai para a queima...
o general inverno nunca falou com ninguem, e dizem que ele nao é autista
o genreal inverno ganhou a grande guerra do norte, derrotou os franceses de napoleao, e destruiu os nazis que se atreveram a desafia-lo
Mas ainda assim é muito prezado por russos em toda a parte... E se a terra é a mae russia, entao certamente o pai é o general inverno, ainda que não haja registos de alugma vez terem constituido familia


